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  • Avalanche vence terceira seguida contra os Blues

    Avalanche vence terceira seguida contra os Blues

    Os playoffs mal começaram e já estão a todo vapor, com partidas cada vez mais emocionantes para os fãs de hockey e muitos times encaminhando para o próximo round. Esse tem sido um momento de muita alegria para quem gosta do esporte, principalmente agora que o público nos Estados Unidos pode assistir aos jogos ao vivo nas arenas. 

    Assim, o duelo entre o Colorado Avalanche e o St. Louis Blues não tem sido diferente, pelo menos para um lado da torcida. O time de Denver vem dando um show no gelo e, após vencer a partida da última sexta-feira (21), encontra-se a um passo de se classificar para a próxima fase. 

    No entanto, nem tudo foi alegria. Isso porque, ainda na última partida, o center Nazem Kadri foi suspenso após um movimento ilegal sobre um defensor dos Blues. Agora, os Blues precisam correr atrás do prejuízo ou podem ser eliminados em casa, enquanto o Avalanche tentará não deixar que a ausência de Kadri influencie em seu jogo. 

    Suspensão de Nazem Kadri

    Tudo aconteceu ainda no segundo jogo da série, durante o terceiro período. O Avalanche já estava vencendo por 3 a 1, quando, aos 6:30, Kadri fez um hit ilegal na cabeça do defensor Justin Faulk que, apesar de ter saído patinando, não retornou para o restante do jogo e nem no jogo seguinte. Seu retorno ainda é incerto para o resto da série. Para assistir ao vídeo do hit clique aqui.

    Com isso, Kadri não participou do terceiro jogo da série, enquanto aguardava a punição oficial do Departamento de Segurança ao Jogador da NHL (DoPS). Posteriormente, a liga anunciou que o jogador está suspenso por 8 jogos, sendo aquele Jogo 3 o primeiro. Assim, caso o Avalanche avance para o próximo round, o mesmo ficará de fora dos primeiros jogos e, caso isso não aconteça, ele cumprirá a suspensão na temporada seguinte.

    Segundo a NHL, o número de jogos foi determinado porque o jogador já havia cometido essas infrações anteriormente. Dessa forma, a decisão da liga causou uma comoção no mundo do hockey, incluindo Jared Bednar, o técnico do Colorado Avalanche. Afinal, assim como os fãs, Bednar achou exagerada a iniciativa da Liga por conta de outros jogadores em situações parecidas não serem penalizados com a mesma severidade, com alguns nem mesmo sendo penalizados. 

    No entanto, a NHL acredita e defende que a punição foi justa e, apesar de não estar comentando o assunto, compartilhou em suas redes uma espécie de justificativa para a sua decisão. O tweet se referiu a uma “aparente confusão” quanto à definição e implicações de infratores reincidentes para o DoPS.

    Temporada Regular

    De um lado desta série temos o Avalanche, que foi um dos melhores times durante a temporada regular. Dos 56 jogos em que participou, perdeu apenas 13 deles no tempo regulamentar, e outras 4 derrotas foram decididas num overtime. Com essa campanha (39-13-4), a equipe ficou com a primeira colocação em toda a liga, e conquistou o Presidents’ Trophy, o título da temporada regular.

    O time tem um grande elenco. Cale Makar, na defesa, está atualmente em sua segunda temporada na NHL e tem sido um grande destaque. Além dele, nomes como Mikko Rantanen, Nathan MacKinnon e Gabriel Landeskog também se encontram entre os melhores da liga. No gol, o time conta com o alemão Philipp Grubauer, que nesta temporada teve um percentual de defesas de .922 e 30 vitórias.

    Do outro lado, temos o time de St. Louis, que dos 56 jogos em que participou conquistou 27 vitórias, 20 derrotas e outras 9 decididas no tempo extra. O time foi o último de sua divisão a se classificar, ficando com a quarta posição na tabela. 

    Em seu elenco, o time conta com Jordan Binnington que foi um dos grandes responsáveis pela Stanley Cup conquistada pela equipe em 2019. O goleiro tem 18 vitórias e um percentual de .910 nesta temporada. O time também conta com nomes como Torey Krug e Colton Parayko na defesa. Além de nomes como Tyler Bozak e o capitão Ryan O’Reilly, que estava bastante confiante sobre a série.

    Primeiro round   

    Diferentemente de 2019, quando o St. Louis conseguiu dar a volta por cima, nesta temporada o time não teve a mesma sorte. Classificando-se por pouco, o time caiu contra um dos melhores times da temporada e, infelizmente, está quase sendo “varrido” para fora dos playoffs

    Os Blues sofreram na mão do seu oponente desde o início da série. Ao todo, o time marcou apenas cinco gols nos três jogos, contra os 15 que sofreu. Porém, o time do Colorado teve as suas vantagens, uma delas sendo Nathan MacKinnon que estava fora por alguns jogos e retornou ao time um dia antes da primeira partida. 

    O canadense marcou dois gols em sua volta e um hat-trick no segundo jogo, além de ter uma assistência em cada partida. Em contrapartida, os Blues estão lutando para marcar algum gol e ainda perderam dois jogadores importantes em sua defesa: Faulk e Robert Bortuzzo. Ambos sofreram lesões no início da série e não retornaram ao gelo.   

    A diferença entre os times tem sido clara: os Blues não estão conseguindo a mesma química que tinham em 2019 enquanto o Avalanche tem se superado a cada ano e possui grandes chances de avançar na corrida pela taça. Essa foi a primeira vez que os times se enfrentaram numa série de playoffs desde 2001, quando ambos disputaram a semifinal e Colorado conquistou a Stanley Cup.

    Pontos altos

    No primeiro jogo, Jordan Binnington suou a camisa e fez 46 defesas, deixando passar apenas quatro tiros. Um gol de Makar no primeiro período foi o que abriu o placar da noite. Jordan Kyrou, dos Blues chegou a empatar a partida, porém, no terceiro período, MacKinnon e Landeskog viraram o jogo garantindo a vitória para seu time. Por fim, o placar ficou 4 a 1 com o Colorado garantindo sua primeira vitória na série.

    Marcando seu hat-trick no jogo dois da série, MacKinnon consolidou sete pontos apenas nos dois primeiros jogos e foi uma peça fundamental para a vitória. Com dois gols de Joonas Donskoi e um de Brandon Saad, o time conquistou uma vitória de 6 a 3. Por outro lado, nessa partida os Blues sofreram duas baixas em seu elenco. 

    Marcando não somente a vitória de Colorado, o Jogo 3 marcou também o primeiro gol do rookie Alex Newhook. A escolha de 1º round do NHL Draft de 2019, que estreou este ano pelo time, participou de apenas seis jogos na temporada regular e ainda não tinha marcado nenhum gol na NHL. Além dele, Ryan Graves, Tyson Jost, Brandon Saad e J.T. Compher também marcaram pelo Avalanche. Enquanto isso, no time dos Blues teve a estreia dos defensores Steven Santini e Mitch Reinke. Tyler Bozak diminuiu a diferença no placar para St. Louis, com um gol no segundo período. Porém no final a vitória foi de 5 a 1 para o time de Denver. 

    O próximo jogo será na tarde deste domingo, e pode ser decisivo para o Colorado Avalanche seguir para a próxima rodada. Caso avance para a próxima série, o Avalanche aguardará o resultado do round entre o Vegas Golden Knights e o Minnesota Wild para saber quem será o seu oponente na final da Divisão Oeste. 

    Foto: Reprodução / cbc.ca

  • Playoff Mode on: o que esperar de cada equipe – Divisão Leste

    Playoff Mode on: o que esperar de cada equipe – Divisão Leste

    Hoje (15) finalmente começam os playoffs da NHL, com o primeiro confronto na Divisão Leste. Como já noticiamos por aqui, o formato para a temporada 2020-21 é um pouco diferente.

    Por causa das restrições de viagens devido à pandemia da COVID-19, a liga temporariamente se realinhou em quatro divisões de oito equipes. Entre elas, a Divisão Norte, que é composta inteiramente pelas equipes canadenses da NHL. As quatro melhores equipes de cada divisão chegaram aos playoffs.

    Assim, as duas primeiras rodadas consistem em confrontos divisionais: primeiro lugar vs. quarto lugar e segundo lugar vs. terceiro lugar, com os vencedores se enfrentando na segunda rodada.

    Para as Semifinais da Stanley Cup, o time restante com o melhor total de pontos da temporada regular será alocado primeiro e jogará com o time que possuir o pior total. Enquanto isso, o time com o segundo melhor total de pontos jogará contra o time com o terceiro melhor total. Os vencedores dessas duas séries disputarão, por fim, Stanley Cup.

    O que esperar da Divisão Leste:

    Os jogos desta divisão se iniciam neste sábado (15), com Boston Bruins e Washington Capitals, na Capital One Arena. Esta pode ser uma das mais duras séries dessa etapa. Isso porque os Capitals terminaram a temporada regular em segundo lugar, mas até o começo do mês tinham tudo para terminar em primeiro. Já os Bruins não tiveram a consistência esperada na temporada regular, mas desde o final de abril conseguiram recuperar resultados e pontuar para terminar em terceiro.

    Os Capitals têm muitas interrogações a caminho da pós-temporada. Os atacantes Alex Ovechkin e Nicklas Backstrom e o defensor John Carlson perderam vários jogos recentemente, com lesões na parte inferior do corpo, e o pivô Evgeny Kuznetsov e o goleiro Ilya Samsonov estão na lista de protocolo da COVID-19 da NHL. Ademais, T.J. Oshie sofreu uma lesão na parte inferior do corpo no sábado passado (08) e está sendo observado diariamente para entender sua condição.

    Zdeno Chara era o líder de Boston até o final da última temporada, mas hoje começa essa disputa pela Stanley Cup como um adversário. Boston, por sua vez, está em alta desde o fim do prazo de trocas, após adquirir Taylor Hall e Curtis Lazar do Buffalo Sabres e Mike Reilly dos Ottawa Senators. Os Bruins tiveram uma campanha 12-3-1 desde estas negociações e receberam um grande impulso de Hall, cuja falta de resultados no início da temporada foi quase uma piada em comparação com quantas chances de gol ele gerou. O ex-MVP da liga tem oito gols e seis assistências em 16 jogos desde que ingressou no Bruins. Lazar e Reilly juntos já fizeram 11 pontos.

    Os dois times têm praticamente chances iguais de vencer esta série de confrontos. Porém, os Capitals têm uma leve vantagem, pois tiveram uma melhor consistência de vitórias na temporada regular.

    Partidas da série:

    Jogo 1: sábado (15), Boston Bruins x Washington Capitals

    Jogo 2: segunda-feira (17), Boston em Washington Capitals

    Jogo 3: quarta-feira (19), Washington Capitals X Boston Bruins

    Jogo 4: 21 de maio, Washington Capitals x Boston Bruins

    Jogo 5: 23 de maio, Boston Bruins x Washington Capitals, caso necessário *

    Jogo 6: 25 de maio, Washington Capitals x Boston Bruins, caso necessário *

    Jogo 7: 27 de maio, Boston Bruins x Washington Capitals, caso necessário *

    A outra partida desta divisão será entre o Pittsburgh Penguins e o New York Islanders. Surpreendentemente os Penguins terminaram em primeiro lugar na divisão e os Islanders em quarto. Quem acompanhou a temporada regular do Leste, provavelmente imaginou a posição contrária para estas duas equipes.

    Os Islanders começaram a temporada com força total e vencendo todos os jogos que disputaram, e dessa maneira, tornaram-se destaque quase em toda a temporada regular. Mas, no último mês, o desempenho se tornou completamente questionável. Terminaram em sexto lugar em eficiência de penalidades, e isso inclui neutralizar com sucesso 39 de suas últimas 42 situações shorthanded (na desvantagem numérica) para fechar a temporada regular.

    Já os Penguins foram criando uma sequência arrasadora de vitórias e geraram uma reviravolta na tabela no mês de abril. O power play de Pittsburgh ficou em quarto lugar na NHL nesta temporada, graças em grande parte à qualidade da equipe na criação de tiros em áreas de alto perigo à gol. Além disso, os Penguins tiveram em média 23,5 chances de tiros de alto perigo a cada 60 minutos jogados com a vantagem de um jogador, a quinta melhor pontuação da NHL. Jake Guentzel registrou, sozinho, 27 do total destas chances.

    Partidas da série:

    Jogo 1: domingo (16), New York Islanders x Pittsburgh Penguins

    Jogo 2: terça-feira (18), New York Islanders x Pittsburgh Penguins

    Jogo 3: quinta-feira (20), Pittsburgh Penguins x New York Islanders

    Jogo 4: 22 de maio, Pittsburgh Penguins x New York Islanders

    Jogo 5: 24 de maio, New York Islanders x Pittsburgh Penguins, caso necessário *

    Jogo 6: 26 de maio, Pittsburgh Penguins x New York Islanders, caso necessário *

    Jogo 7: 28 de maio, New York Islanders x Pittsburgh Penguins, caso necessário *

    Façam suas apostas de quem passa nestes dois confrontos! Estatisticamente falando, é bem possível existir uma disputa Pittisburg Penguins x Washington Capitals. No entanto, sabemos que há equipes experientes em playoffs que não abrirão mão tão facilmente de sua vaga.

  • Playoff Mode on: o que esperar de cada equipe – Divisão Norte

    Playoff Mode on: o que esperar de cada equipe – Divisão Norte

    Demos início aos playoffs da NHL no final de semana com um jogo da Divisão Leste. Hoje (19), finalmente, a última divisão faz sua estreia na pós-temporada, isso mesmo, estou falando da Divisão Norte.

    Composta excepcionalmente por todos os times canadenses na NHL, esta divisão teve todos os seus jogos realizados no Canadá, devido a todas as restrições de fronteiras entre países, causadas pela pandemia de COVID-19.

    Com os jogos somente entre os times de mesma divisão, nos playoffs ainda teremos muita rivalidade histórica à amostra.

    Vamos resumir o que esperar dos confrontos entre Toronto Maple Leafs e Montreal Canadiens, e Edmonton Oilers e Winnipeg Jets.

    O que esperar da Divisão Norte

    Além da dupla do Colorado de Gabriel Landeskog e Mikko Rantanen, nenhum par de atacantes foi mais dominante em termos de força do que Auston Matthews e Mitch Marner, de Toronto. Matthews e Marner estiveram no gelo por 51 gols a favor e 27 gols contra, dando a eles o segundo maior diferencial de gols na NHL nesta temporada, apenas um atrás de Landeskog e Rantanen.

    O Toronto Maple Leafs, a maior franquia canadense da NHL, não ganha uma série de playoffs há 17 anos e não ganha a Stanley Cup há 54 anos. Com Auston Matthews e Mitch Marner liderando uma das primeiras linhas mais potentes da liga, será essa a temporada em que os Leafs finalmente alcançarão a glória novamente?

    Montreal conseguiu sua vaga depois de muita expectativa por parte da torcida, com uma temporada regular instável, os Canadiens usaram de sua experiência e anos na liga, para ter calma e garantir o quarto lugar na tabela da divisão. Uma boa notícia, no entanto, para os Habs é que, se eles levarem a série até o Jogo 6 (28 de maio), serão o primeiro time canadense a receber torcedores na arena desde a paralização da temporada anterior, em março.

    Montreal e Toronto não se enfrentam nas eliminatórias desde 1979.

    Partidas da série:

    Jogo 1: quinta-feira (20), Montreal Canadiens x Toronto Maple Leafs

    Jogo 2: 22 de maio, Montreal Canadiens x Toronto Maple Leafs

    Jogo 3: 24 de maio, Toronto Maple Leafs x Montreal Canadiens

    Jogo 4: 25 de maio, Toronto Maple Leafs x Montreal Canadiens

    Jogo 5: 27 de maio, Montreal Canadiens x Toronto Maple Leafs, caso necessário*

    Jogo 6: 29 de maio, Toronto Maple Leafs x Montreal Canadiens, caso necessário*

    Jogo 7: 31 de maio, Montreal Canadiens x Toronto Maple Leafs, caso necessário*

    No outro confronto da divisão temos os Oilers tentando garantir a vaga para o tão sonhado retorno ao hall dos campeões dos últimos anos da Stanley Cup, e um Jets buscando seu lugar ao sol. Difícil mesmo é parar o ataque de um time que tem simplesmente Connor McDavid na primeira linha.

    O central do Edmonton Oilers, Connor McDavid, teve uma temporada extraordinária e está praticamente com oito dedos já tocando o Hart Trophy. Nos jogos de terça-feira (11), ele tinha uma média de 1,889 pontos por jogo, o que seria o máximo, já que Mario Lemieux dos Pittsburgh Penguins teve uma média de 2,3 em 1995-96. Mas quanto disso foi por causa da competição na Divisão Norte canadense, que apresenta algumas das piores defesas da NHL? Edmonton fez 7-2 e venceu seus últimos seis jogos contra o Winnipeg Jets, seu adversário nessa fase. Entretanto, após essas partidas, as coisas provavelmente ficarão mais difíceis no caminho dos Oilers rumo ao troféu da Stanley Cup.

    Partidas da série:

    Jogo 1: quarta-feira (19), Winnipeg Jets x Edmonton Oilers

    Jogo 2: 21 de maio, Winnipeg Jets x Edmonton Oilers

    Jogo 3: 23 de maio, Edmonton Oilers x Winnipeg Jets

    Jogo 4: 24 de maio, Edmonton Oilers x Winnipeg Jets

    Jogo 5: 26 de maio, Winnipeg Jets x Edmonton Oilers, caso necessário*

    Jogo 6: 28 de maio, Edmonton Oilers x Winnipeg Jets, caso necessário*

    Jogo 7: 30 de maio, Winnipeg Jets x Edmonton Oilers, caso necessário*

    Como você acha que vai terminar os confrontos desta divisão? Será que Toronto vai passar com tranquilidade mesmo com toda a história dos Canadiens? Os Oilers já podem ser considerados finalistas da Divisão Norte com a forcinha de Connor McDavid?

    O mais importante é termos em mente que as chances de um canadense na final da disputa pela Stanley Cup são bem possíveis, o que deve deixar o Canadá em festa, afinal, o país espera há muito tempo que este troféu volte “para casa”.

  • Playoff Mode on: o que esperar de cada equipe – Divisão Oeste

    Playoff Mode on: o que esperar de cada equipe – Divisão Oeste

    Demos início aos playoffs da NHL na noite de ontem (15). Hoje temos duas divisões fazendo suas estreias para a pós-temporada, entre elas a Divisão Oeste.

    Com as disputas funcionando de forma um pouco diferente do que estamos acostumados devido à pandemia de COVID-19, os confrontos de primeiro e segundo round serão entre os times de mesma divisão.

    Hoje vamos resumir o que se pode esperar dos confrontos entre Colorado Avalanche e St. Louis Blues, e Vegas Golden Knight e Minnesota Wild.

    O que esperar da Divisão Oeste:

    Colorado dominou os oponentes com consistência e uma força impressionante nesta temporada regular, superando-os em 138 a 91 gols durante o jogo 5-contra-5, o melhor diferencial de gols de um time na NHL. Nenhuma equipe usou o gelo mais a seu favor, com o Avalanche acertando seis de cada 10 disparos à gol. Seu diferencial de disparos, de mais de 426, foi 107x melhor do que o Boston Bruins, proprietários do segundo melhor diferencial. Mesmo com a disputa do primeiro e segundo lugar decidida apenas na última quinta-feira (13), com a vitória dos Avalanches sobre o Los Angeles Kings por 5×1, já se esperava que Colorado ficasse com o primeiro lugar na divisão. Já são 4 anos consecutivos em que Colorado garante vaga nos playoffs. Dessa vez, no entanto, o time entra na disputa também depois de conquistar o Presidents’ Trophy, com a melhor campanha na temporada regular.

    Por todo desempenho apresentado na temporada regular, só mesmo um milagre fará o St. Louis sair com uma vitória dessa série. Mas este é justamente o time que já provou que esses milagres são possíveis.

    Partidas da série:

    Jogo 1: segunda-feira (17), St. Louis Blues x Colorado Avalanche

    Jogo 2: quarta-feira (19), St. Louis Blues x Colorado Avalanche

    Jogo 3: sexta-feira (21), Colorado Avalanche x St. Louis Blues

    Jogo 4: 23 de maio, Colorado Avalanche x St. Louis Blues, caso necessário*

    Jogo 5: 25 de maio, St. Louis Blues x Colorado Avalanche, caso necessário*

    Jogo 6: 27 de maio, Colorado Avalanche x St. Louis Blues, caso necessário*

    Jogo 7: 29 de maio, St. Louis Blues x Colorado Avalanche, caso necessário*

    A segunda disputa dessa divisão acontece entre Vegas Golden Knight, que garantiu o segundo lugar na tabela, e o Minnesota Wild.

    Os Golden Knights alcançaram a pós-temporada em cada uma de suas primeiras quatro temporadas na história da franquia, e seguem como um grande candidato ao título.

    Marc-Andre Fleury brilhou nas redes para Vegas. O jogador de 36 anos bloqueou 918 de 989 disparos sofridos, ganhando uma porcentagem de 0,928 de defesas. Com base na qualidade dos chutes e no volume que enfrentou, ele salvou 19 gols a mais do que o esperado, o maior entre todos os goleiros desta temporada. Ele e Robin Lehner dividiram o Troféu William M. Jennings, com o menor número de gols sofridos no ano.

    Já o Minnesota Wild vem como uma aposta intrigante devido à sensação estreante Kirill Kaprizov. O ex-astro da KHL é o favorito no Troféu Calder depois de uma campanha épica de calouro com 27 gols e 51 pontos em 55 jogos.

    É improvável que o Wild vença a série porque eles têm que enfrentar um dos times mais talentosos da NHL na primeira rodada. Mas o interessante é que Minnesota venceu cinco dos últimos seis encontros com Vegas e parece ter desenvolvido uma receita para derrotar o clube de Peter DeBoer. Os playoffs possuem uma atmosfera diferente e Vegas está bem acostumado a isso. Mas ainda vale a pena considerar a equipe e Minnesote, especialmente com o goleiro Cam Talbot saindo de uma excelente temporada regular.

    Partidas da série:

    Jogo 1: domingo (16), Minnesota Wild x Vegas Golden Knight

    Jogo 2: terça-feira (18), Minnesota Wild x Vegas Golden Knight

    Jogo 3: quinta-feira (20), Vegas Golden Knight x Minnesota Wild

    Jogo 4: 22 de maio, Vegas Golden Knight x Minnesota Wild

    Jogo 5: 24 de maio, Minnesota Wild x Vegas Golden Knight, case necessário*

    Jogo 6: 26 de maio, Vegas Golden Knight x Minnesota Wild, caso necessário*

    Jogo 7: 28 de maio, Minnesota Wild x Vegas Golden Knight, caso necessário*

    Quem você acha que vai passar destes confrontos? Teremos um favoritismo confirmado com Avalanche e Golden Knights, ou uma surpresa de St. Louis e/ou de Minnesota? Boas disputas irão sair desta divisão. Para quem vai sua torcida?

  • Playoff Mode on: o que esperar de cada equipe – Divisão Central

    Playoff Mode on: o que esperar de cada equipe – Divisão Central

    Ontem (15) demos início aos playoffs da NHL. Todo fã de hockey adora acompanhar este momento da temporada. Este domingo (16), temos a estreia das divisões Oeste e Central na disputa pela Stanley Cup.

    Como explicado no resumo anterior, os confrontos estão diferentes devido à pandemia da COVID-19.

    Hoje vamos resumir o que se pode esperar dos confrontos entre Carolina Hurricanes e Nashville Predators, e Tampa Bay Lightning e Florida Panthers.

    O que esperar da Divisão Central:

    A sensação desta divisão, o Carolina Hurricanes, não deve ter problemas para despachar os Predators. Com uma equipe equilibrada, Carolina gera mais chances de gol, incluindo aquelas de áreas de alto perigo como a slot, levando a uma melhor qualidade de tiro ao gol. É uma ligeira vantagem, porém, deve se destacar no gelo a favor de Carolina na maior parte da série.

    Em power plays, não há dúvida de que os Hurricanes são o melhor time. Nashville gera 41 chances de gol a cada 60 minutos com a vantagem de um homem no gelo, a oitava menor marca da liga nesta temporada. Carolina gera 58 chances de gol a cada 60 minutos de power play, a quinta maior taxa da NHL.

    Partidas da série:

    Jogo 1: segunda-feira (17), Nashville Predators x Carolina Hurricanes

    Jogo 2: quarta-feira (19), Nashville Predators x Carolina Hurricanes

    Jogo 3: 21 de maio, Carolina Hurricanes x Nashville Predators

    Jogo 4: 23 de maio, Carolina Hurricanes x Nashville Predators, caso necessário*

    Jogo 5: 25 de maio, Nashville Predators x Carolina Hurricanes, caso necessário*

    Jogo 6: 27 de maio, Carolina Hurricanes x Nashville Predators, caso necessário*

    Jogo 7: 29 de maio, Nashville Predators x Carolina Hurricanes, caso necessário*

    A segunda disputa dessa divisão é o primeiro confronto inteiramente da Flórida nos Playoffs da Stanley Cup. Dessa forma, colocará o atual campeão Tampa Bay Lightning contra o Florida Panthers, uma franquia que não vence uma série de playoffs desde 1996. O Lightning ainda deve melhorar o desempenho para as partidas dessa série com o retorno tão esperado dos atacantes Nikita Kucherov e Steven Stamkos que estavam lesionados.

    Kucherov perdeu toda a temporada regular após uma cirurgia no quadril em dezembro de 2020; ele liderou a NHL com 34 pontos (sete gols e 27 assistências) nos playoffs da temporada passada. Stamkos perdeu os últimos 16 jogos da temporada regular, entretanto, antes liderou a equipe com 17 gols em 38 jogos. Nas últimas três temporadas, os Bolts superaram os adversários por 63-44 com uma eficiência incrível quando os dois atacantes dividiram o gelo, ao mesmo tempo em que marcaram 86 gols de power play em 136 jogos.

    Mesmo sendo surpreendente a classificação dos Panthers, a equipe fez uma boa temporada regular e tem time para brigar com Tampa. No entanto, essa disputa da Flórida está mais inclinada a ficar com o Lightning. De qualquer maneira, os Panthers não irão desistir, afinal o time não ganha uma série de playoffs desde a final da Stanley Cup de 1996, que foi na sua terceira temporada de existência.

    Partidas da série:

    Jogo 1: domingo (16), Tampa Bay Lightning x Flórida Panthers

    Jogo 2: terça-feira (18), Tampa Bay Lightning x Flórida Panthers

    Jogo 3: quinta-feira (20), Flórida Panthers x Tampa Bay Lightning

    Jogo 4: 22 de maio, Flórida Panthers x Tampa Bay Lightning

    Jogo 5: 24 de maio, Tampa Bay Lightning x Flórida Panthers, caso necessário *

    Jogo 6: 26 de maio, Flórida Panthers x Tampa Bay Lightning, caso necessário *

    Jogo 7: 28 de maio, Tampa Bay Lightning x Flórida Panthers, caso necessário *

    Quem você acha que vai passar destes confrontos? Será que o atual campeão da Stanley Cup conseguirá defender seu posto ou teremos uma surpresa na Flórida? E Carolina vai manter essa temporada maravilhosa que fez na divisão e garantir uma chance de levantar o troféu mais uma vez? Indique nos comentários para quem vai sua torcida!

  • Para quem vai sua torcida nos Playoffs da Stanley Cup 2021?

    Para quem vai sua torcida nos Playoffs da Stanley Cup 2021?

    As 56 partidas da temporada regular chegaram ao fim, ou quase, já que o Vancouver Canucks está correndo atrás do prejuízo após terem seus jogos adiados por causa da COVID-19. Assim, tivemos que dizer “até logo” para 15 times da liga, que estão oficialmente de férias e só voltarão a marcar presença nas nossas noites na próxima temporada. Mas se seu time não foi qualificado, nada de ficar sem assistir hockey! Montamos um guia para te ajudar a escolher para qual time torcer nesses playoffs. 

    As 16 equipes que garantiram seu lugar na disputa pela Stanley Cup foram Boston Bruins, New York Islanders, Pittsburgh Penguins, Washington Capitals, Carolina Hurricanes, Florida Panthers, Nashville Predators, Tampa Bay Lightning, Colorado Avalanche, Minnesota Wild, St. Louis Blues, Vegas Golden Knights, Edmonton Oilers, Montreal Canadiens, Toronto Maple Leafs e Winnipeg Jets. 

    A temporada de 2020-2021 foi diferente do que estamos habituados, foi mais curta e começou bem depois do que era de costume devido à pandemia. Também por essa razão, a organização das conferências precisou ser modificada por causa de restrições de viagens entre Canadá e Estados Unidos, e entre os estados também. Assim, a tão sonhada Divisão Canadense, ou Norte como foi denominada, foi criada para a felicidade dos fãs, mesmo que apenas temporariamente. E algumas surpresas, ou milagres, saíram dali. 

    Organizamos este guia conforme o posicionamento dos times na tabela em cada divisão. 

    Divisão Norte

    Toronto Maple Leafs

    Amaldiçoados pelos inúmeros haters, azarados, ainda não foi o momento? Se você tiver a resposta, ou a solução, para sua torcida e força do pensamento levarem os Leafs para a vitória da Stanley Cup, a gratidão eterna dos torcedores do Toronto será sua! Ver seu time escolhido levar a taça pela primeira vez desde 1967 seria no mínimo memorável.  

    São os favoritos da divisão, carregam bons nomes, mas por terem uma defesa ruim e goleiros inexperientes em playoffs, não se acredita por aí que irão muito além dos intradivisionais. 

    Edmonton Oilers

    Connor McDavid. Um recém-chegado em Alberta precisa de mais? Eu diria que não, mas já que insiste… Edmonton Oilers conta também com Leon Draisaitl, Darnell Nurse e Adam Larsson. São um grupo forte no Canadá, mas contra times como Vegas e Colorado não se espera que vençam (se chegarem até lá). 

    Como uma boa amante de canadian goodies, deixaria parte da minha torcida por aqui. Você não? 

    Winnipeg Jets

    A verdade é que não estão dando muito pelos jatinhos. Mas o goleiro deles, Connor Hellebuyck, é excelente. E se quiser torcer por um time do Canadá, pelo menos esse não é odiado por metade do país. 

    Montreal Canadiens

    Se sua intenção é apenas torcer contra os Leafs, pode ser uma boa opção. Shea Weber, Carey Price, Josh Anderson e Brendan Gallagher são alguns dos nomes que jogam no Quebec. 

    Válido mencionar que terminaram a temporada atrás de New York Rangers e Dallas Stars, que nem conseguiram se classificar para os playoffs foram. Mas a escolha é toda sua. 

    Divisão Leste

    Pittsburgh Penguins

    Um bom time, e Sidney Crosby. Por mim só isso já faria dessa uma boa escolha. Mas eles contam também com Evgeni Malkin, Kris Letang, Mike Matheson e Brian Burke. Além da franquia já possuir 5 Stanley Cups, a última levantada em 2017, eles são levados super a sério na liga. Às vezes é tudo que precisamos ou queremos.  

    Washington Capitals

    Famosos, mas não pelos motivos certos. No início do mês, Tom Wilson, jogador do Capitals, recebeu uma multa de cinco mil dólares por sua conduta em um jogo contra o NYR que deixou dois jogadores do time lesionados. As brigas envolvendo as equipes viraram pauta no Globo Esporte e foram discutidas no ESPN League Brasil. 

    Mas se você gosta de um grupo forte, apesar da cabeça quente de alguns jogadores (ou por causa dela), eles também tem no roster os veteranos queridos Alexander Ovechkin, T.J. Oshie e Zdeno Chara. Mal não poderiam estar. 

    Boston Bruins

    Se você gosta de um power kill de respeito, pode encerrar suas buscas. Brincadeira, leia até o fim, não irá se arrepender. Boston talvez seja uma das equipes mais conhecidas além dos limites geográficos da NHL e da América do Norte. Tem estrelas como David Pastrnak, Patrice Bergeron, e o recém-chegado Taylor Hall, além dos não tão amados assim Brad Marchand, Jack Edwards e Tuukka Rask (mas esse só pelos torcedores mesmo). 

    Apesar de não estarem todos colocando suas apostas em Boston, também não estão tirando, e não seria muita surpresa se ganhassem sua sétima (isso mesmo, eles já ganharam 6 vezes) Stanley Cup. 

    New York Islanders

    Alguns chamam de chato, eu chamo de estilo próprio. Os Isles não são os queridinhos de nada na NHL, mas também não fazem feio. Sendo sincera, acho que ano passado foi incrível para eles e não sei se esse ano eles chegarão tão longe, mas nunca se sabe. 

    Barry Trotz, no entanto, faz um excelente trabalho como treinador. Conseguiram finalmente trazer para os Estados Unidos o goleiro Ilya Sorokin, e adquiriram recentemente Kyle Palmieri e Travis Zajac. 

    E as linhas de Mathew Barzal, Brock Nelson e J.G. Pageau são no mínimo bonitas de se assistir em ação. 

    Divisão Oeste

    Colorado Avalanche

    Pelas previsões, o time deve jogar no mínimo 6 ou 7 jogos, com baixas chances de eliminação na primeira rodada dos playoffs. Os goleiros não são os mais confiáveis, mas o restante da equipe mais do que equilibra esse fator. O Avalanche é o time número 1 na tabela geral e seus jogadores são muito habilidosos, além de terem uma ótima defesa. 

    Os playoffs com certeza serão animados, e felizes, para quem torcer por eles. 

    Vegas Golden Knights

    Um treinador anônimo da liga contou ao The Athletic que acredita que a equipe está preparada para os playoffs, com jogadores ligados no “volume” certo e com o objetivo definido de buscar a taça. São bem estruturados, jogam um jogo físico e rápido. Se você gosta de assistir algo nesse estilo, é uma boa pedida. 

    Os Vegas chegaram perto no ano passado, e tem boas chances esse ano de levantar o troféu. É atualmente um dos melhores times da liga, na tabela geral apenas atrás do Colorado Avalanche. 

    Minnesota Wild

    Wild WHOM to Wild BOOM! Minnesota era um dos times menos mencionados na NHL e nessa temporada surpreendeu a todos. A entrada de Kirill Kaprizov marcou a mudança de identidade do time, que atualmente é um must watch da liga. E, sejamos sinceros, pode ser que isso não volte a acontecer novamente. Então acompanhar e torcer para a equipe surpresa da temporada com certeza será uma experiência única!  

    St. Louis Blues

    Se você gosta de torcer pelos menosprezados, St Louis Blues é seu time da vez. Parece que ninguém está botando muita fé nos azuizinhos, que agarrou uma das últimas vagas dos playoffs deste ano, na frente apenas de Winnipeg Jets (e por apenas 2 pontos) e de Montreal Canadiens (leia sobre acima). 

    A equipe que teve um desempenho surpreendente na temporada de 2018-19, levando a vitória da Conferência Oeste e da Stanley Cup naquele ano, então carrega hoje ainda essa experiência recente e não devemos desconsiderar esse fator. 

    Divisão Central 

    Carolina Hurricanes

    Carolina é uma excelente aposta para colocar suas energias. É um time super habilidoso, com ótimas dancinhas comemorativas, jogadores comprometidos, bons no power play, e extremamente estruturados. 

    Os mais céticos não confiam muito nos goleiros e duvidam um pouco que consigam vencer Tampa, mas o hockey consegue ser uma caixinha de surpresas e eu não tiraria minhas fichas dos Canes (caso elas estivessem aqui), afinal de contas eles terminaram a temporada regular em terceiro lugar na tabela geral. 

    Florida Panthers

    Se você gosta de um alinhamento planetário, uma sorte louca e não uma, mas duas equipes da Flórida qualificadas, os Panthers podem ser uma boa escolha. Esse é um dos times que não davam muito por ele na temporada regular, mas ganharam momentum, solucionaram problemas, possuem uma estrela aka Aleksander “Sasha” Barkov, e um treinador bem falado na liga aka Joel Quenneville. 

    Ainda assim, são classificados como underdogs, por terem que vencer seu rival e vizinho, que já ganhou 3 taças enquanto os Panthers permanecem sem ao menos uma (leia mais abaixo). Pode ser que torcer por eles te faça pular do sofá, roer as unhas, e xingar os árbitros e jogadores dos times adversários, mas se levarem, a taça o gostinho de vitória vai ser ainda maior. 

    Tampa Bay Lightning

    Um time da Flórida era pouco para você? Então, temos dois nos playoffs deste ano. Tampa levou a melhor no ano passado, e alguns dizem ser tarde demais para voltar suas atenções nesses playoffs para eles, mas nunca diga nunca. 

    Passaram por algumas dificuldades na temporada regular, jogadores estrelas como Nikita Kucherov e Steven Stamkos se machucaram, mas provavelmente estarão no gelo quando o sino soar no Jogo 1 dia 16 deste mês. Como vimos acima, ainda são vistos como o time a ser batido na Divisão Central e nossos olhos estarão sempre de olho no que se passa em Tampa. 

    Nashville Predators

    Podemos ser sinceras? Ninguém – ninguém mesmo – dá nada por Nashville. Tiveram uma temporada mista, ruins até a metade e no final, quando se voltaram contra o Dallas Stars, garantiram a vaga. Ainda não sabemos exatamente como, mas aconteceu. Fácil não vai ser, vencer os Hurricanes, Panthers e/ou Lightning seria a grande reviravolta nesta pós-temporada.  

    Mas se você se garante na paciência e é mestre em meditações para relaxar, por que não? 

    Decidiu?

    E aí? Fez sua escolha? Conta para a gente nos comentários!

  • A saga New York Rangers vs. Washington Capitals

    A saga New York Rangers vs. Washington Capitals

    Quarta-feira passada (05) tivemos mais um jogo entre New York Rangers e Washington Capitals nesta temporada regular da NHL, porém não foi uma partida comum. Devido aos últimos acontecimentos, a expectativa para este jogo era alta, e o que ocorreu assim que o primeiro puck foi ao gelo não surpreendeu ninguém.

    Com um segundo de jogo, três brigas se iniciaram com a linha principal dos dois times. Então, outra luta estourou quando o ala direito do Capitals, Tom Wilson, atingiu o gelo com o defensor do Rangers, Brendan Smith, indo direto atrás dele.

    Esses confrontos entre os Rangers e os Capitals foram resultado do jogo de segunda-feira (03) à noite. Isso porque uma briga começou quando o atacante Pavel Buchnevich teve uma chance de marcar na frente do goleiro dos Capitals, Vitek Vanecek. Buchnevich acabou caindo após o fim da jogada, e Wilson deu um soco em sua nuca enquanto ele estava no gelo.

    O atacante dos Rangers, Ryan Strome, conseguiu tirar Wilson de Buchnevich, e então Artemi Panarin se envolveu e pulou nas costas de Wilson para tentar defender seus companheiros. Wilson puxou a estrela de Nova York para o gelo e começou a socar Panarin quando ele tentou se levantar.

    Panarin acabou recebendo uma penalidade de dois minutos por violência. Enquanto isso, Wilson conseguiu retornar e marcar um gol no terceiro período para o Washington, que venceu a partida por 6-3.

    Após o jogo, Wilson recebeu uma multa de 5 mil dólares, valor máximo permitido pelo Acordo Coletivo de Trabalho (CBA). A NHL especificou que a multa é por Wilson socar um Buchnevich indefeso – não por jogar Panarin no gelo.

    Os Rangers ficaram furiosos com a indulgência da punição da NHL para Wilson, que tem um extenso histórico de suspensões por incidentes no gelo. Nova York emitiu uma declaração com palavras fortes na terça-feira (04), chamando as ações de Wilson de “perigosas e imprudentes”, enquanto também acusava diretamente o Chefe do Departamento de Segurança do Jogador da NHL, George Parros, de “abandono do dever” e de ser “incapaz de continuar em sua função atual.”

    Problemas para os Rangers

    Com toda a confusão desta última semana, os Rangers saíram no prejuízo.

    Após a briga de segunda-feira (03), Artemi Panarin está fora do restante da temporada, com uma lesão na parte inferior do corpo.

    Como se isso já não fosse uma notícia ruim o suficiente, na tarde de quarta-feira (05), a franquia anunciou de forma impressionante que o GM Jeff Gorton e o presidente da equipe John Davidson haviam sido demitidos. Em seguida, o GM associado Chris Drury foi promovido aos dois novos cargos da equipe.

    Além disso, o time foi multado em 250 mil dólares pela NHL por comentários sobre George Parros na nota emitida na quinta. Isso é 50 vezes mais do que a punição de Tom Wilson por suas ações.

    “Comentários públicos sobre a natureza emitidos pelos Rangers que eram de natureza pessoal e degradantes de um executivo da liga não serão tolerados,” disse o comissário da NHL Gary Bettman. “Embora não esperemos que nossos clubes concordem com todas as decisões proferidas pelo Departamento de Segurança do Jogador, a extensão em que os Rangers expressaram sua discordância foi inaceitável.

    Volta emotiva com direito a hat-trick de T.J. Oshie

    Em meio a toda esta confusão, um jogador que se destacou ficando de fora de todas as brigas foi T.J. Oshie, que não estava presenta na partida de segunda-feira (quando toda a confusão aconteceu), pois seu pai veio a falecer depois de uma batalha contra o Alzheimer.

    No jogo de quarta, o ala estava inspirado e teve um desempenho emocionante, o que resultou em três gols para o time dos Capitals, dando-lhes a vitória por 4-2.

    “É uma noite tão emocionante para T.J.”, disse o atacante de Washington, Nic Dowd. “Ele tem sido um excelente líder para a nossa equipe.”

    “Passar pelo que ele passou e querer estar de volta aqui, ficar com seus companheiros de equipe e jogar, e jogar um jogo para o Treinador, e o jogo que ele jogou, excelente,” disse o técnico dos Caps Peter Laviolette, referindo-se a Oshie e seu pai , que atendia pelo apelido de “Treinador”. “Isso diz muito sobre ele e o que ele significa para esta equipe.”

    A vitória colocou Oshie e os Capitals em um empate pelo primeiro lugar com um despreocupado Philadelphia Pittsburgh na Divisão Leste. Washington, que já garantiu uma vaga para os playoffs, termina a temporada regular na próxima terça-feira, contra o Boston Bruins.

    Quanto aos Rangers, que foram eliminados da disputa pelos playoffs no início da semana, ficaram com mais perguntas do que respostas. A derrota foi a quarta consecutiva e aconteceu horas depois de todas as mudanças internas. 

    Foi uma semana bem agitada tanto para os Capitals quanto para os Rangers. Vamos nos preparar que logo os playoffs estão aí e poderemos acompanhar os próximos acontecimentos envolvendo Tom Wilson.

    Foto: Reprodução/NBCSports.com

  • Entrevista com Igor Larionov II – parte 3

    Entrevista com Igor Larionov II – parte 3

    English version available here.

    (Texto com co-autoria de Marina Garcez)

    O NHeLas conversou com Igor Larionov II sobre sua trajetória no esporte, sua presença nas redes e muito mais. Além desta entrevista, você também pode assistir ao vídeo dele respondendo perguntas do Twitter aqui. Confira também ele fazendo um quiz em nosso site aqui.

    (Esta entrevista foi editada para fins de brevidade e clareza. Parte 1 | Parte 2)

    Você tem alguma lembrança da Stanley Cup de 2002?

    Sim, na verdade eu tenho uma lembrança ótima. Eu me lembro quando eles ganharam, minha mãe me levou até o gelo e ela me pôs nos braços do meu pai e ele ficou me segurando. Eu tinha talvez três, quatro anos. Eu lembro que era tão, tão barulhento. Muitas pessoas, muitas luzes, confete por toda parte. E eu era essa criancinha que estava apavorada, eu só queria ir para casa naquele momento. Você consegue até ver na foto da Stanley Cup em que meu pai está me segurando, todo mundo está sorrindo e eu lá com a cara fechada pensando “onde está minha mamãe, eu quero ir para casa.” Isso é basicamente o que eu lembro daquela Stanley Cup. Mas olhando para trás, quão legal é que eu posso relembrar e me ver numa capa da Sports Illustrated com os Red Wings e a Stanley Cup? É uma daquelas coisas que você não dá muito valor quando é mais novo, mas sinceramente vendo agora, é tão legal que eu tive a chance de fazer aquilo. E poucas pessoas podem dizer que eles estiveram na capa de uma revista Sports Illustrated. Então para mim, essa é uma experiência bacana. Até hoje eu às vezes toco no assunto para me gabar um pouco. (risos) Mas é muito legal porque, olhando agora, era um time tão talentoso, os Red Wings de 2002. Eu acho que eles tinham uns 12 ou 13 Hall of Famers e eu estava literalmente no gelo com todos eles enquanto comemoravam uma taça, e isso é algo que milhões provavelmente já desejaram ter a oportunidade de fazer e eu fui sortudo o suficiente para estar lá. Então é algo super especial.

    Ter esse tipo de coisa num álbum de família é realmente incrível.

    Tem literalmente fotos minhas e do meu pai no gelo com a Stanley Cup em nossos álbuns de família. Eu, na verdade, tenho várias fotos. Quando eles venceram em 1998, meu pai pediu para o dia dele (com a taça) ser perto do final do verão porque eu ia nascer em torno de agosto, setembro. Então quando ele pegou a taça, eu tinha talvez duas semanas de vida. Tem fotos minhas dormindo dentro da Stanley Cup, fazendo todas essas coisas. E aí com a taça de 2002, tem fotos minhas comendo cereais de dentro da taça, e eu tomei banho com ela, fui na piscina com ela. Tem várias fotos muito, muito legais daquela época.

    Você nasceu em um mundo em que seu pai já havia conquistado tanto, e se tornado uma superestrela do hockey. Como foi para você lidar com a pressão e inevitáveis comparações entre você e ele, não apenas no esporte mas também na mídia, tentando ganhar seu próprio reconhecimento enquanto literalmente carregava o nome dele ao mesmo tempo?

    Não é tão fácil. Na minha infância, era algo que realmente me incomodava muitas vezes. Eu nunca sabia, naquela época, se alguém na escola queria ser meu amigo porque eles queriam passar tempo comigo ou porque queriam ingressos ou algo do tipo. Então isso sempre me deixou alerta, mesmo quando criança, sabendo que para confiar de fato em alguém, primeiro eu tinha que conhecê-los de verdade antes de deixá-los entrar em minha vida. Isso é algo que eu de certa forma ainda carrego comigo. Eu sempre tenho um resguardo quando conheço alguém porque não tenho certeza de quais são suas verdadeiras intenções. Enquanto que a maioria das crianças, quando conhecem alguém, começam a conversar na escola e automaticamente se tornam amigos. Mas para mim, era sempre “será que eles querem ser meus amigos ou querem ir em casa ver a Stanley Cup, ou o anel de campeão?” Então isso sempre foi um pouco estranho.

    Aí, quando eu comecei a jogar hockey juvenil, muitas crianças me faziam de alvo por causa do meu sobrenome, eles jogavam um pouco mais sujo, um golpe baixo aqui ou ali. E sempre que eu jogava, tinha um público porque todo mundo estava assistindo ao “filho do cara no Hall da Fama.” Vamos imaginar que tem um torneio com quatro rinques e começam a espalhar que o filho de um Hall of Famer está jogando, eles vão todos assistir àquilo. Felizmente, enquanto eu crescia, eu era sempre um dos maiores pontuadores em um dos melhores times na América do Norte, então era legal e eu aproveitava que tinha alguns olhos a mais virados para mim. Mas quando eu jogava mal, realmente me afetava bastante e, ao longo dos anos, houveram muitas vezes, depois dos jogos, lágrimas na volta para casa porque eu sabia que muitas pessoas estavam me assistindo e eu as decepcionei. E era difícil lidar com aquilo, mas pensando onde estou agora, eu não vejo mais tanto essa pressão.

    Porque se você pensar sobre isso, eu não acho que tenha alguém na história do hockey que ganhou ao todo mais troféus que meu pai ganhou. Ele é como o Dani Alves do hockey no quesito de quantos troféus ele ganhou. Então mesmo se eu fosse ganhar praticamente tudo, eu provavelmente ainda nunca seria capaz de chegar naquele nível, só pela quantidade de troféus que ele ganhou. E está tudo bem. Quer dizer, eu posso ter uma carreira fantástica, eu posso ganhar uma Stanley Cup, uma medalha de ouro nas Olimpíadas, e três Mundiais, e eu ainda não vou ter a carreira que ele teve, mas vencer todas essas coisas ainda é uma carreira tremenda, o que eu acho ótimo. Tem tantos caras que nunca ganham nada disso, mas ainda assim têm grandes carreiras. Quer dizer, obviamente, eu quero ganhar todas essas coisas e eu quero vencê-lo de certa forma. (risos) Mas sendo realista, eu não acho que ninguém nunca vai vencer tantos troféus quanto ele venceu ao longo de sua carreira. Três Stanley Cups, três medalhas olímpicas, cinco Mundiais, seis campeonatos europeus, uma Copa do Mundo, isso é absurdo. Como você tem tempo de ganhar tudo isso? Porque essa é a pergunta que nós deveríamos fazer.

    Eu só sei que eu posso jogar do meu jeito e ter uma grande carreira sem nunca conquistar nada daquilo. Porque eu sei que se eu tiver uma grande carreira, e se eu realizar o que eu quero realizar, e jogar no nível que eu sei que consigo jogar, eu terei uma grande carreira, mesmo que eu não ganhe, sabe, 27 troféus ou algo parecido, o que é uma marca bem alta de se alcançar. Eu estou totalmente bem sendo quem eu sou e jogando no melhor das minhas habilidades e sabendo que se eu atingir o melhor do que eu sou capaz, eu vou ter uma carreira que muitos só podem sonhar em ter, então estou completamente satisfeito com isso.

    Vocês chegam a falar sobre isso, seu pai e você?

    A gente não fala muito sobre as conquistas dele versus qualquer coisa do tipo. Falamos principalmente dele dando dicas, conselhos, apoio, todas essas coisas. Foi até engraçado, a única vez que meio que nos comparamos foi que o primeiro jogo dele na liga russa e o meu primeiro jogo na liga russa foram ambos contra o Spartak Moscow. Então isso foi legal, porque acho que com 40 anos de diferença, o primeiro jogo dele foi contra o Spartak, 40 anos depois o meu primeiro jogo foi contra o Spartak. E eu acho que ele teve (um plus-minus de) -3 em seu primeiro jogo, e eu tive algo como +1, eu não marquei nenhum ponto. Então eu tive direito a me gabar ali porque a minha estreia foi melhor. Mas, no geral, (ele só me dá) dicas. Ele me ajuda, mostrando clipes, mandando capítulos de livros, artigos. Ele é um grande fã de futebol europeu então ele me manda vários artigos sobre diferentes jogadores, sobre sua formação, sobre como eles treinam, seu trabalho. Então eu leio muito isso, o que ele me manda, e principalmente é tão valioso quando nos encontramos e assistimos a um jogo na TV, e ele aponta “esse cara está fazendo isso; quando você pega o disco nessa situação, você pode usar o mesmo movimento, mas você também pode mudar um pouco.” Coisas desse tipo que, é incrível, na minha opinião, ter a oportunidade de falar com alguém assim e aprender enquanto vocês estão sentados no sofá e vendo um jogo de hockey. Eu acho que é uma experiência tão valiosa para mim e eu sempre aproveito quando temos a chance de fazer isso. (É) inacreditável poder sentar com uma das maiores lendas do mundo e só assistir a um jogo e literalmente tê-lo apontando tudo para você. Eu acho que isso é muito legal.

    Qual sua memória favorita relacionada ao hockey?

    Minha lembrança favorita de hockey é quando jogamos contra o SKA nessa última temporada. Era o meu ex-time, eu fiz parte do sistema deles, eles me desenvolveram um pouco e eu saí de lá. Daí eu assinei com o Kunlun e imediatamente sabia que eu queria jogar contra eles porque as coisas não deram muito certo como eu queria lá, a relação era meio difícil. Logo quando eu descobri que tinha um jogo contra eles em São Petersburgo, eu circulei a data no meu calendário. (O Kunlun) nunca tinha vencido o SKA antes e eu sabia que aquele seria o jogo em que íamos vencê-los. Eu me lembro que eles não tinham muitas restrições, então era praticamente uma plateia lotada, e nós acabamos vencendo por 2-1 e eu dei assistência ao gol da vitória. E aquela foi a experiência mais inacreditável. Foi um jogo tão divertido, e um jeito tão legal de acabar. E depois, nós fomos entrevistados para a TV local e foi uma experiência muito legal. Literalmente foi como quando você sonha fazer algo, como um sonho de jogar na NHL ou algo assim. E foi como uma experiência de NHL. Plateia cheia, arena grande, muita energia, grande jogo, bons jogadores, coletiva de imprensa pós-jogo. Tudo aquilo parecia tão real. De volta ao hotel, tinha um filé enorme te esperando no quarto. Tudo foi muito, muito real e inacreditável. É um daqueles sentimentos de que aquele dia é literalmente como você se sente todo dia na NHL. E depois de experimentar aquilo, é como um vício, você quer sentir mais e mais daquilo. É tão inacreditável. Eu só quero sentir aquilo de novo e de novo e de novo. Eu posso falar disso o dia inteiro. Especialmente (jogando) fora de casa, em que você faz um ponto, uma assistência ou um gol, e a torcida inteira começa a te vaiar, fica um silêncio e é a melhor sensação, eu acho.

    Você uma vez publicou em um tweet que, quando criança, tinha medo do telão da arena cair em cima de seu pai. Quais outros medos irracionais ou coisas engraçadas você se lembra de ter naquela época, assistindo ao seu pai jogar quando você era criança?

    Aquele era provavelmente um dos maiores (medos) porque eu vi aquela foto do telão que caiu em Buffalo e para mim era tipo, aquele é o trabalho do meu pai. É onde ele trabalha, é o escritório dele, sabe? E eu pensava “como ele vai conseguir jogar? Será que vai cair em cima dele?” Mas quanto a outros medos, eu realmente não tinha muitos. Na verdade, eu tive um medo. No meu primeiro jogo de hockey, eu não entrei no gelo. Eu não joguei porque fiquei com medo do árbitro. Eu tinha três anos e eu vi aquele homem (com o uniforme) listrado e fiquei apavorado, e eu não joguei aquele jogo. (risos) Eu falei para a minha mãe e meu pai “eu não vou jogar,” e eles me levaram para casa. Foi provavelmente uma coisa que aconteceu uma vez e nunca mais. Mas algo que era meio irracional, todos os companheiros de equipe do meu pai, que era essas superestrelas, do Hall da Fama, e para mim, eles eram só os amigos do meu pai. Eu não os via como superestrelas ou lendas ou nada do tipo. Eles eram só “o tio Stevie,” Steve Yzerman, ou Pavel Datsyuk, praticamente um primo ou algo assim. Pequenas coisas peculiares do gênero, em que a maioria das pessoas estaria se matando para conseguir um autógrafo, mas para mim, era só o amigo esquisito do meu pai que trabalha com ele e que sempre vinha visitar com uma cerveja, então era engraçado. Olhando para trás, é bem engraçado que aquelas pessoas eram só caras normais para mim, enquanto para outras muitas eles são ídolos ou seus heróis.

    Agora que entramos no assunto da NHL, o quanto você acompanha a liga? Você tem um time favorito? E quanto a outros esportes?

    No quesito hockey, eu não tenho um time favorito mesmo. Eu assisto aos jogos, não assisto a muitos. Eu gosto de ver clipes de jogadores, jogadores que eu quero emular e jogadores que cujos movimentos eu quero roubar um pouco. Eu assisto a muitos highlights dos melhores jogadores, vejo o que eles estão fazendo e no dia seguinte tento fazer aquilo no treino, de modo que eu possa praticar aquilo que os faz bem-sucedidos. Mas eu conheço tantas pessoas na NHL e tantos jogadores que é difícil torcer de fato para um time, mas eu acho que torço mais pelas pessoas do que qualquer coisa. Já em outros esportes, no futebol americano, eu sou um grande fã do Detroit Lions, sempre fui fã dos Lions. É duro, eu sou de Detroit, sabe, nós somos um time horrível, sempre perdemos. Mas todo ano, eu sempre vou a alguns jogos. Então eu sou bem fiel nesse sentido, sou um dos caras mais fieis que você vai conhecer em qualquer aspecto, mas eu nunca vou abandonar os Lions. Eu sou um torcedor do Manchester United desde que eu tinha dois anos. Tem uma foto minha vestindo o uniforme do Man United de quando, literalmente, eu acho que tinha um ano. Desde aquela idade, eu tinha um uniforme completo, o meu nome nas costas, número 8. Durante toda a minha vida, eu sempre tive um kit do Man United, sem exceção. No basquete, sempre fui fã do Boston Celtics porque um dos amigos do meu pai costumava trabalhar para o time e ele mandava camisas e bonés autografados para mim. Então, eu vendo aquilo quando criança, aquilo me surpreendeu e eu instantaneamente me tornei um torcedor dos Celtics. E em outros esportes, eu não sou um grande fã na verdade. A nível mundial, eu torço para a Rússia em torneios internacionais, como a Eurocopa e a Copa do Mundo. Ainda não superei o jeito que eles perderam para a Croácia nas quartas da última Copa. Eu torço para os EUA também na Copa do Mundo, mas claramente eles vêm tendo mais dificuldade. E com sorte eles vão virar a situação, eles têm muitos jogadores jovens e bons na Europa agora. Mas é, eu diria que Man United, Lions e Celtics são os meus três principais.

    Quais são as três cidades em que você mais gostaria de jogar? E quais três você tem menos vontade?

    Gostei, ótima pergunta. Top 3 provavelmente é mais um top 2. É intercambiável, em Nova York ou Los Angeles, uma dessas duas cidades. É meu sonho absoluto, provavelmente Nova York é número um porque é Nova York. Ser um atleta e bem-sucedido em Nova York abre tantas portas em diferentes indústrias, especialmente as que me interessam mais, então para mim isso é muito importante. E as três últimas seriam provavelmente Winnipeg, Calgary, Edmonton… E eu posso continuar, Ottawa… (risos) Não é a mesma coisa que Nova York ou Los Angeles. E eu sou um cara de cidade grande, eu gosto de jogar em Moscou por causa disso. Eu realmente acredito que eu jogo bem melhor em uma cidade grande, com um microscópio enorme nas minhas costas e com a oportunidade de fazer tudo pelo que eu sou apaixonado fora do gelo. Jogando em Calgary, você não consegue ir a um bar e conhecer um estilista ou diretor ou algo do tipo, sem ofensas ao povo de Calgary, só não é o polo onde essas coisas acontecem. Enquanto que em Nova York ou Los Angeles, depois de um jogo você pode conhecer alguém interessante e falar sobre fazer talvez uma colaboração ou qualquer coisa para o seu futuro. Para mim isso é realmente algo muito importante.

    Se você pudesse criar um novo time para a NHL, onde ele ficaria?

    Eu acho que um lugar legal para um time poderia ser Houston. Porque eu sei que eles têm um time da NFL, da NBA e da MLB. Acho que eles têm um bom grupo de fãs de esporte, talvez até um time da MLS também. Eles têm uma boa infraestrutura para esportes e torcedores, e boa parte dos times tem sido bem-sucedida nos últimos anos. Então acho que a NHL provavelmente se daria bem lá, já que eles já estão bem consolidados em Dallas. Dallas é competitivo o ano todo, e as pessoas gostam de jogar lá porque o clima é bom, você está no meio do país, então as viagens não são tão difíceis para qualquer lugar. Acredito que Houston seria um bom local para ter um time.

    Falando em franquias de expansão, o que você acha do que Seattle tem feito até agora para lidar com diversidade e inclusão na gestão do hockey e também em sua comunidade, atacando certas questões mesmo antes de começarem a jogar?

    Eu acho muito legal o que eles estão fazendo. Até li em algum lugar que eles estão construindo uma arena ecológica e de forma sustentável, o que é uma coisa que eu apoio muito. Eu realmente acredito na preservação do planeta porque essa é a nossa casa. Não importa o que aconteça, só existe uma Terra. Eu reconheço muito tudo o que eles estão fazendo a respeito disso. E, sinceramente, Seattle é um lugar muito legal. Sempre achei que Seattle fosse um pouco mais vanguardista que outras cidades, e é ótimo ver que eles estão dando o exemplo nessas questões. Não tenho dúvidas de que (o Seattle Kraken) será muito bem-sucedido porque, antes de tudo, é uma cidade incrível. Tem muita gente interessante lá. Tem um grupo grande de pessoas da informática que vivem lá, e normalmente pessoas desse setor são bem ecológicas, são progressivas para criar oportunidades e empregar outras pessoas, e eu acredito que eles vão ter muito, muito sucesso. Realmente espero que comecem a todo vapor, meio que como aconteceu com Vegas. Eu adoraria jogar lá, e, sabe, seria um prazer jogar na mesma cidade de onde o líder do Nirvana era.

    Parte 1 | Parte 2
  • Entrevista com Igor Larionov II – parte 2

    Entrevista com Igor Larionov II – parte 2

    English version available here.

    (Texto com co-autoria de Marina Garcez)

    O NHeLas conversou com Igor Larionov II sobre sua trajetória no esporte, sua presença nas redes e muito mais. Além desta entrevista, você também pode assistir ao vídeo dele respondendo perguntas do Twitter aqui. Confira também ele fazendo um quiz em nosso site aqui.

    (Esta entrevista foi editada para fins de brevidade e clareza. Parte 1 | Parte 3)

    Você tem sido bem ativo em prol de direitos humanos no Twitter, de diferentes maneiras. O que te motivou a ser uma pessoa tão aberta nas mídias sociais, esse compromisso de empoderar e defender minorias e criticar o que entendemos como “cultura do hockey”?

    Para mim, é bom senso. Não acho correto marginalizar as pessoas porque você acha que elas são diferentes de você. Eu não cresci com isso na minha família. Não fazíamos esse tipo de coisa e sempre me ensinaram que você precisa respeitar as pessoas e não tratá-las de maneira diferente porque não se parecem com você ou porque não vivem um estilo de vida semelhante ao seu, acho que isso é completamente errado. Então, quando as pessoas me chamam de ativista ou algo assim, não acho que sou um ativista. Só acho que sou alguém que usa o bom senso quando digo essas coisas. Porque, no final, não é certo odiar alguém porque esse alguém é um pouco diferente de você. Quer dizer, para mim, isso me deixa louco às vezes, eu fico sem palavras. Não consigo nem assimilar. Como faz sentido você não gostar de alguém só porque é diferente de você? Na realidade, isso é no mínimo um tesouro. Se todos no mundo fossem iguais, o mundo seria tão chato. É literalmente lindo que haja tantas pessoas diferentes lá fora, você pode falar com tanta gente diferente, aprender sobre suas experiências humanas, e há possibilidades infinitas de tantas conexões e caminhos lindos na vida em que, se eu disser algo no Twitter, não é porque quero ser como Greta Thunberg e ter um discurso que o mundo inteiro ouça. Não, eu só digo isso porque estou realmente perplexo com a forma como algumas pessoas escolhem odiar em vez de amar e, para mim, isso não está certo.

    Mas se as pessoas tomam isso como ativismo, então fico feliz quando recebo essas mensagens de volta e as pessoas dizem “obrigado por se manifestar, eu me sinto visto.” E isso é algo lindo, porque eu sinto que vários atletas se limitam aos esportes. Mas os grandes, as pessoas que são lembradas ao longo da história são as que fizeram uma diferença maior, fora de quadra, do que você fazia quando eles estavam jogando. E isso é algo que eu acho muito importante porque se você tem uma plataforma e você tem um nome ou seguidores ou qualquer coisa, mesmo que seja apenas de boa intenção, e não que você queira ser um ativista ou algo assim, eu ainda acho que você deve buscar isso. Tenho recebido tantas mensagens de pessoas agradecendo e isso realmente aquece meu coração, porque para eu digitar algo, é muito fácil e não demora nada. Mas para eles, significa muito. Eu acho que é lindo e é algo que meu pai uma vez me disse, é um pouco diferente, mas meio que tem a mesma mensagem. Ele disse, “sempre que uma criança ou um fã pede uma foto, ou um autógrafo, aquele momento é um segundo para você, mas dura a vida inteira para eles.” Então é por isso que acho muito importante dispor a todos o seu tempo e, se você vir alguém marginalizado e sendo odiado por ser quem é, isso está errado, e eu não posso suportar isso.

    Você mencionou como gosta de usar sua plataforma para promover direitos humanos no geral. Você gostaria de fazer algo relacionado a isso no futuro, talvez criar uma fundação, isso é algo que te interessa?

    Honestamente, eu nunca pensei muito sobre isso. Mas pensando nisso agora, se eu pudesse fazer algo para ajudar as pessoas, definitivamente estaria aberto para isso, porque no final, é ótimo ser um bom jogador, mas se você realmente não ajudar ninguém, qual o sentido de chegar onde você está? Então, eu adoraria fazer algo como uma organização sem fins lucrativos ou uma instituição de caridade, ou apenas ter clínicas de hockey onde você pode ajudar pessoas assim ou expandir e desenvolver o esporte. Não tenho planos concretos para isso no momento, mas agora que você mencionou, é definitivamente algo que tenho interesse em fazer no futuro.

    Alguma vez você imediatamente chamou a atenção de um companheiro de equipe por algo que você não considerava correto, como usar uma palavra ofensiva ou ter um comportamento misógino?

    Normalmente, isso é muito difícil no vestiário, porque se você disser algo na hora, você se torna o inimigo e eles não vão te ouvir. Então é melhor ir com calma até alguém e dizer algo como “ei, cara, eu realmente não gosto do jeito que você está falando porque isso pode ser interpretado da maneira errada, e você pode realmente ofender alguém.” Isso aconteceu algumas vezes este ano, mas foi principalmente com os russos, que ouviram essas palavras em inglês e não sabiam o que queria dizer. Eles estavam apenas repetindo. É como quando você ouve uma criança dizer um palavrão, ela não sabe o que significa. Ela só está dizendo isso porque ouviu na TV ou porque ouviu a mãe e o pai dizerem. Aqui, houve algumas vezes que caras russos disseram alguma coisa que você simplesmente não ouviria em um vestiário norte-americano. Quando isso aconteceu, eu falei para ele “olha, cara, você realmente não pode sair falando coisas assim, porque isso não está certo. Eu entendo, você não sabe o que quer dizer. Eu entendo que em sua cultura é algo totalmente diferente. Mas se você vai falar inglês e tem aspirações de jogar na América do Norte, isso é algo que você tem que esquecer.”’ Houve outros momentos em que os caras tentaram me mostrar algumas coisas que eu simplesmente não achei certas e eu disse de cara “eu entendo que você quer me mostrar isso, mas não estou interessado” por exemplo, coisas relacionadas a mulheres ou qualquer coisa assim, eu simplesmente digo, “obrigado por oferecer, mas não, eu não estou interessado.” Então é assim que vejo as coisas.

    Você já teve problemas por conta de algo que você disse ou fez que lhe parecia a coisa certa, mas que, como jogador de hockey, não era uma atitude esperada de você?

    Eu nunca tive problemas de fato por falar nada porque eu sinto que sou bom com as minhas palavras, sei quando escolher minhas brigas. E em vestiários, eu realmente não me manifesto nesse quesito porque muitas vezes os caras se sentem ameaçados quando você faz isso. É melhor apenas, como eu disse, de um para um tocar discretamente no assunto. Mas uma vez, quando eu estava jogando na OHL, fiz uma celebração de curling, que na verdade é o tweet fixado no meu Twitter. E foi durante as Olimpíadas, eu marquei um gol, joguei minha luva no gelo e meu companheiro de equipe estava meio que varrendo. E depois disso fiquei no banco pelo resto do período, eu marquei no meu primeiro shift do jogo. No intervalo, o técnico vem até mim, na frente de todo o vestiário, começa a gritar, “como você pode fazer isso? Você é uma vergonha para o jogo, você não pode agir assim, blá, blá, blá.” Ele disse ao meu outro companheiro de equipe “vou mandar você de volta para a Rússia” (risos) você sabe, todas essas coisas. E ele não me colocou muito para jogar no segundo período, daí ficamos atrás no placar, acho que 3-1. Ele me colocou de volta no gelo, acabei conseguindo mais duas assistências. Eu fui a primeira estrela deste jogo. Depois, eles me disseram “vamos falar com você amanhã. Isso não está certo. Sabe, você não está livre porque jogou bem,” e eu pensando “o jogo é para ser divertido.” (risos) No dia seguinte, eu apareço e, da noite para o dia, aquele vídeo viralizou. Passou na ESPN, na TSN. Quase todas as grandes emissoras esportivas, em todos os países que passam hockey.

    Inclusive no Brasil. (risos)

    Sério? É, então acho que realmente rodou o mundo. E nosso próximo jogo, no dia seguinte, acabou esgotando porque tantas pessoas viram o vídeo e compraram ingressos, foi nosso primeiro jogo esgotado em um ano e meio, eu acho. A partir daí, ninguém mais disse nada para mim. Um dos meus treinadores disse “de onde você tirou isso?” Eu disse, “ah, eu vi um time da NFL fazer.” Ele disse “é, bem, nós não somos a NFL.” E eu disse “sim, eu sei, nós ganhamos muito menos dinheiro e muito menos pessoas nos assistem.” (risos) Então eu disse algo assim, e ele não concordou, nem discordou muito, só balançou a cabeça e foi embora. Foi isso, e ninguém nunca mais tocou no assunto. Então foi interessante, foi divertido para mim e muitos caras gostaram. Muitas pessoas gostaram se isso apareceu em tantas plataformas.

    É engraçado, olhamos para a história dos esportes nos Estados Unidos e do futebol americano, beisebol, depois do basquete, todos eles tiveram aquele momento na história em que começaram a se promover de fato, e você vê o quanto o esporte cresce por causa disso. E enquanto isso, o hockey segue ali.

    Exatamente. Eu sempre trago esse exemplo: a NBA e a NHL não eram tão grandes nos anos 80. E suas duas maiores estrelas começaram a jogar ao mesmo tempo, Wayne Gretzky e Michael Jordan. Eles praticamente começaram na mesma geração. Veja o que Michael Jordan fez com o basquete e o que Gretzky fez com o hockey. O basquete está em todo o mundo, enquanto o hockey, ele cresceu. Não vou dizer que não cresceu. Mas não cresceu tanto quanto o basquete. Você olha para um time como o PSG, que tem o logotipo do Jordan em sua camisa, um time de futebol tem a marca do Jordan, enquanto o hockey ainda é apenas hockey. Ele não atingiu de fato o cenário internacional como o basquete, por conta do que Michael Jordan foi capaz de realizar na quadra, mas também fora dela. Ele fez muito.

    Você se preocupa, ao se pronunciar tão abertamente sobre algumas questões, que isso possa impactar suas chances de chegar à NHL?

    Obviamente, isso passa pela minha cabeça. Eles realmente não gostam quando as pessoas se manifestam. Mas, ao mesmo tempo, o que eles não percebem é que, se você olhar para mim, como mencionei, eu tive mais pontos do que muitos caras que estão jogando na NHL agora nesta temporada e em muito menos jogos. É claro que posso jogar nesse nível se meus colegas e contrapartes podem fazê-lo. Mas uma coisa que eles não podem fazer é se você olhar minhas redes sociais, eu tenho muito mais seguidores em todas as minhas plataformas do que, eu diria, a maioria dos jogadores da NHL, e se eu fosse capaz de chegar a esse palco da NHL, eu seria capaz de ganhar muito dinheiro para uma equipe apenas com base nos patrocínios fora do gelo, todas essas coisas diferentes.

    Apenas me coloque na frente de uma câmera e me deixe ser eu mesmo e eu posso literalmente ajudar uma equipe a ganhar muito dinheiro e aumentar sua receita. E se eles entendessem isso, sinto que definitivamente poderia ser algo a me ajudar. Eu acho que um monte de times, por exemplo, você olha para o Lakers, Kyle Kuzma, ele é um jogador mediano. Ele não é uma superestrela. Mas ele traz tantos fãs só com seu jeito de vestir, como ele se veste, sua aura, seu estilo de vida. O mesmo para o Manchester United, eles tinham um jogador chamado Jesse Lingard que não jogou por quase 16 meses, mas ele fazia uma comemoraçãozinha com as mãos, ele tinha produtos com sua marca, movimentos de dança, ele tinha todas essas coisas, e ele tem mais seguidores do que qualquer time da NHL. Ele faz muito dinheiro para o clube porque suas camisas sempre estão entre as mais vendidas, seus produtos são sempre uns dos mais vendidos, mas também sua atividade no Instagram e suas redes sociais atraem tantos fãs de todo o mundo. E eu posso fazer algo assim por qualquer time, mas também quando você olha para esses jovens da minha idade e eles produzem menos do que eu, eu posso produzir no mesmo nível, senão melhor do que esses caras. E eu ainda sou jovem, então com o tempo só posso melhorar todos esses fatores.

    Se eu fosse um time da NHL, eu veria um cara como eu e pensaria “certo, então temos um jogador jovem potencialmente bom que foi capaz de jogar na segunda melhor liga do mundo nessa idade, mas ele também tem um grande número de seguidores, de modo que se o trouxermos e o promovermos, nem precisa ser muito, apenas promovê-lo de leve, ele pode crescer a ponto de se tornar alguém que atrai novos fãs e novos públicos, e nos traz muito dinheiro.” Porque no final das contas é com isso que a maioria das equipes se preocupa, ganhar dinheiro. Portanto, acho que qualquer equipe da NHL só teria a ganhar, e eu ficaria feliz em agarrar qualquer oportunidade, porque obviamente sei que posso jogar neste nível e tenho confiança de que posso fazer tanto o trabalho no gelo quanto fora dele, e eu adoraria fazer isso para qualquer equipe.

    Não é tão difícil, NHL, vamos lá. É o melhor esporte do mundo e ainda consegue ser tão frustrante às vezes.

    Exatamente. É o que eu sempre digo, o hockey é o único esporte em que o melhor produto é de fato o jogo. Você olha para qualquer outro esporte, olha para a NBA, são as brincadeiras fora das quadras. São os jogos em que os ex-namorados de Kylie Jenner estão jogando um contra o outro que têm mais visualizações. Enquanto que aqui, o melhor do nosso esporte é o que está acontecendo no próprio gelo. Todo o resto é incomparável. Você não pode nem compará-lo ao golfe, ou a qualquer outra coisa. É muito pior do que qualquer outro esporte, e isso está prejudicando muito, muito a liga. Mais pessoas merecem assistir ao hockey, mas nunca terão a chance porque não é divertido o suficiente. Não há drama. É basicamente isso.

    Parte 1 | Parte 3
  • Entrevista com Igor Larionov II

    Entrevista com Igor Larionov II

    English version available here.

    (Texto com co-autoria de Marina Garcez)

    No último mês, uma figura chamou mais atenção do que o normal no hockey twitter, com suas atitudes e personalidade peculiares para o jogador de hockey comum. Acontece que Igor Larionov II não tem nada de comum. O nome não é estranho para quem já acompanha o esporte há algum tempo; o jovem jogador é filho de uma das maiores lendas do hockey, Igor Larionov, que venceu três Stanley Cups (1997, 1998 e 2002) com o Detroit Red Wings, além de conquistar diversos títulos a nível mundial no esporte.

    Porém, aos 22 anos, Igor Larionov II dá os primeiros passos de sua carreira profissional enquanto, ao mesmo tempo, conquista uma legião de apoiadores e fãs nas redes sociais, abraçando a comunidade e ecoando vozes que nem sempre vemos representadas no hockey.

    O NHeLas conversou com ele sobre sua trajetória no esporte, sua presença nas redes e muito mais. Além desta entrevista, você também pode assistir ao vídeo dele respondendo perguntas do Twitter aqui. Confira também ele fazendo um quiz em nosso site aqui.

    (Esta entrevista foi editada para fins de brevidade e clareza. Parte 2 | Parte 3)

    Por que não começamos com a sua carreira? Conte para a gente sobre a sua vida no hockey, desde a infância até agora.

    Eu nasci em 1998, em Detroit, Michigan. Meu pai era jogador de hockey, então eu cresci no rinque e conheci muita gente legal que joga hockey e está nesse ramo. Entre os três ou quatro anos, eu corria pela casa com um pequeno taco de hockey. A maioria das crianças brinca com carrinhos ou Legos. Eu sempre tinha um stick e uma bola ou puck comigo. Então foi basicamente assim que eu comecei a jogar. Na infância, eu joguei hockey em Detroit por um tempo e aí minha família se mudou para a Califórnia quando meu pai se aposentou, e eu passei dois anos jogando hockey na Califórnia. Depois disso foi muito difícil encontrar [rinques de] gelo aqui e muitas oportunidades para treinar, então nos mudamos de volta para Michigan, onde havia cerca de 15 rinques em um raio de 10 milhas da minha casa. Isso fez com que fosse muito mais fácil simplesmente ir para o gelo, treinar, trabalhar duro e tudo mais.

    Eu joguei hockey juvenil em Michigan pelos seis anos seguintes, depois disso fui para o major junior, onde joguei na QMJHL na primeira temporada, o que foi uma boa experiência. Mas depois daquele ano recebi uma oferta de Windsor, que ficava a literalmente 30 minutos de carro da minha casa em Michigan. Então essa foi a oportunidade perfeita, porque não é todo dia que você consegue morar em casa e jogar hockey, então aceitei a oferta, tive um ótimo ano e joguei muito bem. Então na temporada seguinte eu tive a oportunidade de ir para Muskegon, porque em Windsor, eles estavam meio que em reconstrução, mas foi meu último ano em Muskegon. Estávamos em rumo ao título, tínhamos uma equipe muito forte. Então fui para Muskegon e tive um ótimo ano, muitas memórias boas. Infelizmente, eu quebrei minha clavícula em um dos últimos jogos da temporada, então minha temporada acabou. Acabamos perdendo as finais da conferência nos playoffs, o que, você sabe, foi chato não poder ajudar a equipe ou jogar, mas foi uma boa experiência jogar em Muskegon. Eu ainda falo com muitos dos caras, muitos dos jogadores são amigos próximos atualmente.

    Depois disso, eu decidi ir para a Rússia. Comecei com o SKA na KHL, estava no camp deles, me falaram que eu consegui uma vaga no time, ótimas notícias, me chamaram para a Seleção Olímpica, basicamente a segunda seleção. Tem a seleção principal na Rússia e aí tem o time olímpico, que são os caras jovens, eles estão te preparando para torneios e eventos futuros. Então eu fui chamado para isso e dois dias antes de eu ter que ir para a seleção olímpica e assinar meu contrato da temporada com o SKA, eu rompi o músculo do glúteo no último dia do training camp. Por causa disso eu basicamente perdi toda a temporada. Quando me recuperei, eu só pude jogar duas partidas, e isso foi só para que eles pudessem me registrar. Eu estava escalado, mas não fui para o gelo, e foi só para que eu ficasse sob contrato na época, porque eles esperavam que em dois meses eu estaria preparado para jogar. Mas, obviamente, dois meses depois o mundo parou por causa da COVID. E eu acabei basicamente não jogando na temporada. 

    Então quando isso aconteceu, eu voltei para Michigan, onde eu estava morando na época, treinei muito, recuperei-me e tive algumas oportunidades de jogar na AHL temporada passada, mas nada estava acontecendo (na liga). Então eu comecei a pensar comigo mesmo “eu não posso tirar dois anos de folga,” não seria bom para o meu desenvolvimento. Foi quando recebi uma ligação do GM do Kunlun (Red Star) falando que eles estavam à procura de jogadores da América do Norte com raízes russas, o que basicamente significa uma pessoa com passaporte russo, porque eles precisam de determinado número de jogadores russos para cada jogo. E eu honestamente só falei “tá bom, quando você quer que eu vá?” E ele falou “que tal em alguns dias?” Assim, em alguns dias eu estava em um voo para Moscou. Eu fui de Detroit, para Chicago, Chicago para Londres, Londres para Moscou. E três ou quatro dias depois eu estava disputando minha primeira partida. Eu assinei um acordo de apenas três jogos pois (o time não tinha) dinheiro para assinar gente com contratos garantidos esse ano por causa dos cortes de orçamento devido à COVID. Depois de três jogos, eu tinha dois pontos e eles acabaram me contratando para o resto do ano. Eu joguei mais duas partidas depois disso, aí eu peguei COVID. Acabei perdendo três semanas com a doença. Não foi tão ruim, tive sintomas bem leves. Mas quando eu voltei, tive problemas com o meu coração e depois de tentar me recuperar, eles basicamente me tiraram do resto da temporada.

    Ainda bem que eu pude voltar aos EUA para receber um tratamento apropriado. Eles basicamente me falaram “tire dois meses de folga, não faça nada, não force seu coração” e eu tive que usar alguns monitores cardíacos por algumas semanas para que eles acompanhassem tudo. Depois que esses dois meses passaram, eles falaram “vai ser como um interruptor. Do nada você irá ganhar sua energia de volta e voltar a se sentir bem de novo, poderá treinar,” e realmente aconteceu como eles disseram que seria. Por dois meses eu me senti muito fadigado, muito cansado, não conseguia fazer nada sem subir meus batimentos cardíacos. E aí quando esses dois meses passaram, boom, eu me senti ótimo. Agora, eu estou treinando há mais de um mês e meio. E, honestamente, sinto-me melhor do que nunca. Eu estou só me preparando para a próxima temporada neste momento.

    Na sua opinião, quais são as maiores diferenças entre jogar hockey na América do Norte versus jogar na Rússia?

    Existe uma diferença considerável entre esses dois países, tanto culturalmente quanto no estilo de jogo. Eu diria que na América do Norte, existe um sistema mais estruturado onde você sabe seu trabalho e todo mundo sabe o seu papel. Mas na Rússia, é meio cada um por si, no qual os caras meio que decidem o que vão fazer, e isso não é necessariamente a melhor coisa. Eu acho que o melhor é quando você pode fazer uma mistura dos dois sistemas, em que as pessoas têm a liberdade para criar, mas também existe uma estrutura e um sistema onde, se você cometer um erro, você sabe que seu colega vai estar lá para te cobrir, porque estão seguindo a mesma ideia que você. Foi muito interessante jogar (na Rússia). Eles basicamente tinham fãs em todo lugar que a gente jogava, o que foi bem estranho considerando os tempos atuais. Foi uma experiência diferente, as cidades, elas não são cidades típicas com hockey profissional como aquelas em que se jogaria na América do Norte. (Nos EUA) são normalmente as maiores cidades da América, você fica em hotéis legais. Lá, existem algumas boas cidades, mas uma vez que você vai para alguns dos times menores, as cidades não são tão legais, eles só têm um restaurante, que era tipo um Burger King ou algo assim, e o hotel era algo (que parecia ter saído) direto dos meus pesadelos, (risos) tem, tipo, sangue nas paredes e mofo no chuveiro, esse tipo de coisa.

    Foi bem peculiar, mas, no fim, foi muito divertido, porque eu sinto que meus colegas de equipe… Nós éramos vários caras da América do Norte e, é aquela coisa, era tão diferente para tantos de nós que, na maior parte do tempo, estávamos só rindo do que se passava. O avião do nosso time era muito, muito estranho. Todo voo tinha um momento em que você sentia o avião descendo lentamente, e no início ficava muito quieto no avião. Mas aí todo mundo começou a se olhar, tirar os fones de ouvido, e então um dos meus colegas sempre começava a gritar “bom, garotos, é assim que a gente vai!” E todo o time começava a rir. Momentos assim, o que, olhando para trás, era aterrorizante como a gente sentia o avião caindo e depois voltando ao normal. Mas só coisas pequenas assim, já que sempre estávamos zoando as coisas ruins. E isso tornou tudo mais divertido, e tornou a experiência mais legal para todos nós. 

    Como eram os protocolos da KHL em comparação ao que vimos da NHL naquele momento?

    Eu acredito que na NHL eles estão sendo testados todos os dias, o que tínhamos eram testagens a cada três dias. Outro diferencial  na NHL é que se algumas pessoas estão doentes, eles basicamente desativam todo o time e ninguém joga até todos se recuperarem, até que todos voltem. Mas para a gente, era totalmente diferente. Se você estivesse doente, você só ia para casa, mas o resto da equipe continuava. Então nós tivemos um momento antes mesmo de eu ter ido para o time em que acho que tínhamos, tipo, 17 caras doentes ao mesmo tempo. Quando eu cheguei lá, quando eu fiquei doente, a gente tinha seis caras doentes ao mesmo tempo. Então foi meio que uma bagunça porque eles não sabiam como lidar de uma forma melhor, como eles fazem (na NHL). Nosso gerente de equipamento ficou doente, e ao invés de ficar em casa, ele foi para o rinque afiar nossos patins. E aí cinco de nós ficaram doentes. Então foi meio estranho por causa disso. Mas, você sabe, é uma cultura diferente, eles fazem as coisas de outra forma lá. Então não posso culpá-los pela forma como o país é administrado, porque é simplesmente o jeito que as coisas são. Mas eu definitivamente acho que eles poderiam ter tido uma abordagem mais cuidadosa. Porque no fim, eu acho que 95% da liga ficou doente. E eu sei que vários jogadores tiveram problemas similares aos meus, onde eles não conseguiram finalizar a temporada porque tinha algo errado. Alguns caras inclusive foram parar no hospital, com respiradores. Então foi uma situação assustadora para muitos de nós, mas ao chegar, eles basicamente falaram para a gente que era 100% certo que iríamos ficar doentes em determinado ponto, então sabíamos os riscos ao participar. 

    Eu acho que na América do Norte você seria processado na hora só por falar isso.

    Você seria. É engraçado, quando eles falaram comigo pela primeira vez, eles falaram “você já teve COVID?” e eu respondi “não.” E eu estava pensando que isso era uma coisa boa. Mas aí eles ficaram tipo “puts, seria melhor se você já tivesse tido, porque aí significaria que você não pegaria de novo” (nota das NHeLas: já foi comprovado que isso não é verdade, então usem máscaras e sigam os protocolos, fãs!) E eu fiquei tipo “oh.” (risos) Eles falaram “dentro das primeiras duas semanas, você provavelmente vai pegar.” Eu consegui durar quase um mês e meio antes de pegar, o que não sei explicar, fui muito, muito sortudo. Mas, basicamente todo mundo que foi para lá pegou, a não ser que a pessoa já tivesse tido no verão. 

    Pensando no futuro, quais os seus planos e expectativas para a próxima temporada? E como é sua rotina na intertemporada, o que você costuma fazer?

    Minha expectativa para a próxima temporada é permanecer na América do Norte, e eu tenho algumas oportunidades de ir para alguns camps ou então já assinar um contrato na AHL direto. Eu sei que muitos dos caras que jogavam na KHL, e que estão na NHL agora, tiveram uma pontuação similar à minha em menos jogos. Então para mim, eu vejo isso e falo “se eles tinham menos pontos que eu, e estão jogando na NHL, eu provavelmente poderia fazer o mesmo.” E eu realmente acredito que, se eu não tivesse meu histórico de lesões, eu estaria lá neste momento. Mas, você sabe, você não pode controlar essas coisas. Obviamente, é difícil às vezes, mas eu sou muito grato pela forma como tudo aconteceu na minha vida até agora. Mas é, eu tenho algumas oportunidades. E eu realmente acho que uma vez que eu tenha a chance de me mostrar, tudo ficará bem.

    Minha rotina, basicamente, o que eu faço é treinar na academia. Geralmente, nessa época do ano, treino três vezes por semana. E aí, quando chega mais perto da temporada, mais ou menos em junho, eu começo a ir quatro vezes na semana, julho, quatro vezes na semana, agosto, quatro vezes na semana. Então, no final de julho eu começo a ir pro gelo duas vezes na semana e continuo fazendo isso, porque não gosto de patinar muito na offseason, sinto que fico muito cansado se patinar demais. Prefiro só trabalhar em construir meu físico, aumentar minha resistência, todas essas coisas diferentes. Porque sinto que quando você tem tudo isso ajustado, e vai para o gelo, sinceramente três semanas antes da temporada começar, eu começo a aumentar o ritmo e patinar quatro ou cinco vezes na semana, e é tudo o que eu preciso para estar pronto, fisicamente. Mas ao mesmo tempo, estou descansado o bastante de modo que não fico muito cansado durante o training camp por conta de tudo isso.

    Qual é a história por trás de você vestir o número 69 e como isso virou praticamente sua marca pessoal? Você acha que vai poder continuar usando esse número no futuro, dependendo de onde sua carreira te levar?

    Esse ano, no Kunlun, a gente não tinha muito dinheiro no meu time da KHL, então eles tinham uma determinada quantidade de camisas pré-selecionadas, e quando estavam falando em assinar comigo, eles me ofereceram uns cinco números diferentes. Três dessas camisas eram grandes demais, então eu não podia usá-las. Elas eram quase do tamanho para goleiro. E aí as duas que eram do meu tamanho eram número 69 e, eu acho, número 52 ou 53, algum número bem sem graça o que, como vocês sabem, eu não gosto de coisas sem graça. Então, naquele momento, eu basicamente percebi que 69 era a melhor opção, além de que, eu tive a oportunidade de impressionar algumas pessoas, o que é sempre divertido. (risos) Eu gosto de fazer coisas criativas, e eu acho que muitas pessoas não usam o número 69 porque é visto de uma forma ruim pela sociedade. Mas eu não vejo nada de ruim com a mensagem que isso passa. Porque, no fim do dia, não há nada de errado com o que isso é, é uma coisa que quase todos os seres humanos fazem.

    Não há nada de tabu nisso na minha mente. Você sabe, muitas pessoas, quando falam de sexo ou algo do tipo, elas acham que tem muito tabu nisso, mas na realidade, quer dizer, está literalmente na Bíblia, sabe, se a gente for voltar tanto no tempo. (risos) Então eu não vejo nada de errado com isso e acho que é uma mensagem positiva, não apenas para ser você mesmo e se divertir, porque muitas pessoas veem seu esporte como um emprego e não um jogo, e eu acredito que você pode considerá-lo as duas coisas porque, no final, se é divertido, eu sinto que você joga melhor e, se você está aproveitando aquele jogo, você joga melhor. Basicamente (o número) me escolheu. Eu não tive muita escolha, mas quando eu descobri que era minha única opção, eu fiquei bem animado porque já vinha querendo fazer algo escandaloso assim havia algum tempo e só teria acontecido se fosse minha única opção. Eu não acredito que teria a coragem de escolher 69 de cem números diferentes ou algo assim.

    Você tem alguma superstição relacionada ao seu jogo? Alguma coisa que você gosta de fazer antes de cada partida?

    Não, na verdade não. Eu acho que eu amarro meu patins esquerdo primeiro, o que seria a única superstição que daria para considerar como tal, mas todo o resto eu sou bem, bem tranquilo, eu me deixo levar. Antes dos jogos, eu não gosto de ficar muito pilhado. Eu gosto de me divertir e aproveitar, brincar. E quando eu faço isso, eu sinto que eu jogo melhor porque não tem absolutamente nenhum nervosismo para mim e eu saio relaxado e confiante, pronto para jogar. Mas quando eu penso demais, fico muito estressado, aí é quando eu me complico. Eu prefiro jogar com base em meus instintos e não no que acontece (na minha cabeça) porque eu sinto que quando a gente pensa muito, começa a duvidar de si mesmo. Enquanto que se você só joga pelos seus instintos, você vai bem melhor. Então quando eu chego no rinque, eu brinco, jogo um pouco de futebol, basquete, futebol americano, você sabe, só para descontrair. Daí eu faço meu aquecimento, o que não é exatamente uma rotina, o mesmo aquecimento, passo a passo. Eu tenho uma certa quantidade de exercícios, mas eu os faço numa ordem diferente. É praticamente isso. Eu entro no gelo, faço os mesmos exercícios e stick handling. Não é uma superstição, eu só estou acostumado a fazer os mesmos exercícios porque eu sei que eles esquentam o meu corpo corretamente. É basicamente assim que eu me preparo, não tem nada de muito especial, é mais tentar aproveitar cada momento disso.

    Não tem uma comida ou roupas especiais?

    Eu sigo uma dieta bem restrita, eu não como muito. Então normalmente antes dos jogos, eu como uma salada, depois um queijo quente com batata doce. Já com roupas, eu gosto de me divertir com isso, não presto tanta atenção, eu visto praticamente qualquer coisa e vejo se cai bem, se eu acho que ficou legal, eu uso. Se houver um código de vestimenta, eu meio que fico bem no limite do código, de modo que eu siga as regras mas ainda faça algo do meu jeito. É o que eu gosto de fazer.

    Não há autoexpressão com um código de vestimenta. É por isso que eu tento seguir um pouco para não arranjar problemas, mas no final eu o faço de forma um pouco diferente.

    Qual carreira você gostaria de seguir se não fosse jogador de hockey? Você pensa sobre a vida pós-hockey e o que você gostaria de fazer depois?

    Sim, eu penso bastante sobre isso. Porque sempre falo para as pessoas, quando me apresento, eu não digo que sou um jogador de hockey. Primeiro, eu digo, por exemplo, eu sou um ser humano, e aí, depois de um tempo, eu conto que sou jogador de hockey, porque eu não quero que elas pensem que aquilo é exatamente quem eu sou. Eu tenho vários interesses, diversas paixões fora (do hockey). Então eu adoraria fazer algo por trás das câmeras. Eu sempre fui um fã de filmes, sempre fui um fã de televisão. Mas quando eu me mudei para LA, alguns meses atrás, eu estava cortando o cabelo num salão em Beverly Hills. E era super sofisticado, vários figurões, eu na verdade estava sentado do lado da Kesha, a cantora, o que foi super, super legal. Mas essa mulher me aborda e pede meus dados, nós começamos a conversar e acontece que ela era a vice-presidente de uma agência de modelos em Los Angeles. Então eu estava conversando com ela, ele pediu meu Instagram e me seguiu, fizemos essa conexão e ela queria que eu fizesse algumas coisas para (a agência), falasse com eles e potencialmente assinasse um contrato. E eu fiquei um pouco assustado porque eu não quero que isso interfira com o hockey, porque muitas vezes, quando você faz qualquer coisa criativa, depois volta ao hockey e as pessoas te olham de um jeito um pouco diferente. E basicamente eu mandei uma DM para ela “vamos dar sequência,” e depois cancelei o envio porque eu não estava confortável fazendo aquilo. Obviamente, é algo que eu gostaria de seguir, se a vice-presidente de uma agência me aborda do nada, eu imagino que seja um bom sinal. Honestamente, eu adoraria retomar isso uma vez que eu tenha me estabelecido ou assinado um contrato, algum tipo de segurança. Eu definitivamente amaria fazer alguma dessas três coisas, algo na indústria do entretenimento, porque eu não gosto muito quando você não pode se expressar e eu sinto que ramo é a oportunidade perfeito em que você pode literalmente ser você mesmo e não ser julgado por isso, (pelo contrário) você é aplaudido, e isso é algo que eu realmente gosto.

    Então você nunca trabalharia num escritório ou coisa do tipo?

    Eu não sou muito bom em ficar sentado o dia todo numa cadeira, sentado num escritório. Quer dizer, talvez, se eu estiver apaixonado por alguma coisa, eu posso tentar fazer isso, mas não é algo que eu vejo em meu futuro. Eu sou extrovertido demais. Eu um dia literalmente acordaria e diria “por que estou fazendo isso?” E aí, você sabe, compraria uma passagem só de ida para a Austrália, e cruzaria o país numa vã, só filmando e fotografando as coisas. Acho que essa é mais a minha cara, e trabalhar num escritório, o que eu não acho que tenha nada de errado, obviamente muitas pessoas têm profissões e ganham dinheiro com isso, muitas pessoas gostam. Mas para mim, é algo que eu não acho que jamais seria capaz de fazer.

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