Autor: Marina Garcez

  • Guia da Free Agency da NHL de 2021

    Guia da Free Agency da NHL de 2021

    [Atualizado em 10/10/2021 às 19h, horário de Brasília]

    A NHL tem, nesta offseason de 2021, uma das janelas de free agency mais movimentadas da sua história. Tivemos trocas bombásticas, extensões gigantes e, é claro, muita novela. 

    Troca-troca

    A leva de blockbusters desta intertemporada teve um aperitivo alguns dias antes do draft, com a chegada de Ryan Ellis na Filadélfia (troca tripla com Vegas: Philippe Myers e Cody Glass foram para Nashville e Nolan Patrick para Vegas). Entretanto, o defensor não foi o único a ser movido para os Flyers, já que a equipe também adquiriu Rasmus Ristolainen de Buffalo (por Robert Hagg e uma escolha de primeiro round neste ano e outra de segundo round em 2023). Os Sabres, por sua vez, também trocaram Sam Reinhart para o Florida Panthers (por Devon Levi e uma escolha de primeiro round condicional em 2022).

    Também tivemos trocas esquisitas, como a do goleiro indicado ao Calder Trophy deste ano, Alex Nedeljkovic para Detroit (pelos direitos de Jonathan Bernier, unrestricted free agent, e uma escolha de terceiro round para os Hurricanes). Carolina também adquiriu o defensor Ethan Bear de Edmonton por Warren Foegele, já que a equipe canadense investiu em defensores experientes para a temporada, o que deixaria Bear sem espaço no seu plantel. Por fim, temos a troca de Marc-André Fleury para o Chicago Blackhawks, por Mikael Hakkarainen, em um clássico caso de cap dump (uma desova contratual, no bom e velho português) 

    Outra troca considerável envolvendo defensores foi a que levou Oliver Ekman-Larsson (com 12% de seu salário retido) e Conor Garland do Arizona Coyotes para o Vancouver Canucks por Antoine Roussel, Jay Beagle, Louie Eriksson, uma escolha de primeiro round este ano, uma de segundo round em 2022 e outra de sétimo round em 2023. As demais transações relevantes no período foram:

    • Viktor Arvidsson (NSH) por uma escolha de segundo round esse ano e uma escolha de terceiro round em 2023 (LAK)
    • Duncan Keith e Tim Söderlund (CHI) por Caleb Jones e uma escolha condicional de terceiro round em 2022 (EDM)
    • Ryan Graves (COL) por Mikhael Maltsev e uma escolha de segundo round deste ano (NJD)
    • Nick Leddy (NYI) por Richard Pánik e uma escolha de segundo round deste ano (DET)
    • Jason Dickinson (DAL) por uma escolha de terceiro round neste ano (VAN)
    • Barclay Goodrow (TBL) por uma escolha de sétimo round (NYR)
    • Shayne Gostisbehere, uma escolha de segundo round e uma escolha de sétimo round em 2022 (PHI) por considerações futuras (ARI)
    • Pavel Buchnevich (NYR) por Samuel Blais e uma escolha de segundo round em 2022 (STL)
    • Jake Bean (CAR) por uma escolha de segundo round neste ano (CBJ)
    • Jakub Voracek (PHI) por Cam Atkinson (CBJ)
    • Nate Schmidt (VAN) por uma escolha de terceiro round em 2022 (WPG)
    • Tyler Johnson e uma escolha de segundo round em 2023 (TBL) pelo contrato de Brent Seabrook (CHI)
    • Nikita Zadorov (CHI) por uma escolha de terceiro round em 2022 (CGY)
    • Nick Holden e uma escolha de terceiro round em 2022 (VGK) por Evgeni Dadonov (OTT)
    • Will Butcher e uma escolha de quinto round em 2022 (NJD) por considerações futuras (BUF)
    • Vitek Vanecek (SEA) por uma escolha de segundo round em 2023 (WSH)
    • Darcy Kuemper (ARI) por Conor Timmins, uma escolha de primeiro round em 2022 e uma escolha de terceiro round condicional em 2024.
    • Ryan Reaves (VGK) por uma escolha de terceiro round em 2022 (NYR)
    • Mitchell Stephens (TBL) por uma escolha de sexto round em 2022 (DET)
    • Olli Juolevi (VAN) por Noah Juulsen e Juho Lammikko (FLA)

    Por fim, tivemos a troca e o salário que determinaram o mercado para defensores nessa offseason. O Chicago Blackhawks adquiriu do Columbus Blue Jackets o americano Seth Jones, uma escolha de primeiro round deste ano e uma escolha de segundo round no ano que vem por Adam Boqvist, uma escolha de primeiro e segundo round neste ano e uma escolha condicional de primeiro round no ano que vem. Jones então assinou uma extensão contratual de oito anos com os Hawks, avaliados em 9,5 milhões anuais a partir de 2022/2023 com uma cláusula de não-movimento em todos eles. 

    Papel na caneta: os salários assinados em 2021

    Com um cap congelado devido às repercussões financeiras da pandemia do COVID-19, vimos poucos contratos que utilizaram a duração máxima permitida. Vem com a gente conferir como cada time da NHL contratou nessa free agency de 2021:

    Anaheim Ducks

    O capitão Ryan Getzlaf continua na equipe, com uma extensão de um ano, avaliada em 4,5 milhões. Além disso, a equipe assinou com os defensores Brogan Rafferty e Andrej Sustr por contratos iguais de um ano e 750 mil dólares, e com o goleiro Brian Elliot por um ano e 900 mil dólares.

    Arizona Coyotes

    A equipe do deserto fechou com o goleiro Carter Hutton por 750 mil dólares por um ano, além dos atacantes Dmitrij Jaskin (1×3.2 milhões), Ryan Dzingel (1×1.1 milhão) e Liam O’Brien (1×750 mil).

    Boston Bruins

    O time assinou com os goleiros Linus Ullmark (4×5 milhões) e Troy Grosenick (1×750 mil), os defensores Derek Forbort (3×3 milhões) e Tyler Lewington (1×750 mil) e os atacantes Tomas Nosek (2×1.75 milhão), Erik Haula (2×2.375 milhões), Nick Foligno (2×3.8 milhões) e Steven Fogarty(1×750 mil).

    Buffalo Sabres

    A equipe assinou com o goleiro Craig Anderson (1×750 mil), os defensores Brandon Davidson (1×750 mil), Mark Pysyk (1×900 mil) e Jimmy Schuldt (1×750 mil), e os atacantes Vinnie Hinostroza (1×1.05 milhão), Sean Malone (1×750 mil) e John Hayden (1×750 mil).

    Calgary Flames

    O atacante Blake Coleman assinou um contrato de seis anos por 4,9 milhões anuais, a maior contratação da equipe canadense. Além dele, os defensores Nick DeSimone (1×750 mil), Kevin Gravel (1×750 mil) e Andy Welinski (1×750 mil). Os Flames também assinaram com o goleiro Adam Werner (1×750 mil) e com o atacante Trevor Lewis (1×800 mil). Mais recentemente, Dillon Dubé também teve seu contrato estendido (3×2,3 milhões). A equipe de Alberta também fechou contratos com Michael Stone (1×750 mil), Erik Gudbranson (1×1,950 milhão), Connor Mackey (2x, 912 mil) e Brad Richardson (1×800 mil).

    Carolina Hurricanes

    A equipe fez movimentações relevantes na free agency. O atacante Jordan Martinook estendeu seu contrato com os Canes por mais três anos, com um salário de 5,4 milhões anuais. O time também assinou com o goleiro Frederik Andersen por dois anos e 4,5 milhões anuais. Outras contratações foram o atacante Josh Leivo (1×750 mil), os defensores Ian Cole (1×2,9 milhões) e Brendan Smith (1×800 mil) e o goleiro Antti Raanta (2×2 milhões). Por fim, a equipe também gerou polêmica ao assinar com Tony DeAngelo (1×1 milhão), defensor que teve seu contrato terminado via buyout com o New York Rangers devido a, entre outros motivos, o comportamento do atleta.

    Chicago Blackhawks

    Além de Jones, a equipe também assinou com o defensor Jake McCabe (4×4 milhões) e com o atacante Jujhar Khaira (2×975 mil). Os Hawks também renovaram com o defensor Connor Murphy (4×4,4 milhões).

    Colorado Avalanche

    A possível saída do capitão Gabriel Landeskog causou frenesi no período pré free agency na NHL. Afinal, ele e os Avs não chegaram a um acordo antes do prazo que permitiria que ele assinasse um acordo de oito anos. Mesmo assim, Landeskog permanece em Denver com um salário de sete milhões anuais por mais sete anos. O outro grande contrato da equipe foi a extensão do superstar Cale Makar, defensor que está saindo de seu contrato de entrada na Liga. Makar assinou por seis anos, com um salário anual de nove milhões de dólares, o maior cap hit da equipe. Por fim, a equipe também assinou com o atacante Darren Helm (1×1 milhão).

    Columbus Blue Jackets

    A equipe de Ohio também assinou um contrato substancial com seu agora principal defensor. Zach Werenski receberá 9,58 milhões anuais por seis anos. Os demais defensores que assinaram com os Jackets foram Gavin Bayreuther (2×750 mil) e Jake Bean (3×2.33 milhões). Além disso, os atacantes Boone Jenner (4×3,75 milhões), Eric Robinson (2×2.3 milhões), Sean Kuraly (4×2.5 milhões), Tyler Sikura (1×750 mil) e Alexandre Texier (2×1.525) também assinaram contratos com o clube. O goleiro Elvis Merzlikins também assinou uma extensão contratual (5×5,4 milhões).

    Dallas Stars

    Depois do buyout realizado por Minnesota e Vancouver, o defensor Ryan Suter (4×3.65 milhões) e o goleiro Braden Holtby (1×2 milhões) encontraram nova morada no Texas. Além deles, o defensor Jani Hakanpaa (3×1,5 milhão) e os atacantes Luke Glendening (2×1.5 milhão) e Michael Raffl (1×1.1 milhão) também assinaram com Dallas.

    Detroit Red Wings

    A equipe de Michigan assinou com os atacantes Sam Gagner (1×850 mil) e Pius Suter (2×3.25 milhões), além dos defensores Ryan Murphy (1×800 mil) e Jordan Oesterle (2×1.35 milhão) e do goleiro Calvin Pickard (1×800 mil).

    Edmonton Oilers

    Um dos clubes que foi mais agressivo na janela de free agency, Edmonton renovou com Tyson Barrie (3×4.5 milhões) e adquiriu o defensor Cody Ceci (4×3.25 milhões). Além disso, assinou com os atacantes Zach Hyman (7×5.5 milhões) e Derek Ryan (2×1.25 milhão). 

    Florida Panthers

    A equipe estendeu o compromisso com sua aquisição de trade deadline, o defensor Brandon Montour (3×3.5 milhões). Além disso, também assinou com os atacantes Max Mamim (1×975 mil) e Juho Lamikko (1×750 mil) e estendeu o contrato do atacante Carter Verhaeghe (3×4.166 a partir de 2022/2023). Por fim, a equipe também assinou com o goleiro Christopher Gibson (1x 750 mil). Por fim, mais recentemente o veteraníssimo Joe Thornton assinou com a equipe de Sunrise (1×750 mil) e com o recém adquirido Sam Reinhart (3×6,5 milhões). Recentemente a equipe também renovou com o seu capitão Alexander Barkov (8×10 milhões).

    Los Angeles Kings

    A maior contratação na free agency realizada por LA foi, sem dúvidas, o atacante Philip Danault (6×5.5 milhões). A equipe também assinou com o defensor Alex Edler (1×3.5 milhões) e o goleiro Garrett Sparks (1×750 mil). Os Kings também estenderam o contrato do atacante Andreas Athanasiou (1×2.7 milhões).

    Minnesota Wild

    A free agency do Wild foi especialmente movimentada na defesa, com Alex Goligoski (1×5 milhões), Joe Hicketts (2×750 mil), Jon Lizotte (1×750 mil), Dmitry Kulikov (2×2.25 milhões) e Jon Merrill (1×850 mil). A equipe também assinou com os atacantes Frederick Gaudreau (2×1.2 milhão) e Dominic Turgeon (1×750 mil).

    Montreal Canadiens

    As duas maiores contratações dos Habs na free agency foram David Savard (4×3.5 milhões) e Mike Hoffman (3×4.5 milhões). Além disso, também fecharam contrato com os defensores Louie Belpedio (1×750 mil) e Chris Wideman (1×750 mil), e com os atacantes Cedric Paquette (1×950 mil), Jean-Sébastien Dea (1×750 mil) e Mathieu Perrault (1×950 mil).

    Nashville Predators 

    O maior contrato dos Preds na free agency foi a extensão de Mikael Granlund (4×5 milhões). Além disso, também assinaram com os atacantes Michael McCarron (2×750 mil), Anthony Richard (1×750 mil) e Matt Luff (1×750 mil). A equipe também assinou com o defensor Matt Tennyson (2×750 mil) e com o goleiro David Rittich (1×1.25 milhão).

    New Jersey Devils

    Aqui temos uma das grandes contratações dessa off-season, a do defensor mais cobiçado nessa free agency: Dougie Hamilton (7×9 milhões). Além de Hamilton, a equipe também contratou o goleiro Jonathan Bernier (2×4.125 milhões) e os atacantes Chase De Leo (1×750 mil), Brian Flynn (1×750 mil) e Janne Kuokkanen (2×1,825 milhão).

    New York Islanders

    O início da offseason foi calmo, com o anúncio de contrato apenas com Andy Greene (1×1 milhão). Entretanto, desde então a equipe anunciou renovações com nomes importantes, como Kyle Palmieri (4×5 milhões), Anthony Beauvillier (3×4,150 milhões), Casey Cizikas (6×2,5 milhões) e Ilya Sororkin (3×4 milhões). Peças coadjuvantes como Cole Bardreau (2×1,5 milhão), Otto Koivula (1×750 mil), Paul LaDue (1×750 mil), Dmytro Timashov (1×750 mil) e Andy Andreoff (1×750 mil) também foram anunciados. Além desses contratos já citados, NYI também anunciou a contratação de Zach Parise e o retorno de Zdeno Chara, mas os detalhes destes contratos ainda não foram anunciados.

    New York Rangers

    A maior contratação da equipe na free agency foi Barclay Goodrow (6×3.642 milhões). A equipe também assinou contratos com os defensores Patrick Nemeth (3×2.5 milhões) e Jarred Tinordi (2×900 mil), e com os atacantes Greg McKegg (1×750 mil), Dryden Hunt (2×765 mil) e Filip Chytil (2×2.3 milhões). Por fim, o goleiro Igor Shesterkin renovou com a equipe da Big Apple (4×5,666 milhões) e o center Mika Zibanejad (8×8,5 milhões) também.

    Ottawa Senators

    A equipe canadense fechou contratos com Michael del Zotto (2×2 milhões) e Andrew Agozzino (1×800 mil). Mais recentemente os Sens fecharam com Drake Batherson (6×4,975 milhões) e Logan Brown (1×750 mil).

    Philadelphia Flyers

    Os Flyers contrataram o goleiro Martin Jones (1×2 milhões), os defensores Keith Yandle (1×950 mil) e Adam Clendening (1×750 mil), além dos atacantes Nate Thompson (1×800 mil), Gerald Mayhew (1×800 mil), Nick Seeler (1×750 mil) e Ryan Fitzgerald (1×750 mil). Por fim, o jovem goleiro Carter Hart também assinou uma extensão contratual (3×3,979 milhões). Mesmo com mais um ano de contrato, o center Sean Couturier evitou o mercado no próximo ano e estendeu seu compromisso com os Flyers até a temporada 2029/2030 (8×7,750 milhões). A equipe da Pensilvânia também renovou com Joel Farabee (6×5 milhões) e contratou Derrick Brassard (1×825 mil).

    Pittsburgh Penguins

    A equipe da Pensilvânia assinou com os atacantes Evan Rodrigues (1×1 milhão), Brock McGinn (4×2.75 milhões), Dominik Simon (1×750 mil) e Danton Heinen (1×1.1 milhão), além do defensor Taylor Fedun (1×750 mil). Mais recentemente os Pens fecharam com o goleiro Louis Domingue (1×750 mil).

    San Jose Sharks

    Os Sharks fecharam com o goleiro James Reimer (2×2.25 milhões), o defensor Jaycob Megna (1×750 mil) e os atacantes Andrew Cogliano (1×1 milhão), Nick Bonino (2×2.05 milhões), Lane Pederson (2×750 mil) e Nick Merkeley (1×750 mil).

    Seattle Kraken

    O mais novo time da NHL investiu em peças importantes na sua primeira free agency, como o goleiro Philip Grubauer (6×5.9 milhões) e o atacante Jaden Schwartz (5×5.5 milhões). Além disso, também fecharam contrato com Alexander Wennberg (3×4.5 milhões), Marcus Johansson (1×1.5 milhão) e Ryan Donato (1×750 mil).

    St. Louis Blues

    O time de Missouri fez duas grandes contratações para o seu ataque, a extensão do recém chegado Pavel Buchnevich (4×5.8 milhões), bem como de Brandon Saad (5×4.5 milhões). Além disso, também contratou o defensor Calle Rosen (1×700 mil). Mais recentemente o canadense Tyler Bozak também renovou seu contrato (1×2 milhões).

    Tampa Bay Lightning

    Os atuais campeões são um destino muito cobiçado na free agency, e esta intertemporada não foi diferente. A equipe assinou com os defensores Zach Bogosian (3×850 mil) e Darren Raddysh (1×750 mil), os atacantes Gabriel Dumont (1×750 mil), Charles Hudon (1×750 mil), Pierre-Édouard Bellemare (2×1 milhão), Remi Elie (1×750 mil), Corey Perry (2×1 milhão) e Alex Barré-Boulet (3×758 mil), e os goleiros Brian Elliot (1×900 mil) e Maxim Lagace (1×750 mil). Além disso, a equipe renovou com seu superstar Brayden Point pelo máximo de oito anos, com um contrato avaliado em 9 milhões anuais.

    Toronto Maple Leafs

    A contratação mais importante feita por Toronto na off-season foi a do goleiro Petr Mrazek (3×3.8 milhões). Além disso, a equipe também contratou os atacantes Michael Bunting (2×950 mil), Kurtis Gabriel (1×750 mil) e David Kämpf (2×1.5 milhão) e os defensores Alex Biega (1×750 mil) e Carl Dahlstrom (1×750 mil).

    Vancouver Canucks

    Os canadenses foram muito ativos na free agency, com contratos importantes para Conor Garland (5×4.9 milhões), Brandon Sutter (1×1.125 milhão), Travis Hamonic (2×3 milhões) e Tucker Poolman (4×2.5 milhões). Além disso, contrataram o goleiro Jaroslav Halak (1×1.5 milhão), Os atacantes Nic Petan (2×750 mil), Justin Dowling (2×750 mil) e Sheldon Dries (1×750 mil), além dos defensores Luke Schenn (2×850 mil), Brad Hunt (1×800 mil), Brady Keeper (2×762 mil), Philip Di Giuseppe (1×750 mil), Devante Stephens (1×750 mil) e Kyle Burroughs (2×750 mil).

    Vegas Golden Knights

    A principal contratação de Vegas na offseason foi conseguir manter Alec Martinez no seu elenco (3×5.25 milhões). Além do defensor, a equipe também fechou contratos com o goleiro Laurent Brossoit (2×2.325 milhões), e os atacantes Sven Baertschi (1×750 mil), Gage Quinney (1×750 mil), Mattias Janmark (1×2 milhões) e Patrick Brown (1×750 mil).

    Washington Capitals

    A equipe renovou com o goleiro russo Ilya Samsonov (1×2 milhões) e com seu capitão e superstar Alex Ovechkin (5×9,5 milhões). Além disso, também assinou contratos com Michael Vecchione (1×750 mil), Hunter Shepard (2×1,5 milhão), Dylan McIltrath (2×1,5 milhão), Lucas Johansen (1×750 milhões) e Matt Irwin (1×750 mil).

    Winnipeg Jets

    A equipe assinou com nomes importantes para a profundidade do elenco, como Andrew Copp (1×3,64 milhões), Neal Pionk (4×5,875 milhões), Logan Stanley (2×900 mil), Riley Nash (750 mil), Eric Comrie (750 mil) e Paul Statsny (1×3,750 milhões).

    Alguns Restricted Free Agents (RFAs) que ainda estão sem contrato (e que não possuem direito à arbitragem)

    Nome do jogadorTimeSituação atual
    Rasmus Dahlin (D)Buffalo Sabres Assinou um contrato de 3 anos com os Sabres, avaliado em 6 milhões anuais
    Andrei Svechnikov (F)Carolina Hurricanes Assinou um contrato de 8 anos com os Canes, avaliado em 7,750 milhões anuais
    Brady Tkachuk (F)Ottawa Senators
    Henri Jokiharju (D)Buffalo Sabres Assinou um contrato de 3 anos com os Sabres, avaliado em 2,5 milhões anuais
    Jesperi Kotkaniemi (F)Montreal Canadiens Assinou uma offer sheet do Carolina Hurricanes, para um contrato de um ano, avaliada em 6,1 milhões de doláres. Como Montreal não igualou a oferta, o jogador finlandês agora é oficialmente um dos Canes.
    Kirill Kaprizov (F)*Minnesota Wild Assinou um contrato de 5 anos com o Wild, avaliado em 9 milhões anuais
    Elias Petterson (F)Vancouver CanucksAssinou um contrato de 3 anos com os Canucks, avaliado em 7,35 milhões anuais.
    Quinn Hughes (D)*Vancouver CanucksAssinou um contrato de 6 anos com os Canucks, avaliado em 7,85 milhões anuais.
    Kailer Yamamoto (F)Edmonton OilersAssinou um contrato de um ano com os Oilers, avaliado em 1,175 milhão de dólares.
    Robert Thomas (F)St. Louis Blues Assinou um contrato de 2 anos com os Knights, avaliado em 2,8 milhões anuais.
    Nolan Patrick (F)Vegas Golden KnightsAssinou um contrato de 2 anos com os Knights, avaliado em 1,2 milhão por ano.

    *não podem receber uma offer sheet de outra equipe 

    Se você tiver interesse em saber mais como funcionam os contratos na NHL, confira aqui!

    RFAs que têm direito à arbitragem

    Nome do jogadorTimeData da audiênciaResultado
    Zach Aston-ReesePittsburgh Penguins23 de agostoAcordo firmado antes da data da audiência, avaliado em 1×1,725 milhão.
    Brandon CarloBoston BruinsAcordo firmado antes da data da audiência, avaliado em 6×4,1 milhões
    Ross ColtonTampa Bay Lightning16 de agostoAcordo firmado antes da data da audiência, avaliado em 2×1,125 milhão. 
    Andrew CoppWinnipeg Jets26 de agosto Acordo firmado antes da data da audiência, avaliado em 1×3,640 milhões
    Jason Dickinson Vancouver Canucks20 de agosto  Acordo firmado antes da data da audiência, avaliado em 3×2,650 milhões
    Vince DunnSeattle Kraken14 de agostoAcordo firmado antes da data da audiência, avaliado em 2×4 milhões
    Adam ErneDetroit Red Wings21 de agosto Acordo firmado antes da data da audiência, avaliado em 2×2,1 milhões
    Dante FabbroNashville Predators20 de agostoAcordo firmado antes da data da audiência, avaliado em 2×2,4 milhões
    Kevin FialaMinnesota Wild17 de agosto Acordo firmado antes da data da audiência, avaliado em 1×5,1 milhões
    Dennis GilbertColorado Avalanche21 de agosto Acordo firmado antes da data da audiência, avaliado em 750 mil
    Adin HillSan Jose Sharks16 de agostoAcordo firmado antes da data da audiência, avaliado em 2×2,175 milhões
    Michael McNivenMontreal Canadiens11 de agostoAcordo firmado antes da data da audiência, avaliado em 1×750 mil
    Victor MeteOttawa Senators11 de agosto Acordo firmado antes da data da audiência, avaliado em 1×1,2 milhão
    Adam PelechNew York Islanders11 de agostoAcordo firmado antes da data da audiência, avaliado em 8×5,75 milhões
    Neal PionkWinnipeg Jets13 de agosto Acordo firmado antes da data da audiência, avaliado em 4×5,875 milhões
    Zachary Sanford St. Louis Blues14 de agostoAcordo firmado antes da data da audiência, avaliado em 1×2 milhões
    Travis SanheimPhiladelphia Flyers26 de agosto Acordo firmado antes da data da audiência, avaliado em 2×4,675 milhões
    Juuse SarosNashville Predators18 de agosto Acordo firmado antes da data da audiência, avaliado em 4×5 milhões
    Jakub VranaDetroit Red Wings11 de agosto  Acordo firmado antes da data da audiência, avaliado em 3×5,250 milhões
    Nikita ZadorovCalgary Flames26 de agosto Acordo firmado antes da data da audiência, avaliado em 1×3,750 milhões

    O que você achou das movimentações da free agency de 2021? Conta para a gente aí nos comentários!

    Foto: Reprodução/allaboutthejersey.com

  • Como será o NHL Draft de 2021

    Como será o NHL Draft de 2021

    *Texto escrito visando a atualização das informações contidas neste texto, de autoria de Luah Tomas, postado em 19/06/2019.

    O draft da NHL acontecerá no final de semana dos dias 23 e 24 de julho, por videoconferência pelo segundo ano consecutivo. O evento ocorre anualmente depois que um campeão da Stanley Cup é coroado, e marca o início oficial da offseason do hockey. Nele, as equipes escolhem seus prospects, jovens jogadores que sonham em ouvir seu nome ser chamado ao pódio. Além disso, o draft é um momentos favoritos para a realização de trocas, já que as equipes têm um repertório de escolhas em cada um dos rounds. Você tem interesse em entender como acontece tudo isso? A gente te explica!

    Por que o Draft acontece?

    O evento nada mais é do que uma solenidade onde os agora 32 times da Liga selecionam novos jogadores para seu plantel. Os atletas que se inscrevem no Draft têm (ou estão prestes a fazer) 18 anos e possuem grandes expectativas de ingressarem na NHL. É muito comum que exista um hype entre os primeiros selecionados, que são cotados para se tornarem estrelas na Liga. Entretanto, só porque uma equipe seleciona um jogador, não significa que ele virá a integrar seu plantel quando se tornar profissional.

    O evento acontece anualmente após o final da temporada. No ano passado, o Draft foi muito mais tarde do que a data costumeira do final de junho, já que a Stanley Cup só foi disputada depois de uma pausa de longos meses, devido à pandemia. Este ano, tivemos o back to back do Tampa Bay Lightning, o que significa que, tal como no ano passado, a equipe da Flórida vai para o fim da fila das escolhas por novos jogadores, ficando com a 32ª escolha em todos os rounds. A regra dita que a ordem de escolha do draft seja inversa àquela da classificação dos playoffs. O Montreal Canadiens, por exemplo, vice-campeão deste ano, escolherá em 31º.

    Durante o Draft as escolhas ocorrem em sete rodadas, com, teoricamente, uma escolha por time durante cada round, totalizando sete escolhas no ano. Todavia, trocas e picks compensatórias que resultam em um número maior ou menor de escolhas para cada equipe. Devido ao grande número de equipes, o evento divide-se em dois dias. O primeiro round é o mais visado e comentado, já que os top prospects costumam ser selecionados entre as trinta e poucas primeiras escolhas. 

    Draft Lottery: definindo a ordem de seleção no Draft

    A loteria é o procedimento que a NHL utiliza para definir a ordem na qual os times poderão escolher seus jogadores no Draft. O vencedor da loteria ganha a oportunidade de escolher o melhor jogador disponível naquele ano. Em 2021, por exemplo, o vencedor foi o Buffalo Sabres, que irá inaugurar o procedimento deste ano com a primeira escolha.

    Realizada antes do início dos playoffs, a loteria conta com os 14 times que não obtiveram sua classificação. Neste ano, foram aprovadas mudanças que valerão para 2021 e 2022, visando um processo mais justo àquelas equipes que tiverem um aproveitamento inferior. O maior objetivo da loteria do draft é manter a paridade entre os times da Liga.

    Em teoria, um pior desempenho na temporada implica em chances maiores a um lugar no top 3. Entretanto, na história recente equipes saltaram de um lugar modesto para uma posição entre os cobiçados primeiros. Foi o caso do Philadelphia Flyers em 2017 (projetado em 13º e acabou ficando com a 2ª escolha) e o Chicago Blackhawks em 2019 (projetado em 12 e acabou ficando com a 3ª escolha).

    O resultado da loteria de 2021 foi o seguinte:

    O top 3 será composto por uma escolha do Buffalo Sabres (1ª), do Seattle Kraken (2ª) e do Anaheim Ducks (3ª). Neste ano teremos uma peculiaridade, já que o Arizona Coyotes perdeu sua escolha de primeiro round deste ano, o que fez com que as equipes a partir da 12ª escolha (Chicago Blackhawks) subissem uma posição, fechando o round em 31 escolhas, ainda que agora a Liga possua 32 equipes.

    E o resto das equipes?

    Não, caro fã, os times que disputam os playoffs não são esquecidos no churrasco. O vencedor da Stanley Cup, Tampa Bay Lightning, será dono da última escolha do primeiro round. Em seguida vem o vice colocado, o Montreal Canadiens. As posições 28 e 29 ficam com os outros finalistas das conferências, Vegas Golden Knights e New York Islanders. Já as escolhas de 24 a 27 pertencem aos líderes de cada uma das divisões, e as demais, de 16 a 23, ficam com o resto das equipes, seguindo a ordem inversa de sua classificação na temporada regular.

    Muito embora as regras sejam estas, os times podem trocar de posições entre si. Afinal, trocas podem ser realizadas tanto durante a temporada quanto até mesmo os últimos segundos antes de determinada escolha. O mesmo se aplica às rodadas subsequentes do Draft, organizadas com base na ordem inversa da classificação. Em 2021, considerando as trocas que já aconteceram, o primeiro round do draft ficará assim:

    POSIÇÃOTIME
    1Buffalo Sabres
    2Seattle Kraken
    3Anaheim Ducks
    4New Jersey Devils
    5Columbus Blue Jackets
    6Detroit Red Wings
    7San Jose Sharks
    8Los Angeles Kings
    9Vancouver Canucks
    10Ottawa Senators
    11escolha removida*
    12Chicago Blackhawks
    13Calgary Flames
    14Philadelphia Flyers
    15Dallas Stars
    16New York Rangers
    17St. Louis Blues
    18Winnipeg Jets
    19Nashville Predators
    20Edmonton Oilers
    21Boston Bruins
    22Minnesota Wild
    23Detroit Red Wings (de Washington)
    24Columbus Blue Jackets (de Toronto)
    25Minnesota Wild (de Pittsburgh)
    26Florida Panthers
    27Carolina Hurricanes
    28Colorado Avalanche
    29New Jersey Devils (do NY Islanders)
    30Vegas Golden Knights
    31Montreal Canadiens
    32Columbus Blue Jackets (de Tampa Bay)
    *O Arizona Coyotes foi punido pela NHL no dia 26 de agosto de 2020 por violações às políticas da liga.

    As demais escolhas referentes aos outros rounds podem ser conferidas aqui.

    Quem são os jogadores elegíveis para o Draft?

    Norte-americanos (EUA e Canadá) que completam 18 anos até 15 de setembro e que não completam 20 anos até 31 de dezembro do ano do Draft podem se candidatar para a seleção. Se ele tem 18 anos, deve declarar-se elegível, mas se completar 19 anos até 15 de setembro ele se torna automaticamente elegível para seleção. Já aqueles maiores de 20 anos podem assinar diretamente com times. 

    Aqueles que competem no hockey universitário da NCAA (National Collegiate Athletic Association) são uma particularidade à parte. Jogadores que têm 18 anos podem continuar jogando por suas universidades mesmo depois de draftados, desde que sigam algumas regras. Por exemplo, é proibido que atuem por um time profissional (a equipe colegiada é considerada amadora), bem como que contratem um agente. A equipe que seleciona um atleta universitário tem direitos sobre ele até 30 dias após sua saída da universidade.

    Quando os atletas possuem uma nacionalidade diversa às norte-americanas, podem candidatar-se ao Draft independentemente de sua idade, vez que completem 18 anos até 15 de setembro do ano da seleção. Portanto, não existe uma limitação de idade. Na verdade, os estrangeiros precisam, necessariamente, serem draftados para assinar um contrato profissional com um dos times da NHL. 

    Para além do Draft

    Se um atleta não é draftado até os 20 anos, ele passa a ter status de unrestricted free agent (UFA), possibilitando que assine com a equipe de sua escolha. Por outro lado, um jogador selecionado que não assina com a equipe que o escolheu em um período de dois anos poderá ser draftado novamente, desde que se encaixe na elegibilidade por idade. Caso não, também ganha status de UFA. 

    Os jogadores só podem se re-inscrever no Draft uma única vez, mas se ele participa duas vezes e não é selecionado, atinge o status de UFA independentemente da sua idade. Jogadores que não foram draftados também podem ser convidados para os training camps dos times e, uma vez lá, receberem a oportunidade de assinar contratos mesmo sem terem sido draftados por aquele time. 

    Outra situação é a de escolhas compensatórias. Isso acontece quando um time não assina contrato com sua escolha de primeira rodada em um período de dois anos, fazendo com que eles sejam beneficiados com uma “escolha compensatória” no Draft do ano seguinte. 

    Ranking dos prospects pré-Draft 2021

    Os prospects com projeções mais positivas e maior exposição são ranqueados diversas vezes em seu ano de elegibilidade. A lista divide-se em quatro categorias: patinadores norte-americanos, goleiros norte-americanos, patinadores europeus e goleiros europeus. Um ranking preliminar sai em novembro do ano anterior ao Draft, o segundo em janeiro e o final é liberado em abril. 

    A posição de cada jogador no ranking é medida de acordo com uma projeção das habilidades necessárias para disputar partidas na NHL, segundo a opinião de olheiros da América do Norte e da Europa. Devido à pandemia, o trabalho dos olheiros tornou-se ainda mais difícil, tendo em vista que muitos jogadores sequer disputaram partidas de hockey no último ano. 

    O primeiro do ranking de 2021 e consenso entre os especialistas para a escolha do Buffalo Sabres é o canadense Owen Power, defensor que disputa o hockey universitário pela Universidade de Michigan. Para conferir os demais nomes da lista, veja aqui.

    O Draft 2021 acontece nos dias 23 e 24 de julho através de videoconferência. Você poderá conferir a cobertura completa aqui no NHeLas e também assistir ao primeiro round ao vivo, com narração em português, na ESPN2 às 21h BRT da sexta-feira, dia 23!

  • Jack Eichel é trocado por Mitch Marner

    Jack Eichel é trocado por Mitch Marner

    O center, capitão, general manager, treinador e às vezes mascote do Buffalo Sabres, Jack Eichel, foi a mais recente vítima da trade deadline. Nessa manhã, o superstar americano foi trocado para o Toronto Maple Leafs pelo canadense Mitch Marner. (nota da autora: a troca infelizmente não foi “one for one”. Sorry, @TSNBobMcKenzie). Os dois foram escolhas no top 5 da famigerada draft class de 2015, considerada uma das mais prolíferas da história da NHL. A transação também envolveu o defensor Rasmus Sandin, que se juntará a Marner no Sabres. Enquanto isso, Brandon Montour passará a integrar o plantel de defensores dos Leafs. 

    A história de Eichel e Marner em seus respectivos times foi marcada por algumas polêmicas (mas fique tranquilo, até onde a gente sabe não foi nada digno de páginas policiais). Marner, segundo relatos publicados na imprensa canadense, não gostou de ter ficado em segundo plano em relação a Auston Matthews. Em quase cinco temporadas por Toronto, Marner chegou à marca de 337 pontos em 336 partidas (96 gols e 241 assistências). No entanto, o time nunca chegou nem mesmo à final da conferência na pós-temporada com ele. 

    Em declaração à imprensa canadense, Marner criticou o GM Kyle Dubas pela troca, “não acredito que justo eu, o garoto nascido e criado em Toronto (nota da autora: Marner é, na verdade, um nativo de Markham, Ontario), perderei a chance de tentar conquistar a Stanley Cup mais uma vez. Dito isso, estou muito animado para começar um novo capítulo da minha carreira em Buffalo.”

    No caso de Eichel, o histórico do atleta e seus conflitos com diversas pessoas dentro da organização fizeram com que o relacionamento entre o americano e os Sabres se deteriorasse. Presente no elenco dos Sabres desde 2015, quando foi draftado em segundo, o center nunca participou de uma pós-temporada da NHL. 

    Sobre a oportunidade de jogar em Toronto, Eichel afirmou: “Fico muito grato pelo carinho da torcida de Buffalo, eu sei que eu nunca fui quem vocês queriam de verdade. Mas estou entrando no prime da minha carreira e me considero pronto para ganhar. A oportunidade de jogar com Auston Matthews, um dos melhores jogadores da liga e meu melhor amigo, é realmente um presente. ” Eichel deixa os Sabres com 355 pontos marcados em 375 partidas (139 gols e 216 assistências). 

    Embora Toronto e Buffalo estejam a poucos quilômetros de distância, a fronteira EUA-Canadá faz com que os atletas tenham que ficar de quarentena. Enquanto os Sabres terão Marner e Sandin o quanto antes, a espera da torcida dos Leafs para ver Jack Eichel em um uniforme de Toronto será maior. Por restrições sanitárias, o center americano (e o defensor Brandon Montour também) deverá ficar sete dias em quarentena, prazo recém reduzido pelo governo canadense (antes era de 14 dias). Além disso, ele ainda se recupera de uma lesão, classificada como day-to-day

    *Este texto é uma brincadeira de “1º de abril” e não tem compromisso com a verdade. As informações apresentadas são falsas ou estão fora de seu contexto original.
  • Boston Pride são as campeãs da Isobel Cup

    Boston Pride são as campeãs da Isobel Cup

    Após o adiamento devido a contaminações por COVID-19 dentro da bolha, a temporada da National Women’s Hockey League (NWHL) coroou seu time campeão neste sábado (27). Em uma reedição da final que seria disputada em 2020 (cancelada por conta da pandemia), o Boston Pride venceu o Minnesota Whitecaps e se tornou a primeira equipe a levantar a Isobel Cup duas vezes. A partida foi emocionante e disputada, com três gols no segundo período e um gol no power play durante o terceiro, que viria ser o gol da vitória. 

    O primeiro gol da final foi de Allie Thunstrom, a superestrela dos Whitecaps. A rapidez da jogadora, que vem de um background da patinação de velocidade, é uma de suas maiores armas durante os jogos. Veja Thunstrom em ação no vídeo abaixo: 

    Mas, na segunda parte do jogo, Boston mostrou a que veio e marcou três gols, empatando, virando e posteriormente ampliando a vantagem na partida. Mary Parker, Jillian Dempsey e Lexie Laing foram as autoras dos feitos do Pride. A jogada que resultou no gol de Parker foi revisada, mas a equipe de arbitragem manteve a decisão tomada no gelo. O destaque fica para a jogadora Christina Putigna que deu a assistência primária no segundo e no terceiro gol. Olhe só:

    Com o terceiro período, uma chave virou para Minnesota, e a equipe entrou no gelo decidida a lutar. Depois de um segundo tempo sem gols, Thunstrom diminuiu a vantagem de Boston com seu segundo gol da partida, colocando as Whitecaps de volta no jogo. Entretanto, o momentum do Pride não pôde ser barrado e Taylor Wenczkowski marcou no power play, fazendo 4-2 no placar.

    Minnesota conseguiu diminuir a diferença com um gol no power play marcado por Meghan Pezon no último minuto de jogo, mas já era tarde demais para uma reviravolta. Assim, o Pride sagrou-se campeão da Isobel Cup pela segunda vez. 

    Aqui vemos Thunstrom colocando as Whitecaps de volta no jogo:

    Em seguida, Wenczkowski abriu a vantagem para dois gols novamente:

    Por fim, Pezon coloca Minnesota de volta na disputa, com pouco mais de 19 segundo no relógio:

    Uma das jogadoras mais veteranas da NWHL, Kaleigh Fratkin, que está na liga desde sua inauguração há seis anos, pôde levantar a Isobel Cup pela primeira vez neste sábado. Depois de levantar a taça, a capitã do Pride e MVP do torneio, Jillian Dempsey, entregou o troféu a Fratkin:

    Como toda final, a partida não ficou isenta de polêmicas. De acordo com o site Ice Garden, a capitã das Whitecaps, Winny Brodt-Brown, reclamou da arbitragem a partir do segundo período, alegando inconsistência com relação às semifinais e afirmando que a partida foi vencida no power play.

    As equipes de Boston não são estranhas a polêmicas envolvendo a arbitragem em suas partidas, mas na noite de sábado o Pride foi a equipe vitoriosa e tem todo o direito de comemorar a sua conquista. 

    Foto: Reprodução/Twitter @fratkin13

  • Sobre Mulheres no Esporte

    Sobre Mulheres no Esporte

    (English version below)

    Quando Manon Rhéaume participou de uma partida de pré-temporada pelo Tampa Bay Lightning, em 1992, nenhuma das integrantes do NHeLas havia nascido. Isso significa que durante todas as nossas vidas, embora tenhamos visto jogadoras históricas e equipes multicampeãs disputarem partidas pelo hockey feminino, nunca pudemos ver mulheres em ação na NHL de fato. Neste meio tempo, passos importantes foram tomados, como o retorno da modalidade às Olimpíadas, o fortalecimento do hockey universitário e a criação de ligas próprias, que culminaram na National Women’s Hockey League (NWHL). No entanto, mesmo assim, os holofotes só se viravam para essas jogadoras a cada quatro anos. 

    Entretanto, este abismo entre a exposição do esporte feminino versus a modalidade masculina não é uma exclusividade do hockey. Afinal, quantas vezes você do Brasil ouviu que o futebol feminino não era legal ou que não fornecia tanto entretenimento quanto o masculino? E o curioso é que isso não se estende apenas ao lado atlético do esporte em si. Cada vez mais temos notícias de mulheres ocupando cargos em organizações esportivas. Como exemplo, podemos citar general managers, técnicas, árbitras e até mesmo a presidente do Comitê Olímpico das Olimpíadas de Tóquio

    Só que quando trazemos a discussão para nosso querido esporte no gelo, ficamos de mãos abanando quanto a exemplos de mulheres em posições de liderança. Afinal, o hockey (e sejamos honestos, a NHL também) tem um péssimo hábito de reciclar os mesmos quarenta homens brancos de meia-idade (ou idade avançada, a depender da organização) para as posições de GM, por exemplo. Embora a Liga pregue a inclusão e a diversidade com o Hockey is for Everyone, a realidade no dia-a-dia  não condiz com essa campanha. 

    Além disso, o machismo não se limita apenas às equipes e organizações envolvidas no esporte. Alguns anos atrás tivemos o caso envolvendo a jornalista Kathryn Tappen. Ela foi vítima de comentários sexistas por parte do então companheiro de emissora, o ex-jogador Jeremy Roenick. Mulheres envolvidas na cobertura jornalística do esporte também são vítimas de comentários misóginos disfarçados de críticas construtivas e, acima de tudo, vivem situações de mansplaining o tempo todo. 

    Parece que todo dia precisamos justificar nosso valor enquanto formadoras de opinião sobre o esporte com uma estatística obscura diferente e, caso não saibamos a resposta de algo, apontam o dedo na nossa cara para falar que só gostamos do esporte porque achamos fulano ou ciclano bonito. Qual é a diferença de começar a gostar do esporte por causa de um filme/desenho da Disney ou de um livro de romance? Isso mesmo, nenhuma. 

    Por isso, neste Dia Internacional da Mulher, ao invés de oferecer flores e chocolates, APOIE MULHERES NO ESPORTE. Sejam elas atletas, executivas, técnicas, árbitras ou jornalistas. E por favor, sem mansplaining. Se quisermos a sua opinião, nós vamos perguntar. 

    About Women in Sports

    When Manon Rhéaume took part in a Tampa Bay Lightning preseason game in 1992, none of the NHeLas integrants had been born yet. This means that, throughout our entire lives, though we have seen historical players and very successful teams play women’s hockey, we were never able to see women in action in the NHL itself. Even though important steps were taken in the meantime, like the return of the sport to the Olympics, the growth of college hockey and the creation of new leagues — which eventually culminated in the National Women’s Hockey League (NWHL) —, the spotlight would turn to these players only every four years. 

    However, the gap between the exposition of women’s sports vs. their men’s counterparts is not something exclusive to hockey. After all, how many times did we, as Brazilians, hear that women’s soccer wasn’t as fun or as entertaining as the men’s game? And it’s rather curious that this is not something that extends itself only to the athletic side of the sport. More and more there have been news of women in positions within sports organizations, such as general managers, coaches, referees and even the Olympic Committee president for the Tokyo Olympics. 

    Still, when we bring the discussion to our beloved ice sport, our hands are empty as far as examples of women in leadership positions go. After all, hockey (and let’s be real, the NHL) has this terrible habit of recycling the same forty white middle-aged (or elderly, depending on the organization) men for the GM spots, for example. Though the league preaches inclusion and diversity with its Hockey is for Everyone slogan, reality on a day-to-day basis does not live up to this campaign. 

    Moreover, sexism is not limited to the teams and the organizations surrounding the sport. A few years ago we had the situation involving journalist Kathryn Tappen, who was the victim of sexist comments made about her by her then co-worker, and former professional hockey player, Jeremy Roenick. Women involved in covering the sport are also victims of misogynistic comments disguised as constructive criticism and, above all, experience mansplaining all the time. 

    It seems like every single day we have to justify our value as opinion leaders in the sport with some new and obscure stat and, in case we don’t have the answer to something, a finger gets pointed to our face to say that we only like the sport because we think player X or Y is hot. What’s the difference about starting to follow the sport because of a Disney movie/cartoon or a romance book? That’s right, none.

    That’s why, on this International Women’s Day, instead of offering flowers and chocolates, SUPPORT WOMEN IN SPORTS. Whether they are athletes, executives, coaches, referees or journalists. And please, no mansplaining. If we want your opinion, we’ll ask.

  • 1.000 partidas para Sidney Crosby na NHL

    1.000 partidas para Sidney Crosby na NHL

    Na noite de sábado (20), o capitão do Pittsburgh Penguins, Sidney Crosby, fez sua milésima partida na NHL. O canadense chega a essa marca quase dezesseis anos após ter sido draftado pela equipe da Pensilvânia, em 2005.

    Antes do puck cair no gelo, Crosby recebeu uma homenagem da organização e de seus companheiros de time, na forma de um quadro e um stick comemorativos.

    Desde sua estreia pela equipe, em 2005, Crosby se afirmou como um dos grandes jogadores da história do hockey. Não bastasse seus números, afinal ele soma 468 gols e 810 assistências, resultando em 1.278 pontos, todos com a camisa de Pittsburgh. Além disso, o center tem uma prateleira cheia de troféus, tanto individuais quanto pelas equipes que representou.

    Dentre as honrarias conquistadas por “Sid the Kid”, estão o Hart Memorial Trophy de MVP da NHL em 2006-07 e 2013-14; o Ted Lindsay Award em 2006-07, 2012-13 e 2013-14; o Maurice Richard Trophy em 2009-10 e 2016-17; o Art Ross Trophy em 2006-07 e 2013-14; e o Mark Messier NHL Leadership Award em 2009-10. Da lista de principais troféus aos quais já concorreu, Crosby nunca conquistou apenas o Calder Memorial Trophy, que perdeu para Alex Ovechkin depois da temporada de estreia de ambos na Liga. 

    Coletivamente, o canadense também obteve sucesso nas competições disputadas. Ele conquistou três Stanley Cups com seus Penguins, em 2008-09, 2015-16 e 2016-17. Nas duas últimas vitórias, também recebeu o Conn Smythe, tendo sido coroado como o MVP da equipe nos playoffs.

    Ademais, pelo Canadá ele foi campeão de absolutamente todas as competições que já disputou, tendo sido inclusive o primeiro a entrar para o Triple Gold Club enquanto capitão de todas as equipes com as quais foi vitorioso. Isso significa que ele venceu a Stanley Cup, as Olimpíadas e o Mundial de Hockey da IIHF com o “C” em sua jersey

    Não é exagero afirmar categoricamente que Crosby já entalhou seu lugar no Monte Olimpo do hockey como um dos melhores que já jogaram a modalidade. Mas seu caminho para o sucesso não foi livre de percalços e espinhos.

    Entre 2010 e 2012 ele sofreu com lesões resultantes de hits na sua cabeça, e especulou-se que talvez a carreira do wunderkind da Nova Escócia acabaria de forma precoce. Anos depois, ele também teve que perder partidas por conta de concussões. Entretanto, como uma fênix, ele se recuperou e voltou a jogar em alto nível.

    Além de sua atuação no gelo, o trabalho filantrópico de Crosby foi muito importante para o crescimento e desenvolvimento do esporte. O projeto Little Penguins Learn to Play, idealizado pelo jogador e fundado em 2008, já ajudou mais de 13.000 crianças a se interessarem pelo hockey.

    Ele também contribuiu para que mais garotas passassem a jogar o esporte, através do Little Penguins. Crosby também fez doações de equipamento para jovens refugiados começarem a praticar hockey em sua província natal da Nova Escócia. 

    Embora ele já esteja a caminho dos capítulos finais de sua carreira, Crosby ainda consegue nos surpreender, como nessa demonstração de coordenação motora do canadense contra Carter Hart do Philadelphia Flyers. Com aproximadamente 1,28 pontos por jogo, ele é ranqueado em terceiro dentre os jogadores com 1.000 partidas ou mais, atrás de apenas Wayne Gretzky e Marcel Dionne.

    Ainda que esteja próximo de fazer 34 anos e seus cabelos já estejam ficando grisalhos, “Sid the Kid” ainda tem lenha para queimar na NHL. E que sorte a nossa de poder assisti-lo fazer isso. 

    Foto: Reprodução/CBC.ca

  • Jim Rutherford, GM do Pittsburgh Penguins, deixa o cargo

    Jim Rutherford, GM do Pittsburgh Penguins, deixa o cargo

    O GM do Pittsburgh Penguins, Jim Rutherford, deixou a organização nesta quarta-feira (27), apontando “motivos pessoais” como a razão para fazê-lo. O GM assistente, Patrik Allvin, assumiu a posição de GM interino enquanto a equipe procura por um novo nome para liderar a franquia. Ainda não se especulam nomes para substituí-lo a longo prazo.

    Rutherford chegou a Pittsburgh na temporada 2014-15, e viu os Penguins chegarem na pós-temporada em todos os anos que os comandou. Com ele, o time conquistou a Stanley Cup por duas vezes consecutivas, em 2016 e 2017. Além disso, por sua contribuição ao hockey, Rutherford entrou para o Hockey Hall of Fame em 2019, na categoria de builders

    Mas o período sob o comando de Rutherford não foi um mar de rosas para os Penguins. O agora ex-GM, fez movimentações que deixaram a torcida confusa, triste ou até mesmo enfurecida. As várias mudanças muitas vezes trouxeram peças de caráter duvidoso (Jack Johnson, Erik Gudbranson e Cody Ceci dizem “olá”) para tentar mais uma campanha do core liderado por Sidney Crosby.

    Ao mesmo tempo, o executivo trouxe Patric Hornqvist do Nashville Predators, e o sueco foi fundamental na conquista do back to back. Outra troca importante e fundamental para as duas Stanley Cups foi a chegada de Phil Kessel. Como parte da transação, o então prospect Kasperi Kapanen foi para Toronto. Tal como aprendemos em Rei Leão, a vida é um ciclo sem fim, e o jovem finlandês retornou como uma das últimas aquisições de Rutherford enquanto GM dos Pens. 

    Embora algumas trocas esquisitas às vezes fizessem o torcedor questionar a sanidade do executivo, Rutherford foi muito necessário para o sucesso de Pittsburgh na segunda metade dessa década. Ele substituiu Mike Johnston por Mike Sullivan e isso foi a faísca que a equipe precisava no momento certo. O então GM também complementou seu elenco de estrelas com nomes como Trevor Daley, Nick Bonino, Carl Hagelin e Ron Hainsey, possibilitando duas campanhas vitoriosas. 

    A torcida do Pittsburgh Penguins tem muito a agradecer a Jim Rutherford. E ele pode encerrar essa página de sua carreira com a certeza de que escreveu seu nome dos anais da história da franquia, não apenas no formidável troféu de prata que ajudou a sua equipe a conquistar por duas vezes consecutivas. 

    (Foto: NHL.com/Reprodução)

  • Mark Stone é o primeiro capitão da história de Vegas

    Mark Stone é o primeiro capitão da história de Vegas

    O winger canadense Mark Stone foi anunciado hoje (13) como o primeiro capitão da história do Vegas Golden Knights. A equipe, que se juntou à NHL em 2017, passou suas primeiras temporadas sem um C, enquanto formava seu grupo de liderança. Embora a primeira figura emblemática de Vegas tenha sido o goleiro Marc-André Fleury, a perda de espaço dele somada à chegada de estrelas, bem como a ascensão de outros membros do elenco, fizeram com que Stone se tornasse o principal candidato para a vaga. 

    O vídeo de Vegas para anunciar seu primeiro capitão

    Stone chegou a Vegas durante o ápice do caos de sua equipe anterior, o Ottawa Senators. Em uma troca que envolveu um prospect muito cobiçado à época, Erik Brannstrom, o canadense se tornou um Golden Knight. Aclamado por ser um dos melhores jogadores two-way, embora seja um winger e essa característica costuma se restringir a centers, Stone elevou mais ainda o ataque do time. Seu comprometimento com a franquia foi reafirmado pelo contrato de oito anos, com um salário anual de 9,5 milhões de dólares. 

    Com quase um ponto por jogo em sua primeira temporada completa vestindo a camisa de glitter, o canadense é uma excelente escolha para o C. Aos 28 anos, ele ainda tem muitos anos pela frente e poderá liderar a nova geração de jogadores da equipe. Embora alguém como Jonathan Marchessault ou até mesmo o recém-contratato Alex Pietrangelo sejam figuras importantes no vestiário, Stone foi um dos primeiros nomes a se comprometer a longo prazo com a franquia. 

    Resta-nos saber se o capítulo de Mark Stone como capitão do Vegas Golden Knights irá acabar em champagne ou lágrimas. Afinal, mais do que ser o primeiro detentor do C na história da franquia, ele pode fazer história como aquele que trouxe a glória da Stanley Cup às ruas da Sin City.

    Foto: Reprodução/NHL.com

  • O que esperar da Divisão Norte na temporada 2020-21

    O que esperar da Divisão Norte na temporada 2020-21

    As rivalidades canadenses têm tudo para ficarem mais acirradas nesse novo modelo, com a introdução da Divisão Norte. Por conta das restrições de viagem e do fechamento da fronteira entre Canadá e EUA, as equipes do Great White North irão disputar as partidas da temporada regular apenas entre si. Isso significa que teremos muitos confrontos de rivais históricos, o que pode resultar em, no bom e velho linguajar coloquial, tretas. 

    Afinal, serão dez Batalhas de Alberta entre Edmonton Oilers e Calgary Flames, e o mesmo número de partidas entre Toronto Maple Leafs e Montreal Canadiens. Além disso, poderemos ver a animosidade crescer com as demais equipes canadenses, afinal Vancouver e Winnipeg também jogarão muitas partidas contra Edmonton e Calgary. Assim como Ottawa tentará atrapalhar o caminho de Toronto e Montreal em sua disputa pelas vagas na pós-temporada. 

    Vem com a gente dar uma olhada no que nos aguarda para essa Divisão Norte!

    Calgary Flames

    Os Flames têm diversas caras novas, muitas delas vindas do Vancouver Canucks. Embora sejam peças experientes e calejadas por anos de carreira na NHL, nomes como Chris Tanev e Jacob Markstrom são contratos que podem trazer arrependimento no futuro. Isso porque ambos já estão na segunda metade das carreiras, e irão enfrentar uma temporada compacta com muitos jogos em um curto espaço de tempo. Pelo lado positivo, a equipe de Calgary pode ver mais um ano no desenvolvimento do center Dillon Dube, que foi um destaque na temporada passada. 

    Ainda falando do ataque, Elias Lindholm se adaptou aos Flames e hoje é uma peça importante na ofensiva do time de Alberta. Na defesa, além do capitão e ganhador do Norris Trophy Mark Giordano, a equipe conta com Rasmus Andersson. Ele está em ascensão como parte da espinha dorsal da blue line. Entretanto, o time também possui Noah Hanifin, draftado em quinto em 2015, que ainda não atingiu todo o potencial que se esperava dele. Mas se o jovem americano conseguir seguir pelo caminho certo este ano poderá ser um diferencial no desempenho de Calgary.

    As projeções matemáticas colocam os Flames no meio da tabela da divisão, com uma pontuação entre 61 e 65 pontos e um posicionamento entre o terceiro e o quarto lugar (fontes: HockeyViz, Evolving Wild e TheAthletic.com), com cerca de 70% de chances de classificação para os playoffs. Pode ser que a equipe supreenda e, com ajuda do ataque liderado por Matthew Tkachuk (meu time do fantasy agradeceria) e Johnny Gaudreau, o time conseguiria fazer uma longa campanha pela Stanley Cup, mas infelizmente os números não estão do lado de Calgary dessa vez.

    A maior contribuição que podemos pedir para os Flames nesta temporada é nos fornecer entretenimento! Afinal, a “peste do Oeste”, Matthew Tkachuk, vai atazanar não apenas Zack Kassian e os Oilers, como também o próprio irmão, Brady, e os seus Ottawa Senators. Por isso te pergunto: você acha que a Matthew Tkachuk Friendship Tour irá ganhar mais algumas paradas em 2021? Os Flames têm chances para a pós-temporada? Conte para a gente nos comentários!

    Edmonton Oilers

    O lugar aonde as estrelas do século XXI vão morrer? Talvez. Mesmo sem o GM-desastre Peter Chiarelli, a situação em Edmonton não é das melhores. Afinal, a equipe foi eliminada pelos frangalhos de uma dinastia em colapso, o Chicago Blackhawks, no round de play in da bolha este ano. Os Oilers têm o melhor jogador de hockey da atualidade em seu capitão Connor McDavid e o melhor jogador da última temporada, o wunderkind Leon Draisaitl. Ainda assim, conseguiram participar dos playoffs apenas uma única vez desde 2015, quando McDavid foi draftado. 

    Mas nem tudo são espinhos para Edmonton. Com suas duas maiores estrelas com mais um ano de experiência profissional, pode ser que eles finalmente passarão a ter coadjuvantes que contribuirão para vitórias. Em termos de profundidade no roster, os Oilers têm um elenco que deverá aguentar o ritmo da temporada.

    O retorno de Jesse Puljujarvi é uma notícia muito positiva, pois o finlandês tem potencial se conseguir se adaptar à NHL desta vez. Ademais, a adição de Tyson Barrie definitivamente irá ajudar no power play da equipe. Entretanto, os Oilers definitivamente irão sentir falta de Oscar Klefbom, que estará fora da temporada por causa de uma lesão no ombro. Outro problema é a falta de um goleiro confiável, já que seu tandem de goleiros deixa a desejar com Mike Smith e Mikko Koskinen. 

    As projeções matemáticas colocam Edmonton em lugares que vão da quarta à sétima posição na tabela da divisão, com uma pontuação entre 60 e 64 pontos (fontes: HockeyViz, Evolving Wild e TheAthletic.com), com cerca de 64% de chances de classificação para os playoffs. Seria uma pena não poder ver Connor McDavid nos playoffs, tendo em vista o seu talento. No entanto, a classificação dos Oilers não reside apenas nas costas do canadense e de seu companheiro alemão, e sim das peças complementares. Conte-nos sua opinião, a equipe irá conquistar um lugar na pós-temporada? Será que esse elenco dos Oilers tem gás para surpreender? Comente aqui suas expectativas!

    Montreal Canadiens

    A vitória sobre o Pittsburgh Penguins no play in pode ter tirado as esperanças da torcida de terem uma estrela franco-canadense em seu roster, mas trouxeram de volta a animação em relação aos Habs. Depois de exercerem pressão sobre o Philadelphia Flyers no primeiro round dos playoffs, Montreal mostrou que não está tão longe de ser uma equipe competitiva. O time do Quebec tem variedade em seu elenco, embora não possua uma grande estrela entre seus patinadores. 

    Com Carey Price ainda jogando em alto nível, Montreal se viu forçando seu goleiro a disputar partidas seguidas por falta de um reserva convincente. Agora, com o recém-chegado Jake Allen, os Canadiens têm mais fôlego para enfrentar um calendário frenético. Os jovens Nick Suzuki e Jesperi Kotkaniemi devem continuar em seu desenvolvimento. E, embora Max Domi tenha sido uma perda razoável, se Josh Anderson conseguir se manter saudável ele poderá ajudar no ataque dos Habs. Além disso, Brendan Gallagher continua como o principal nome do ataque, e os veteranos Shea Weber e Jeff Petry trazem constância para a defesa dos Canadiens. 

    As projeções matemáticas colocam Montreal muito bem classificado na tabela da divisão, pontuando entre 63 e 70 pontos (fontes: HockeyViz, Evolving Wild e TheAthletic.com), disputando a primeira colocação do Norte. A durabilidade de Carey Price e Jake Allen, ambos já na casa dos 30 anos, é a grande questão acerca deste elenco. Será que eles conseguirão sair vitoriosos da grande batalha do Canadá? Vamos ter poutine na Stanley Cup esse ano? Deixe sua opinião nos comentários!

    Ottawa Senators

    Um dos grandes sacos de pancadas da Liga atualmente, o Ottawa Senators vem cultivando seus prospects nos últimos anos. Embora tudo parecesse caótico durante um período de escuridão, os raios de luz vão entrando pela janela pouco a pouco. A começar por Brady Tkachuk, um dos destaques da última temporada da equipe e principal estrela dos Sens hoje, cujo estilo de jogo só tem a ganhar com várias partidas contra os mesmos adversários, que instigam rivalidades. TkachukBowl, anyone?

    Além das novidades veteranas entre os patinadores, que incluem Derek Stepan, Evgenii Dadonov, Alex Galchenyuk e Erik Gudbranson, a equipe contará com o recém-draftado Tim Stützle. O alemão, que estava no World Juniors com sua seleção, fará sua estreia profissional na NHL nesta temporada mesmo, e tem tudo para ser muito importante no rebuild de Ottawa. Outro novato no plantel dos Sens é o goleiro Matt Murray, vindo de Pittsburgh, que espera reencontrar sua melhor forma e seu melhor hockey na capital canadense. 

    As projeções matemáticas colocam Ottawa na lanterna da tabela da divisão, pontuando entre 49 e 55 pontos  (fontes: HockeyViz, Evolving Wild e TheAthletic.com), sem qualquer chance prática de chegar à pós-temporada. Será que os Sens serão os azarões da temporada e complicarão a vida dos outros times canadenses? Como o jovem Tim Stüztle irá se adaptar à Liga? O dono dos Senators vai deixar de ser muquirana com contratos? Conte pra gente nos comentários!

    Toronto Maple Leafs

    Os Leafs vão começar a temporada com uma das adições mais inusitadas da Liga, o veterano Joe Thornton. Além dele, outras novidades para o bottom six da equipe incluem Jimmy Vesey e o veterano Wayne Simmonds, que ainda pode contribuir em um papel reduzido. Na defesa, o recém-chegado TJ Brodie tentará ajudar o que é o ponto fraco da equipe. No mais, pode ser que o jovem Rasmus Sandin ganhe oportunidades de brilhar no decorrer da temporada. Toronto tem, possivelmente, o maior número de estrelas por metro quadrado de roster

    Afinal, Auston Matthews, Mitch Marner, William Nylander e John Tavares representam quase 50% do cap hit dos Leafs, com pouco mais de 40 milhões de dólares em salários. Depois de uma eliminação no play in para o Columbus Blue Jackets, os superstars precisam mostrar que conseguem fazer uma campanha pela Stanley Cup. Entretanto, a maior incógnita de Toronto no ano passado foi o gol. Frederik Andersen está em seu último ano de contrato, e teve uma temporada esquecível em 2019-20, mas o dinamarquês deverá se recuperar. Com Jack Campbell como reserva, o técnico Sheldon Keefe terá uma opção para descansar Andersen. 

    Com o melhor grupo de atacantes da divisão (e talvez da Liga), Toronto fica em primeiro em duas das três previsões consultadas, com algo entre 66 e 72 pontos (fontes: HockeyViz, Evolving Wild e TheAthletic.com). A equipe só ficaria de fora dos playoffs em um caso altamente improvável, já que tem cerca de 94% de chances de chegar até a pós-temporada. Será esse o ano dos Leafs? O primeiro grande evento pós-vacinação na cidade de Toronto poderá ser a parade? Se esse for o caso, chamem a gente do NHeLas (com vacina inclusa)! Até quando Auston Matthews vai usar o look bigodinho pornochanchada? Deixe sua opinião para a gente sobre o potencial dos Leafs e se seus superstars irão chamar a responsabilidade para si nesses playoffs!

    Vancouver Canucks

    A campanha da equipe durante a bolha surpreendeu muita gente e deu um sopro de esperança para a torcida. Com a emergência de jovens talentosos como Elias Pettersson (que deveria ter seu próprio reality show) e Quinn Hughes (que parece que não dorme uma noite inteira desde que saiu das fraldas), parecia que os Canucks estavam à beira de uma ascensão. Mas a offseason fez com que eles perdessem alicerces da franquia, como o goleiro Markstrom e o defensor Tanev. Parece que junto com isso também foi embora um pouco da noção, já que Adam Gaudette e Tyler Motte decidiram que trocar socos era uma boa forma de entrar no ritmo para a temporada.

    A chegada de Nate Schmidt foi fundamental para que a defesa da equipe se reestabelecesse na blue line. Além disso, o goleiro Braden Holtby terá a oportunidade de reencontrar seu melhor hockey e servir de mentor para Thatcher Demko, com quem deve dividir o gol. No ataque, Brock Boeser e JT Miller são jogadores de qualidade que podem dividir o poder de fogo da equipe nas duas primeiras linhas. E claro, o poder de decisão dos seus jovens superstars em Pettersson e Hughes por si só é uma vantagem para Vancouver. 

    As projeções matemáticas colocam os Canucks entre o quarto e o sexto lugar da tabela da divisão, pontuando entre 58 e 62 pontos  (fontes: HockeyViz, Evolving Wild e TheAthletic.com), com chances menores de chegar à pós-temporada, cerca de 45% no cenário mais positivo. E você, acha que Vancouver pode surpreender? Ano passado a equipe foi a salvação do meu bracket, e o fator de múltiplos confrontos poderá ser uma vantagem ou desvantagem, nos resta apenas aguardar para saber. P.s.: a autora gostaria de peticionar por um reality show do Pettersson em nome do NHeLas, se você trabalha para os Canucks e está lendo esse texto, manda uma DM para a gente!

    Winnipeg Jets

    Não é segredo que os free agents da NHL são Winnipeg-fóbicos. O frio, os impostos, as planícies, a falta de Wi-Fi, tudo isso é um empecilho para a equipe conseguir que atletas que podem assinar com quem quiserem optarem pelos Jets. Ainda assim, os Jets têm o melhor goleiro do mundo na atualidade, Connor Hellebuyck, e muitos jogadores importantes. Embora todo dia surja um novo rumor de troca que envolva Patrik Laine, o winger finlandês tem um dos tiros mais perigosos da Liga e, até onde sabemos, vai ficar em Winnipeg (por enquanto). 

    O elenco da equipe inclui o capitão Blake Wheeler, o center Mark Scheifele, o winger Kyle Connor e o (quase sempre esquecido no churrasco) Nikolaj Ehlers, uma das maiores forças ofensivas dos Jets. O maior problema dos Jets reside na defesa, que sofreu com a aposentadoria de Dustin Byfuglien e com a debandada de Jacob Trouba. Ainda assim, Dylan DeMelo foi uma aquisição importante para compor a blue line, que também conta com Josh Morrissey e Neal Pionk. O jovem Ville Heinola também pode fazer uma aparição durante a temporada e, se provar que dá conta do recado, se tornar parte fixa da defesa. 

    Os cálculos divergem quanto às chances de Winnipeg conseguir chegar aos playoffs. As previsões vão do terceiro lugar ao quinto, com uma pontuação entre 61 e 62 pontos (fontes: HockeyViz, Evolving Wild e TheAthletic.com).  E você, acredita nos Jets? Acha que Winnipeg é realmente esse buraco escuro e frio? Para onde Laine vai ser trocado dessa vez? Conte para a gente nos comentários!

  • Sobre superação (e outras reflexões)

    Sobre superação (e outras reflexões)

    Uma criança brasileira que cresce correndo por um campo enlameado ou pela sólida terra árida atrás de uma bola provavelmente, à época, tem como seu maior sonho ganhar uma Copa do Mundo usando a camisa canarinho da nossa seleção. Já uma criança canadense que passa meses a fio patinando com um disco no seu stick, no lago congelado atrás de casa, em sua cidade provinciana de Manitoba ou Saskatchewan, deita a sua cabeça no travesseiro (talvez enfeitado com o escudo de sua equipe do coração) e sonha com a glória de levantar a Stanley Cup. 

    Entretanto, tal como o futebol é universal e pode dar oportunidades de jovens garotos mudarem não só as suas próprias vidas, como a de suas famílias, com apenas uma bola no pé, conseguir se tornar um atleta de alta performance no hockey demanda tempo e (muito) dinheiro.

    Por isso é preciso delicadeza para se falar de jovens, pois o draft nada mais é do que a coroação de mais de uma década de preparação desses adolescentes. Afinal, ao vermos Connor McDavid, Nathan MacKinnon e Alexis Lafrenière espinhentos com seus bonés e jerseys novinhas esquecemos que não podiam sequer comprar o próprio drinque nos Estados Unidos (e em algumas províncias canadenses) à época do seu respectivo draft.

    Admito que às vezes eu mesma desejei criticar, e até mesmo critiquei, Fulano ou Ciclano porque não corresponderam às minhas expectativas no gelo. Mas hoje o termo bust (expressão designada ao atleta que não corresponde às expectativas jogadas sobre seus ombros quando foi draftado) me traz verdadeira ojeriza. Será que nós, do alto de nossos sofás, realmente temos o direito de criticar um adolescente que não correspondeu às expectativas que nós, torcedores, atribuímos a ele? 

    Por isso, depois de um ano difícil e visando iniciar 2021 e uma nova década com positividade, decidi trazer apenas histórias positivas e de superação. Jovens atletas que superaram expectativas ou doenças ou dificuldades extremas, para se consagrarem enquanto jogadores da NHL (ou quase) na década de 2010. Ao invés de me limitar àqueles que foram draftados entre 2011 e 2020, eu expandi o propósito para também abarcar as histórias que se passaram no decorrer dessa década. 

    Tamanho não é documento

    Primeiramente, temos casos clássicos de superação, onde o atleta não tinha um determinado pedigree e por isso foi draftado nos rounds mais avançados da seleção. O principal motivo costuma ser o tamanho, afinal, o hockey é, historicamente, um esporte jogado por grandalhões. Atletas de baixa estatura tendiam a ser deixados de lado por mais força e truculência. Essa maré parece ter virado recentemente, mas na década tivemos jogadores que não foram tidos como prospects tão importantes à época de sua elegibilidade.

    Perto de muitos outros jogadores Johnny Gaudreau, do Calgary Flames, é um cisco com seus (supostos) 1,75 e cerca de 74 kg. Quando foi draftado no quarto round, o americano era ainda menor, com cerca de 1,68 de altura. Hoje, entretanto, Gaudreau é uma peça importante na equipe que defende e uma estrela na NHL. O winger é parte importante do elenco dos Flames e seu estilo de jogo inspira muitos jovens atletas que usam da tenacidade e rapidez para compensar a estatura.

    Brayden Point, central do Tampa Bay Lightning, tinha destaque no major juniors, mas seu tamanho (1,78) era um empecilho para que fosse tido como uma potencial estrela na Liga. O canadense iniciou sua carreira timidamente, mas hoje é um dos principais nomes dos Bolts. Ele também foi um dos mais cotados para receber o Conn Smythe quando a sua equipe venceu a Stanley Cup. Point tem uma carreira brilhante pela frente, e quem sabe um dia poderá seguir os passos do também pequeno Martin St. Louis e fazer parte do Hockey Hall of Fame.

    Enfrentando seus demônios

    Talvez o caso mais notório na história recente dentre os atletas da NHL foi a redemption tour do goleiro Robin Lehner. O sueco enfrentou problemas na vida pessoal que repercutiram no seu desempenho no gelo. O alcoolismo e o abuso de pílulas para dormir fizeram com que o jogador chegasse ao ponto de ter pensamentos suicidas. Ao começar o tratamento fornecido pela NHLPA (NHL Players Association, o sindicato dos jogadores), ele foi diagnosticado com transtorno bipolar e pôde receber o tratamento adequado. Com isso, Lehner viu sua carreira ser revitalizada com uma campanha de sucesso no New York Islanders e atualmente é o titular do gol do Vegas Golden Knights. 

    Quando Scott Darling passou a se destacar na campanha de 2015 que levou o Chicago Blackhawks a sua terceira Stanley Cup na década, a história do goleiro parecia digna de contos de fada. O garoto de Illinois, que havia crescido idolatrando Ed Belfour, havia chegado ao topo. Entretanto, a trajetória até ali havia sido cheia de espinhos e muito dolorosa. Darling foi expulso do programa de hockey da Universidade do Maine por seus problemas com alcoolismo. Ele enfrentou uma longa jornada contra o vício até conseguir chegar à American Hockey League (AHL) e, posteriormente, aos Blackhawks na NHL. 

    Em outubro deste ano o jogador Colin Wilson, do Colorado Avalanche, anunciou, através de um relato na Players’ Tribune, que penduraria os patins. Na publicação, o atleta contou sua longa e tortuosa batalha contra o Transtorno Obsessivo Compulsivo, e o quanto tal doença impactou sua vida dentro e fora do gelo. Com a conversa sobre saúde mental ainda sendo um tabu entre os jogadores de hockey, devido ao estereótipo de “durões”, declarações como as de Wilson são muito importantes para que jovens (ou não tão jovens) atletas se sintam mais confortáveis em buscar ajuda quando as coisas não estão bem. Com o fim de sua carreira, Wilson quer retornar aos estudos para ajudar outros atletas no quesito da sua saúde mental. 

    F**k cancer

    De Mario Lemieux a Phil Kessel, a batalha contra essa terrível doença não é novidade para o mundo do hockey. Entretanto, diagnósticos como o de Oskar Lindblom, do Philadelphia Flyers, são dolorosos para qualquer torcedor, independentemente da equipe do coração.

    Em dezembro de 2019, com sua carreira em ascensão e uma posição de cada vez mais destaque no ataque de Philly, o winger foi diagnosticado com Sarcoma de Ewing, uma forma de câncer no osso. Lindblom foi merecidamente ovacionado pela torcida em sua primeira aparição no Wells Fargo Center depois do diagnóstico. Depois de encerrar o tratamento em julho deste ano, o sueco foi declarado livre da doença neste mês de dezembro. Nós do NHeLas mal podemos esperar para ver Oskar de volta ao gelo em laranja e preto! (E a autora que vos fala promete não se importar se ele marcar seu primeiro gol do retorno contra Pittsburgh, embora ela seja torcedora dos Penguins.)

    A juventude destes atletas ao serem confrontados com o câncer é um dos fatores mais chocantes, além do fato óbvio de estarem sempre no auge de sua forma física, por conta da natureza de sua profissão. Com uma carta aberta ao Players’ Tribune, o defensor Shea Theodore revelou que um mero teste antidoping durante o Mundial de 2019 mudou sua vida. Isso porque o exame detectou uma anormalidade, que posteriormente foi diagnosticada como câncer testicular. A questão da idade e o fato de ter sido descoberto tão cedo, possibilitaram que o canadense se recuperasse rapidamente. Dessa forma, ele teve a chance de continuar jogando o esporte que tanto ama. 

    Embora todas as histórias mencionadas aqui tenham me tocado de alguma forma, a de Olli Maatta foi uma das que mais me afetaram enquanto fã. Recém-chegada ao esporte e à NHL, o diagnóstico do finlandês me chocou, e a rapidez com a qual ele se recuperou da cirurgia me deixou mais surpresa ainda. Entre a constatação do cisto e a cirurgia, o defensor jogou três vezes e passou pouco mais de duas semanas se recuperando após a operação. Com apenas 20 anos, Maatta teve sorte da doença ter sido descoberta tão cedo. O finlandês pôde de levantar a Stanley Cup duas vezes seguidas antes de ter sido trocado (para a tristeza da autora que vos fala). 

    O lado torcedora aka os perrengues do meu time

    Além de Maatta, outros membros do Pittsburgh Penguins também enfrentaram problemas sérios de saúde nessa década. O melhor jogador da atualidade (ou segundo melhor, desde que McDavid entrou no chat), Sidney Crosby, já passou por maus bocados. Em meados de 2011, duas concussões próximas uma da outra tiraram o canadense da temporada. Passados nove meses, os sintomas ainda persistiam e já se especulava a possibilidade de uma aposentadoria. Em novembro daquele ano ele retornou ao gelo, mas logo se lesionou de novo. No final, descobriu-se que o atleta havia lesionado o pescoço, e o tratamento passou a ser administrado da forma correta. Desde então, Sid the Kid conquistou duas Stanley Cups, um mundial, uma Copa do Mundo de hockey e uma medalha olímpica. Ele ainda foi primeiro a ser capitão de todas as equipes. 

    2014 foi um ano complicado para os Pens. Embora, em um nível pessoal e nacional, Sidney Crosby e Chris Kunitz tivessem conquistado o ouro em Sochi pelo Canadá, a equipe enfrentou questões turbulentas. Em janeiro daquele ano, aos 26 anos de idade, o defensor Kris Letang foi encontrado no chão por sua esposa. No dia do ocorrido o atleta foi socorrido por sua sogra, que é enfermeira, mas voou para Los Angeles com a sua equipe como planejado, pois já se sentia melhor. Após alguns dias o diagnóstico foi feito: ele havia sofrido um derrame. A recuperação durou meses, mas o canadense conseguiu se recuperar. Posteriormente, venceu duas Stanley Cup com os Penguins, em 2016 e 2017. 

    Nasce o líder de um movimento

    O canadense Akim Aliu balançou o mundo do hockey com seu relato aptamente titulado “Hockey is not for everyone” (hockey não é para todos). Nele, o atleta descreveu as inúmeras vezes em que foi vítima de racismo e preconceito dentro do esporte. Voltando àquilo que falei no início do texto, o hockey definitivamente não é para todos, e sim para um seleto grupo de privilegiados. Mas a história de Aliu, em conjunto com os movimentos sociais que tomaram conta do mundo neste ano, foi um passo importante. Foi fundada a Hockey Diversity Alliance, com o objetivo de promover a inclusão e erradicar o racismo da Liga, jogos foram adiados em solidariedade aos protestos Black Lives Matter e alguns jogadores inclusive se ajoelharam durante o hino. É um começo, mas sabemos que a NHL ainda tem um longo caminho a percorrer. 

    Com esses relatos, eu convido você, leitora/leitor, para nos contar qual foi a sua história de superação favorita nessa década, tratando-se do hockey ou não. 

    (Foto: NBCSports.com/Reprodução)