Autor: Stephanie Casado

  • O Colorado Avalanche é o campeão da Stanley Cup 2022.

    O Colorado Avalanche é o campeão da Stanley Cup 2022.

    No último domingo (26), o Colorado Avalanche venceu o jogo 6 contra o Tampa Bay Lightning fora de casa por 2 a 1, com gols no segundo período de Nathan MacKinnon e Artturi Lehkonen e conquistou a Stanley Cup após 21 anos de espera. Este é o terceiro título da franquia.

    Quarenta e oito horas depois de desperdiçar a chance de conquistar a Stanley Cup em casa, na Ball Arena, os Avs chegaram calmamente a Tampa, acreditando em seu jogo, confiantes que a vitória viria, para enfim encerrar a campanha vencedora do Lightning, campeão das duas últimas temporadas.

    “Esses caras dentro do vestiário e dentro da organização trabalharam muito duro e estou muito feliz e orgulhoso de ver esses campeões patinando no gelo”, disse Landeskog, que se tornou apenas o quarto capitão da Liga nascido na Europa. Juntando-se a Zdeno Chara (Boston), Alexander Ovechkin (Washington) e o também sueco Nicklas Lidstrom (Detroit).

     

    O caminho para a vitória neste jogo 6

    A pós-temporada do Colorado Avalanche foi um tour de force de habilidade (MacKinnon e Makar liderando o caminho) e garra (contribuições incontáveis ​​de jogadores que nem estavam na escalação quando os playoffs começaram no mês passado). O time foi sensacional na sua campanha, nunca perdendo em jogos consecutivos de suas séries.

    Após começar perdendo por 1 a 0, a equipe de Denver assumiu o controle da partida, virou o placar e, sem maiores sustos, administrou o resultado, batendo os Bolts por 2 a 1, em plena Amalie Arena. Artilheiro do time, o defensor Cale Makar venceu o Conn Smyther Trophy, prêmio para o MVP das finais.

    Precisando vencer a todo custo para forçar a sétima partida em Denver, o Tampa Bay começou muito bem. O capitão Steven Stamkos abriu o placar, ainda no primeiro período, em um gol com o perfil do atual bicampeão: rápida troca de passes, defesa adversária “batendo cabeça” e definição diante do goleiro.

    A exemplo dos jogos 3 e 5, o Lightning teve o controle do primeiro período e parecia que estava tudo encaminhado para a vitória, provocando assim, o sétimo jogo da série.

    Porém, a história mudou com apenas dois minutos de segundo período. Nathan MacKinnon recebeu passe de Bowen Byram e bateu de primeira para empatar a partida para o Avalanche.

    Em um cenário que se repetiu muitas vezes nestas finais, o técnico dos Bolts, Jon Cooper, muito irritado do seu banco de reservas, pediu revisão. Ele protestou contra o gol, alegando que o lance deveria ter sido parado antes do chute de MacKinnon devido a uma “delayed penalty”, entretanto, após revisão, a arbitragem concluiu que a jogada foi legal.

    Mesmo com a reclamação e o jogo parado por alguns minutos, o ritmo de jogo do Colorado não esfriou. O time de Denver tomou o controle da partida para si, ditou o ritmo e chegou ao segundo gol com o início da jogada em MacKinnon e definição de Artturi Lehkonen, praticamente garantindo o título.

    É curioso e gratificante que MacKinnon esteve envolvido em ambos os gols desta vitória de campeonato pois, nos dois anos anteriores ele teve que suportar a pressão das derrotas sofridas na segunda rodada para Dallas e Vegas.

    MacKinnon agora se juntou a um grupo distinto de campeões da Copa que inclui Stamkos, Ovechkin e Sidney Crosby, entre outros.

    “É difícil descrever, honestamente”, disse Nathan. “A melhor parte é compartilhá-lo com meus companheiros de equipe e meus irmãos.”

    Após este baque, o Lightning ficou completamente perdido no gelo e só não sofreu mais gols porque o time possui Andrei Vasilevskiy como goleiro, que nunca decepciona.

    O time da casa chegou a ficar metade do terceiro período sem chutar a gol. Quando, enfim, acordou, esteve perto de empatar com Nikita Kucherov, mas, se Tampa Bay tinha Vasilevskiy, Colorado contou com seu goleiro, Darcy Kuemper.

    Muito criticado, o goleiro titular dos Avs chegou a ser descartado para as finais, devido a uma lesão na série contra o St. Louis Blues. De volta para os confrontos decisivos, Kuemper teve atuações seguras quando precisou e foi importante para a conquista.

    “Foi um dos nossos melhores períodos do ano”, disse Kuemper. “Nós conversamos sobre isso no intervalo sobre manter o pé no acelerador e continuar levando isso para eles e foi o que fizemos.”

    Às 22h48 na hora local, o Colorado Avalanche se consagrou campeão da Stanley Cup 2022.

    “Foi um grande alívio”, disse Jared Bednar, técnico dos Avs. “Fiquei um tempo incrédulo. Os caras já estavam no gelo e leva um momento ou dois para entender. É difícil de acreditar porque estamos trabalhando para isso há seis anos em uma jornada com esses caras e construindo o time.

     

     

    Como Colorado chegou ao topo

    A escalada do Colorado Avalanche ao topo da NHL foi literalmente de terrível a incrível. Na temporada 2016-17, Bednar era um treinador novato e seu elenco era jovem e ainda não estava pronto para vencer. Os Avs venceram apenas 22 dos 82 jogos e sofreram seis sequências de derrotas de pelo menos cinco jogos. O gerente geral Joe Sakic, entretanto, não entrou em pânico, optando por ficar com Bednar na visão de que ele cresceria junto com a sua equipe. Sakic estava certo.

    26 de junho de 2022 juntou-se a 10 de junho de 1996 e 9 de junho de 2001 como datas de glórias do Avalanche. Os Avs se tornaram apenas o quarto campeão da Copa desde 1968 a vencer todas as quatro séries que disputou nos playoffs. Durante os dois primeiros títulos, foi Sakic quem recebeu a Taça de Bettman.

    “Às vezes você precisa passar por momentos difíceis para eventualmente ter isso”, disse Sakic. “Valeu muito a pena. Uma corrida incrível deste grupo.”

     

    Curiosidades sobre este time campeão 

     

     Cale Makar foi o MVP dos playoffs

    Artilheiro do time nos playoffs com 29 pontos, sendo oito gols e 21 assistências e 119 pontos em 82 jogos da temporada regular, o defensor Cale Makar foi eleito MVP das finais e recebeu o Conn Smythe Trophy. Além de ter aceito o Troféu Norris em um evento de 21 de junho em Tampa, batendo os colegas finalistas Roman Josi e Victor Hedman.

    Ele se tornou o terceiro jogador a ser eleito MVP dos playoffs e defensor do ano na mesma temporada. Antes, apenas Bobby Orr, campeão com o Boston Bruins em 1970 e 1972, e Nicklas Lidstrom, campeão com o Detroit Red Wings em 2002 haviam alcançado o feito.

     

     Uma campanha vitoriosa

    Na temporada regular, o recorde de 56-19-7 resultou em 119 pontos, garantindo ao Colorado o segundo lugar geral na liga, primeiro lugar geral no oeste e mando de gelo contra praticamente qualquer time na pós-temporada.

    Nos playoffs, venceu 16 jogos e perdeu apenas quatro. Foram duas séries vencidas por 4 a 0 e duas por 4 a 2.

    A franquia prepara uma grande festa em Denver, agendada para quinta-feira (30) com o tradicional desfile de campeões.

     

     A celebração do título

    Para celebrar o título, o time irá desfilar com o troféu pelas ruas de Denver. O evento será hoje quinta-feira (30) às 9h, no parque Civic Center com música ao vivo, carreatas de destaque da temporada dos Avs e uma transmissão ao vivo do desfile. O palco será nos degraus superiores do City and County Building, no Civic Center Park. Telões estarão posicionados na Bannock Street e em todo o parque.

     

     Logan O’Connor, do Colorado Avalanche, é o 33º jogador de todos os tempos a vencer campeonatos da NCAA e NHL

    O atacante do Avalanche, marcou ainda mais seu nome na história do hóquei de Colorado, tornando-se o 33º jogador de todos os tempos a vencer um campeonato nacional da NCAA e uma Copa Stanley.

    O’Connor ajudou a Universidade de Denver a conquistar o título da NCAA de 2017 em Chicago e conquistou a Stanley Cup com os Avs no último domingo.

    O’Connor é apenas o segundo ex-pioneiro a vencer a Stanley Cup. John MacMillan conquistou títulos da NCAA com o Denver University em 1958 e 1960 antes de vencer a Stanley Cup com o Toronto Maple Leafs em 1962 e 1963. 

     

     Andre Burakovsky jogou uma série com o tornozelo quebrado e quebrou o polegar nestas finais

    Após a vitória do Avalanche na final da Stanley Cup na noite de domingo, o ala Andre Burakovsky revelou que quebrou o polegar direito no jogo 2 contra o Tampa Bay e ficou seis dias fora para a cirurgia.

    Ele disse ao The Denver Post que tentou retornar para os Jogos 5 e 6, mas “foi muito doloroso”.

    “Eu estava pelo menos dando uma chance. Tentamos fazer de tudo – gesso, anestesiando meu polegar todos os dias para tentar voltar”, acrescentou.

    Burakovsky quebrou um tornozelo no jogo 2 das finais da Conferência Oeste contra o Edmonton, e voltou no jogo 4 para ajudar o Colorado a varrer a série. Ele se tornou o herói do jogo 1 contra o Tampa Bay, marcando um gol na prorrogação, e produziu um gol e uma assistência no jogo 2 antes de bloquear um passe com o polegar.

     

     Nazem Kadri faz história como o primeiro muçulmano a vencer a Stanley Cup

    Kadri, o primeiro muçulmano a ganhar a Stanley çup

    Em sua terceira temporada com o Colorado Avalanche, Kadri lutou contra uma lesão no polegar sofrida na final da Conferência Oeste contra Edmonton, que o manteve fora da escalação por quase três semanas.

    Ele marcou apenas um gol na final, mas foi enorme: deu ao Avalanche uma vitória na prorrogação e uma vantagem de 3 a 1 na série no jogo 4 da série.

    Com a vitória no campeonato, acredita-se que Kadri seja o primeiro muçulmano a vencer a Stanley Cup como jogador desde que o troféu foi concedido pela primeira vez em 1893.

    Kadri cresceu em Londres, Ontário, com seus avós paternos e seu pai, Sam, vindos do Líbano.

    A família Kadri foi aberta sobre os ataques à sua fé. Durante a segunda rodada da equipe contra o St. Louis Blues, a esposa de Kadri, Ashley, compartilhou mensagens racistas que a família recebeu no Instagram.

    “Para nós, somos canadenses de coração, em primeiro lugar – e temos orgulho de ser canadenses muçulmanos. E acho que vai fazer muito pelas gerações mais jovens”, disse Sam Kadri a Luke Fox, da Sportsnet. “Espero que tiremos esse estigma de racismo de qualquer esporte, de nossa cultura, de nossa sociedade.”

     

    E para fechar nossas curiosidades desta final de Stanley Cup, saiba que Corey Perry conseguiu perder os últimos três títulos da NHL em três times diferentes

    Este foi um ano em que o Colorado mostrou a que veio e provou porque atualmente é uma das melhores equipes da NHL, não é qualquer equipe que conseguiria bater os atuais bi-campeões da Stanley Cup, muita garra, entrosamento e trabalho foi necessário para este time marcar seu nome na história.

     

    Foto: Reprodução / usatoday.com

  • Finlândia bate a ROC e garante seu primeiro ouro olímpico

    Finlândia bate a ROC e garante seu primeiro ouro olímpico

    O último domingo (20) foi de muita festa para os finlandeses que enfrentaram a seleção Russa na disputa pela medalha de ouro dos Jogos Olímpicos de Pequim, garantindo um título até então inédito para a seleção da Finlândia.

    Depois de ganhar duas pratas e quatro medalhas de bronze, a equipe finlandesa finalmente levou o prêmio final ao derrotar os atuais campeões olímpicos por 2 a 1 em uma partida acirrada que viu o time também reivindicar sua primeira medalha olímpica em qualquer esporte coletivo.

     

    Recapitulando os confrontos entre as equipes

    A Finlândia e os russos entraram em Pequim como favoritos, depois que os tradicionais candidatos Canadá e Estados Unidos foram enfraquecidos pela decisão da NHL de não liberar seus jogadores para os jogos olímpicos devido ao agravamento da pandemia. Dessa forma, os EUA e Canadá, que se contentaram em compor as suas equipes com escolhas secundárias, caíram nas quartas de final.

    No entanto, mesmo sem a presença da NHL, Finlândia e ROC já seriam adversários formidáveis. Ambos são abastecidos com os melhores talentos da Kontinental Hockey League (KHL), que é amplamente considerada a segunda melhor do mundo depois da NHL, tendo uma vasta experiência em campeonatos.

    Nos confrontos, a Finlândia contou com vários jogadores importantes de sua equipe do campeonato mundial de 2019 e do segundo lugar do ano passado. Já a Rússia voltou com vários jogadores importantes de seu time vencedor da medalha de ouro de Pyeongchang, em 2018, onde derrotou a Alemanha.

    Mas enquanto os finlandeses estavam em sincronia ao longo dos jogos olímpicos, a Rússia lutou consistentemente contra adversários menores e perdeu uma vez na fase de grupos, para a República Tcheca.

     

    Em busca da medalha de ouro

    Na disputa pelo ouro, os finlandeses não hesitaram em trazer um ataque agressivo ao gelo, no National Indoor Stadium, onde fizeram mais que o dobro de disparos contra os russos no primeiro período. 

    O ROC assumiu a liderança aos oito minutos do primeiro período, graças a Mikhail Grigorenko com assistências dos Nikitas – Nesterov e Gusev.

    A partida seguiu com um ritmo frenético, onde as equipes demonstraram força para garantir a vitória e a equipe da Finlândia dava tudo de si para empatar a partida. No entanto, o período acabou com os russos em vantagem no placar.

    No segundo tempo, a Finlândia empatou após o zagueiro Ville Pokka marcar, auxiliado por Hannes Bjorninen e Atte Ohtamaa. Tivemos um jogo nervoso e bem truncado, onde as equipes procuraram não cometer nenhum erro que pudesse custar a vitória.

     

    Finlândia conquista o ouro nas Olímpiadas de Inverno de Pequim

    A Finlândia teve seu golpe de sorte aos 31 segundos do terceiro período, com Hannes Bjorninen sendo auxiliado por Marko Anttila e Ohtamaa. Assim, a equipe finlandesa assumiu a liderança para, finalmente, trazer o ouro para casa, além de conquistar o recorde por completar o campeonato sem derrotas em Pequim.

    Os russos previsivelmente montaram uma série de tentativas assustadoras e desesperadas à medida que os minutos se esgotavam no relógio. Eles mataram um power play com pouco mais de seis minutos restantes de partida, mantendo assim a esperança de marcar um gol nos finlandeses e levar a partida para o overtime.

    Mas a buzina do gol nunca mais soou. A Finlândia, que jogou pela primeira vez o hóquei olímpico em 1952, finalmente conseguiu sua sonhada medalha de ouro.

    Ao ganhar a primeira medalha de ouro olímpica de hóquei no gelo da Finlândia, Harri Pesonen disse: “É muito surreal. É a primeira vez para o nosso país no hóquei, então com certeza fizemos história. Neste momento ainda é um sentimento um pouco vazio. Acabou e eu estou surpreendentemente calmo agora, acho que todas as emoções virão mais tarde”.

    “Estou muito orgulhoso desta equipe, da forma como jogamos. Não perdemos um único jogo neste torneio. Somos tão difíceis de vencer. Que grande grupo de rapazes.”

    Vale destacar também que na disputa pelo terceiro lugar tivemos a Eslováquia conquistando o bronze contra a Suécia por 4 a 0, após dois gols da sensação adolescente Juraj Slafkovsky – jogador que tem um futuro incrível e chances reais de ser draftado para a NHL.

    Com esta final imprevisível, tivemos uma partida incrível de hockey e mal podemos aguardar a próxima edição das Olimpíadas de Inverno. Esta que já tem data marcada e acontecerá dos dias 6 a 22 de fevereiro de 2026, em Milão e Cortina d’Ampezzo, na Itália.

    Foto: Reprodução/ iihf.com

  • Rússia e seu escândalo no doping

    Rússia e seu escândalo no doping

    Se você está acompanhando as Olimpíadas de Inverno de Pequim, deve ter percebido que um dos países mais tradicionais em esportes olímpicos não está presente. Sim, eu estou falando da Rússia. E você também deve ter percebido que existe uma equipe chamada ROC, que nada mais é do que o Comitê Olímpico Russo.

    O uso dessa abreviação é uma brecha que permite aos atletas russos competirem nas Olimpíadas enquanto seu país está banido dos Jogos por causa de seu escândalo de doping. 

    Agora vamos relembrar como a Rússia chegou nessa situação.

     

    Início das investigações

    O escândalo de doping veio à tona em 2014, após uma investigação de uma rede de TV alemã. Dois anos depois, um relatório encomendado pela Agência Mundial Antidoping (Wada) encontrou evidências de adulteração nos Jogos de Inverno de Sochi (2014).

    O estudo revelou que houve uso generalizado de drogas para melhorar o desempenho e doping sanguíneo praticado por atletas russos do atletismo. O esquema foi incentivado e acobertado por técnicos, médicos e autoridades estatais e esportivas, aponta esse documento.

    Em 2016, o Dr. Grigory Rodchenkov denunciou o programa estatal de doping da Rússia, revelando uma profunda rede de enganos e fraudes que ele já havia ajudado a facilitar. Essa revelação levou à proibição total da Rússia dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018 e intensificou o debate sobre a corrupção no esporte.

    Depois de fugir de seu país por medo de retaliação, o Dr. Rodchenkov agora vive uma vida precária nos Estados Unidos.  Ele conta com a proteção de denunciantes e vive com medo de que agentes russos possam um dia bater à sua porta.

    Em uma entrevista concedida a um site americano, ele disse que o COI (Comitê Olímpico Internacional) puniu insuficientemente a Rússia por seu programa de doping patrocinado pelo Estado ao não banir totalmente a Rússia dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018 em Pyeonchang. Além disso, a maioria das 43 proibições “perpétuas” de atletas russos dopados foram anuladas pelo Tribunal Arbitral do Esporte.

    Ademais, a Rússia não aceitou a responsabilidade e procurou retaliar o Dr. Rodchenkov. Autoridades russas assediaram a família do Dr. Rodchenkov, confiscaram sua propriedade e lançaram uma campanha com informações para desacreditá-lo. Três dos atletas russos, condenados culpados, ainda processaram o Dr. Rodchenkov na Suprema Corte do Estado de Nova York por difamação. E o governo russo retaliou o COI e a Agência Mundial Antidoping (WADA) invadindo os computadores do COI e da WADA, divulgando documentos confidenciais e ameaçando punir membros do COI e executivos da WADA.

     

     

    foto: reprodução / uol.com

     

     

    Como funcionavam as práticas de doping dos russos?

    O enorme programa de doping da Rússia, patrocinado pelo Estado, visava encobrir testes de drogas positivos. Um relatório encomendado em 2019 pela WADA por Richard McLaren, um advogado canadense, “descobriu um esquema de doping estatal que envolveu 28 esportes, tanto no verão quanto no inverno, e durou de 2011 a 2015”. Isso inclui adulterar amostras de testes de drogas para encobrir resultados positivos de testes de atletas russos.

    Grigory Rodchenkov, que liderou a manipulação de centenas de testes de drogas para os Jogos Olímpicos de Sochi 2014 na Rússia, descreveu muitas das práticas de acobertamento de doping usadas por autoridades russas ao New York Times.

    O processo começaria com cada atleta no sistema de doping dando uma amostra de urina limpa – “entregue em garrafas de refrigerante, mamadeiras de fórmula infantil e outros recipientes diversos” – antes de usar qualquer droga. Os funcionários então procederam para garantir que, sempre que ocorresse um teste de drogas positivo, a urina contaminada fosse substituída por urina limpa para produzir resultados limpos.

    Em uma operação que ocorria no fim da noite, especialistas russos em antidoping e membros do serviço de inteligência, ilegalmente, substituíram amostras de urina contaminadas por drogas que melhoram o desempenho por urina limpa coletada meses antes, de alguma forma manipulando os frascos supostamente à prova de adulteração que são o padrão no mercado internacional de competições, disse o Dr. Rodchenkov. Durante horas todas as noites, eles trabalharam em um laboratório iluminado por uma única lâmpada, passando garrafas de urina por um buraco do tamanho de uma mão na parede, para estarem prontos para o teste no dia seguinte, disse ele.

    Um observador independente da Agência Mundial Antidoping vigiava as instalações durante o dia, mas os russos podiam fazer seu trabalho durante a noite quando ninguém estava olhando. Rodchenkov foi amplamente mencionado em um relatório da WADA sobre o escândalo de doping russo, que levou à proibição inicial da Associação Internacional de Federações de Atletismo e à eventual renúncia de Rodchenkov.

     

    foto: reprodução/ jnews.uk

    Consequências da descoberta

    Mais de 100 atletas russos foram proibidos de participar das Olimpíadas do Rio de 2016. Os jogos ocorreram logo após a reportagem sobre escândalo de doping patrocinado pelo Estado. 

    O período da reportagem abrangeu dois Jogos Olímpicos: Londres (2012) e Sochi (2014) – e incluiu uma variedade de ações antiéticas, como atletas trocando sistematicamente amostras de urina contaminada, às vezes usando “um buraco na parede nas Olimpíadas de Inverno de Sochi”. 

    Como resultado, a Rússia foi sujeita a uma variedade de punições. Além de ter perdido várias medalhas anteriores e ter seus atletas banidos dos Jogos de Inverno de 2018 pelo Comitê Olímpico Internacional. 

    A WADA determinou que a Rússia não poderia usar sua bandeira, nome, hino ou oficiais em competições por quatro anos. A decisão foi a pena mais severa dada até agora. 

    Essa punição estava relacionada a inconsistências nos dados recuperados pela WADA em janeiro de 2019, do laboratório de Moscou. 

    O comitê de revisão de conformidade da WADA sugeriu sanções porque a Agência Antidopagem Russa falhou em cooperar totalmente durante as investigações no país. 

    No ano passado, o Tribunal de Arbitragem do Esporte cortou a proibição da Rússia pela metade, diminuindo para dois anos, após uma apelação.  

    A proibição termina em 16 de dezembro de 2022. Dito isso, a punição também significa que a Rússia não será representada como um país na Copa do Mundo de 2022. 

    De acordo com um relatório divulgado pelo The Independent, a Rússia será reintegrada após o término do prazo de proibição, se respeitar e observar todas as sanções impostas, pagar suas multas e contribuições e começar a aderir aos regulamentos da WADA. 

     

    O hóquei no gelo não ficou fora dos casos

    foto: reprodução/ thehockeynews.com

    Seis patinadoras da equipe de hóquei feminina olímpica de Sochi, incluindo sua capitã e principal pontuadora, foram banidas das Olimpíadas para sempre pelo COI em 2017.

    A equipe russa que perdeu nas quartas de final em Sochi também foi desclassificada retroativamente como um todo.

    Na época, o COI anunciou essa decisão como parte de suas sanções em andamento contra atletas russos que cometeram violações de doping nos Jogos de Inverno de Sochi.

    “- Inna DYUBANOK, Ekaterina LEBEDEVA, Ekaterina PASHKEVICH, Anna SHIBANOVA, Ekaterina SMOLENTSEVA e Galina SKIBA cometeram violações das regras antidoping de acordo com o Artigo 2 das Regras Antidoping do Comitê Olímpico Internacional aplicáveis aos XXII Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi , em 2014, e são desclassificados dos eventos em que participaram.

    – Os seis atletas são declarados inelegíveis para serem credenciados em qualquer capacidade para todas as edições dos Jogos da Olimpíada e dos Jogos Olímpicos de Inverno subsequentes aos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi 2014.”

    A capitã e artilheira Yekaterina Smolentseva, que participou quatro vezes das olimpíadas, estava entre os seis jogadores banidos.

    A Rússia foi a primeira nação a ter 100 atletas desclassificados das Olimpíadas de todos os tempos. O time de hóquei feminino russo foi também o primeiro time em qualquer esporte de qualquer nação a ser desqualificado de uma Olimpíada desde 1948.

     

    O que podemos tirar dessa história

    Atletas são punidos por doping no cenário esportivo internacional o tempo todo, mas a descoberta do extenso sistema de doping da Rússia foi bastante singular. Houve muitos exemplos individuais, mesmo no atletismo americano, como Justin Gatlin, Marion Jones ou Tim Montgomery. Entretanto, nenhum desses casos isolados foi como as fraudes e encobrimentos institucionalizados e patrocinados pelo Estado que foram expostos no escândalo russo. O COI nunca proibiu completamente uma seleção nacional inteira de competir em uma Olimpíada antes como resultado de doping.

    O exemplo mais próximo do que aconteceu com a Rússia, é a seleção da Alemanha Oriental, que competiu de forma independente nas Olimpíadas de 1968 a 1988. Conhecido como Plano Estadual 14.25, foi projetado para ajudar o país comunista a melhor desempenho internacional e proporcionar mais vitórias no maior palco do mundo. “Fomos um grande experimento, um grande teste de campo químico”, disse Ines Geipel, atleta da Alemanha Oriental, sobre o extenso sistema de doping do país. No seu auge, o programa teria empregado mais de 1.500 cientistas.

    Portanto, o enorme esquema de doping organizado pelo governo da Rússia não é o primeiro, mas o COI, IAAF, WADA e outros certamente esperam que seja o último. Com todas as falcatruas e esquemas que foram descobertos e mancham a história do esporte mundial, muitos países se tornaram mais rigorosos com seus atletas e procuram sempre mostrar da forma mais limpa possível, a preparação saudável e justa que fazem para se destacar e vencer nas competições olímpicas. O receio de virar uma vergonha mundial, possivelmente fará com que casos nessa escala não ocorram tão cedo em todo o mundo esportivo.

    Foto: Reprodução/ nbc.com

  • Prévia do Hóquei Masculino nas Olimpíadas de Inverno 2022

    Prévia do Hóquei Masculino nas Olimpíadas de Inverno 2022

    Quatro anos se passaram e chegamos a mais uma edição dos Jogos Olímpicos de Inverno. As Olimpíadas começam oficialmente após a abertura, que ocorreu no dia 04 de fevereiro, e irão até o dia 20. Teremos muitos esportes que não estamos acostumados a acompanhar no dia a dia, como o luge. Porém, o que está garantido é a adrenalina que essas modalidades invernais irão proporcionar, principalmente o hockey!

    Alguns esportes tiveram seu início antes da abertura oficial, como no caso do hockey feminino, onde as mulheres já iniciaram os trabalhos na madrugada do dia 03. 

    No caso dos homens a estreia ficou por conta das seleções ROC (Comitê Olímpico Russo) e da Suíça, que se enfrentam no dia 10 às 04:40 a.m (horário de Brasília).

    Este ano a cidade responsável por sediar os jogos olímpicos é Pequim, que também contará com os jogos paraolímpicos, (caso inédito nos jogos de inverno). Pequim se tornou a maior cidade que já sediou uma edição de jogos olímpicos de inverno, e junto com este feito, teremos o prazer de acompanhar a seleção chinesa novamente no gelo, após 12 anos sem participar de competições de alto nível.

     

    Grupos classificados e formato do torneio

    Este ano teremos 12 seleções na corrida pela medalha de ouro. A classificação destas equipes funcionou da seguinte forma: as oito melhores equipes masculinas mundialmente garantiram uma vaga automática nos jogos. Enquanto que, outras três equipes tiveram que disputar as eliminatórias. Três grupos diferentes de quatro equipes cada, disputaram um round robin de três jogos e o primeiro colocado de cada grupo se garantiu como classificado olímpico.

    A Eslováquia, nona classificada do mundo, conquistou sua vaga com uma vitória por 2 a 1 sobre a Bielorrússia. A Letônia, 10ª do mundo, entrou depois de uma decisão de 2 a 1 sobre a França. E a Dinamarca, classificada em 12º no mundo, se classificou após uma vitória por 2 a 0 sobre a Noruega, com Nikolaj Ehlers marcando o gol classificatório. É a primeira vez que a Dinamarca se classifica para um torneio olímpico masculino de hóquei. Por fim, a última vaga foi preenchida pelo país anfitrião dos jogos.

    Estas doze equipes foram divididas em três grupos com quatro seleções cada, são eles:

    Grupo A: Canadá (1), EUA (6), Alemanha (7), China (32)

    Grupo B: Rússia (2), República Checa (5), Suíça (8), Dinamarca (12)

    Grupo C: Finlândia (3), Suécia (4), Eslováquia (9), Letônia (10)

    Estes grupos foram determinados pelo ranking mundial das equipes hockey masculino. E estes rankings são feitos com base nos resultados dos últimos campeonatos mundiais e das últimas Olimpíadas. Com a pandemia, estes números estão inalterados desde os mundiais de 2019. 

    Para definir quem disputará as medalhas, cada equipe jogará três jogos na fase de grupos, enfrentando os outros em seu grupo uma vez. Quando a rodada preliminar terminar, todas as equipes serão reclassificadas de 1 a 12 para a rodada de medalhas. Os primeiros colocados de cada grupo e o segundo colocado com o melhor registro de pontuação se classificam para as quartas de final, enquanto os outros oito times disputam um jogo da fase classificatória.

    Essas classificações serão baseadas em onde eles terminaram em seu grupo e no número de pontos registrados nas preliminares. Outros critérios de desempate incluem (em ordem) diferencial de gols, maior número de gols marcados e, finalmente, sua classificação IIHF.

    Na rodada de playoff de qualificação, a equipe nº 5 enfrentará a equipe nº 12, a equipe nº 6 enfrentará a equipe nº 11, a equipe nº 7 enfrentará a equipe nº 10 e a equipe nº 8 enfrentará a equipe nº 9. Este é um playoff de eliminação em um jogo único até a disputa da medalha de ouro.

    Para concluir, se uma equipe sofre uma derrota na rodada de qualificação ou nas quartas de final ela está fora da competição. Uma derrota na semifinal e a equipe passa para o jogo da medalha de bronze.

     

    Covid-19 acaba com o sonho NheLers

    Com o avanço da variante Omicrôn pela Europa, Ásia e principalmente América do Norte, a situação da NHL não seria diferente das outras Ligas mundiais. Times como Colocar Avalanche, Flórida Panthers e outros, tiveram seus jogos adiados devido aos casos positivos nas equipes. 

    Em decorrência deste alto número de adiamentos de partidas devido ao surtos nos times, infelizmente tivemos uma triste notícia para os atletas que sonhavam competir em Pequim. Devido às diversas infecções em muitas equipes diferentes, a NHL decidiu abrir mão de liberar seus jogadores para a competição internacional.

    A promessa, incluída no último acordo coletivo, envolvia uma condição que estipulava que uma eventual participação não poderia prejudicar a temporada da Liga. Desta forma, a NHL pretende usar as semanas correspondentes à pausa olímpica para realizar as partidas que foram adiadas.

    Embora não tenhamos a chance de ver Connor McDavid, Auston Matthews e Nathan MacKinnon jogar em sua primeira Olimpíada, o torneio de hóquei masculino em Pequim pode ser uma vitrine para a próxima geração de talentos, como por exemplo, Owen Power, que deve se adequar ao Canadá e Beniers, Sanderson e Faber que estão entre os oito jogadores americanos com menos de 21 anos.

    Entretanto, isto pode ser uma espécie de recomeço para estes jovens jogadores, depois que os juniores mundiais foram cancelados no meio do caminho por causa de preocupações com o avanço do vírus. O mundial foi encerrado cerca de uma semana depois que a NHL decidiu se retirar de Pequim, então a oportunidade roubada tornou-se uma motivação para Beniers, Sanderson, Faber e Commesso se comprometerem com as Olimpíadas.

    Só para relembrarmos, quando a NHL decidiu não enviar jogadores para Pyeongchang em 2018, deu ao atacante  russo Kirill Kaprizov, ao defensor finlandês Miro Heiskanen e ao ala Eeli Tolvanen, e aos atacantes americanos Troy Terry, Ryan Donato e Jordan Greenway oportunidades de se destacar no torneio. Kaprizov e Tolvanen foram o segundo e terceiro artilheiros naquele torneio, enquanto Donato liderou os EUA em gols e Terry em assistências.

     

    Rivalidade já na fase de grupos

    Estas Olimpíadas já irá nos proporcionar fortes emoções na fase grupos, com a disputa entre Canadá e Estados Unidos, programada para acontecer no dia 12 de fevereiro à 00h10 (horário de Brasília). Duas seleções que sempre proporcionam ótimas partidas e mantém a rivalidade aflorada para saber qual o melhor país do continente norte americano na disputa no rink, não poderão contar com as suas grandes estrelas da NHL e sim, apostar nos jovens talentos universitários que estão surgindo. 

    A seleção canadense ainda tem Eric Staal que é de longe o jogador mais experiente e talentoso que se espera participar do torneio: um veterano de quase 1.400 jogos da NHL que jogou pelo Montreal na final da Stanley Cup no verão passado. Ele já é um dos apenas 29 jogadores do Triple Gold Club como vencedores de uma Stanley Cup, uma medalha de ouro olímpica e uma medalha de ouro no campeonato mundial que ajudará o Canadá nesta disputa. Além de Owen Power, que já vem para a competição com grandes expectativas, afinal o jogador foi uma das principais escolhas no Draft da NHL de 2021.

    Já os EUA esperam que um equilíbrio entre jovens estrelas universitárias e profissionais experientes na Liga Americana de Hóquei (NCAA) e na Europa contribua para sua primeira medalha olímpica masculina de hóquei desde 2010.

    Isso significa que Jake Sanderson, de Dakota do Norte, e Matty Beniers, de Michigan, jogam ao lado de ex-jogadores recentes da NHL Kenny Agostino, Steven Kampfer e Aaron Ness. Isso está muito longe de Auston Matthews, Patrick Kane e Seth Jones compartilhando o gelo em como as Olimpíadas deveriam ser, mas as expectativas ainda são altas para que esta seleção chegue longe na disputa do ouro.

     

    Rússia chega como a favorita

    Os russos são novamente os favoritos para ganhar o ouro nesta disputa olímpica em Pequim depois de derrotar a Alemanha na final de 2018, com uma virada histórica que os levou para a prorrogação e graças ao talento vindo da Kontinental Hockey League (KHL), que é considerada o segundo melhor campeonato do planeta em hockey no gelo e que já está com seus jogadores garantidos nesta edição.

    https://twitter.com/khl_eng/status/1485336279999037448

    Desta vez, eles terão que ficar sem Kirill Kaprizov. A estrela do Minnesota Wild é um dos jogadores que precisarão ficar de fora destes jogos olímpicos devido à decisão da National Hockey League (NHL) de não liberar seus jogadores para as disputas na China. Igor Shestorkin e Ilya Sorokin dos Rangers e dos Islanders, respectivamente, também ficarão de fora.

    Na verdade, algumas das principais estrelas de 2018 não estarão nesta edição de 2022. Em vez disso, o ROC (Comitê Olímpico Russo) recorrerá a nomes como Matvei Michkov e Danila Yurov para trazer o ouro para casa. Eles apostarão nos principais talentos que a KHL pode proporcionar à seleção.

    Os russos guerreiros e fisicamente resistentes vão tentar manter as coisas estáveis e seguras na defesa e construir as jogadas a partir daí. Com muitos dos melhores talentos ofensivos faltando por jogarem em equipes dos EUA e do Canadá, podemos esperar a defesa sendo a chave para o ROC ganhar o ouro em Pequim 2022.

    Russian team is the new olympic CHAMPIONS! Golden goal of Ice Hockey

     

    Outras seleções para ficar de olho

    A Finlândia tem uma rica história no hóquei para um país com uma população de apenas 5,53 milhões de pessoas, eles com certeza podem estimular o talento da NHL. De membros do Hall da Fama como Teemu Selanne e Jari Kurri a estrelas atuais como Sebastian Aho e Patrick Lane, eles geralmente não têm problemas em dar ao cenário mundial algo sobre o que falar.  Eles não têm superestrelas como Alex Ovechkin, Sidney Crosby ou Connor McDavid, mas isso não significa que sejam fáceis. O que você sempre pode contar é a ética de trabalho e a mentalidade de nunca desistir de suas partidas (não importa o placar), essa equipe vem como uma força motriz para derrubar seus adversários.

    Desde sua primeira aparição em Oslo nos Jogos Olímpicos de Inverno de 1952, a Finlândia esteve envolvida em 17 dos últimos 18 Jogos Olímpicos. A única vez que eles não competiram foi em 1956, quando Cortina d’Ampezzo sediou a competição. Porém, eles nunca experimentaram a glória de ganhar o ouro, mas chegaram perto em 1988 e 2006.

    Ao todo, já se passaram 16 anos e três Olimpíadas desde que a Finlândia teve o prazer de jogar o jogo da medalha de ouro. Além de suas duas medalhas de prata, eles têm quatro medalhas de bronze também. Antes do sexto lugar em 2018, eles haviam conquistado três medalhas consecutivas em Olimpíadas e seis das últimas oito. Então, no geral é uma seleção que vem para brigar por medalha este ano.

    https://twitter.com/IIHFHockey/status/1484223496888664065

    Outra seleção que vale prestarmos atenção é a Suécia, que tenta sua primeira medalha desde as Olimpíadas de Sochi em 2014. A equipe sempre foi uma força na competição internacional e teve uma longa lista de sucessos nos Jogos Olímpicos. A seleção ganhou medalhas de ouro em 1994 e 2006, e também tem três medalhas de prata e quatro medalhas de bronze em seu nome. Como mencionado acima, sua medalha mais recente foi em 2014, quando conquistou a prata depois de perder por 3 a 0 para a seleção do Canadá, na disputa do ouro.

    As coisas ficaram um pouco mais complexas para os suecos nessa corrida pelo ouro dos jogos olímpicos pois, nesta segunda-feira (31) a equipe anunciou que dois jogadores defensivos que deveriam estar nas partidas, Emil Djuse e Erik Gustafsson, não participarão mais devido a resultados positivos de covid-19.

    As chances da seleção sueca de lutar por uma medalha estão no mesmo nível de alguns dos outros principais países disputando essas Olimpíadas como Finlândia, Canadá e Alemanha, e eles têm a chance de causar algum incômodo às outras seleções pois está em grupo que com certeza o levará para a próxima fase da disputa. A equipe à se derrotar este ano é a ROC (atual campeã), entretanto, com alguns talentos da SHL, a equipe sueca quer mostrar que pode ser a surpresa da competição.

    https://twitter.com/IIHFHockey/status/1484512073270837254

     

    Onde assistir às Olimpíadas de Inverno

    No Brasil, os direitos de transmissão dos Jogos Olímpicos de 2022 são da Rede Globo. Com isso, as partidas serão televisionadas principalmente no Sport TV. Além disso, os brasileiros podem contar com a plataforma de streaming da emissora, o Globoplay.

    Outra opção é o site oficial dos jogos, onde terá transmissão de todas as 15 modalidades destas Olimpíadas. 

    Para não esquecer, a competição masculina começa no dia 09 de fevereiro com as partidas:

    04:40 ROC x Suíça

    09:10 República Tcheca x Dinamarca

    *Horário de Brasília

     

    Foto: reprodução/ rbth.com

  • Para quem torcer nestas Olimpíadas de Inverno

    Para quem torcer nestas Olimpíadas de Inverno

    Com as Olimpíadas de inverno em Pequim se aproximando, nada melhor do que um quiz para descobrir qual a melhor seleção masculina de hockey para torcer nesta disputa pela medalha de ouro.

    Dentre as opções temos as seleções mais conhecidas e de tradição como Estados Unidos, Canadá, ROC (nome da Rússia nas competições esportivas), Alemanha, Finlândia. E também temos as menos conhecidas que podem mostrar bons jogadores e nos surpreender como Latvia, China, Dinamarca, Suécia.

    Vem descobrir para qual seleção você pode mostrar o seu apoio.

     

  • 2022 World Junior Championship

    2022 World Junior Championship

    Como já sabemos, em dezembro acontece o Mundial Sub-20 de Hockey no Gelo da IIHF. Os fãs de hóquei aguardam ansiosamente por este evento: uma tradição de férias que tem ganhado popularidade desde seu primeiro torneio oficial em 1977. Depois de ser disputado em uma arena vazia em Edmonton no ano passado, o torneio estava de volta à Edmonton (CAN) e Red Deer (CAN), onde era disputado diante de pelo menos parte das torcidas de cada equipe. Inicialmente, o torneio estava programado para ser em Gotemburgo, na Suécia, mas por conta da COVID, a IIFH preferiu manter os mesmos locais do ano passado. Os jogos foram disputados no Rogers Place, casa dos Edmonton Oilers, e no ENMAX Centrium, casa dos Red Deer Rebels.

    Dez equipes iriam competir entre si pela taça durante o período entre 26 de dezembro de 2021 e 5 de janeiro 2022 — quando aconteceria a final da competição. Porém, ontem (29)  tivemos a notícia do cancelamento do restante do evento, devido aos casos de COVID 19 nas equipes.

    Os países que estavam na disputa do World Junior de 2022 eram: Canadá, Finlândia, Suíça, Eslováquia, Alemanha, Rússia, Suécia, Estados Unidos, República Czechia e Áustria. Divididos em dois grupos, os países contam com jogadores de até 20 anos de idade que se destacaram em seus respectivos times de ligas como a KHL (liga russa), a SHL (liga sueca) e a NCAA (hóquei universitário).

    Normalmente, haveria um time rebaixado no final do torneio do ano anterior. No entanto, devido às circunstâncias diferentes com a pandemia, o time que teria sido rebaixado ainda poderia participar do torneio deste ano. Essa equipe teria sido a Áustria que terminou em 10º em 2021. Se as regras originais estivessem em vigor outra equipe seria promovida ao grupo principal. Este ano a Austria permanece e eles têm mais uma oportunidade de competir.

    O Grupo A teve sede em Edmonton e incluiu Canadá, Finlândia, Alemanha, República Tcheca e Áustria. O Grupo B esteve baseado em Red Deer e foi composto por EUA, Rússia, Suécia, Eslováquia e Suíça.

    A equipe dos EUA foi para o torneio buscando defender o seu título como atuais campeões, com uma equipe de peso pronta para brigar por uma vaga nas semi, incluindo um número considerável de jogadores prontos para o draft de 2022. O Canadá ficou aquém de um torneio perfeito no ano passado, mas conquistou um novo elenco forte, enquanto buscava por revanche pelo segundo lugar do ano passado. Ambas as equipes ficaram sem seus membros-chave do ano anterior, mas existe muito talento nestes novos times.

    William Eklund vinha como uma força motriz, já que a Suécia parece ter se recuperado do resultado decepcionante de 2021, onde acabou perdendo nas quartas-de-final. Eklund perdeu o torneio do ano passado depois de um teste positivo para COVID-19 e parecia ser um dos líderes da Suécia este ano. A Rússia também é outra equipe que teve um final decepcionante no ano anterior, onde mesmo com um grupo talentoso, que inclui o goleiro Yaroslav Askarov, conseguiu apenas disputar a terceira colocação. Para este ano a equipe tinha uma boa perspectiva com o jovem fenômeno Matvei Michkov, que certamente é um às na manga.

    Outra seleção que foi para o torneio em busca da conquista é a da Alemanha, que mesmo com um ano passado difícil devido à um surto de COVID-19 na equipe, chegou mais uma vez com o seu líder Tim Stützle e esperava se recuperar da eliminação do ano passado nas quartas-de-finais. 

    Alguns jogadores que merecem ser observados

    Equipe Canadá – Owen Power

    foto: reprodução/theathletic.com

    Parece que Owen Power tem algo a provar nesta temporada. Na primavera passada, os Buffalo Sabres ficaram com uma difícil decisão sobre sua primeira escolha geral do draft. E ao contrário de muitos drafts, não havia um super favorito e sim até cinco jogadores diferentes chamando a atenção ao longo do ano para serem first pick. No final, os Sabres escolheram Power, um gigantesco defensor da Universidade de Michigan.

    Finalmente, após um ano de interrupções e atrasos, os fãs poderão ver do que Power é capaz. Mas esta não é a primeira vez que ele joga internacionalmente pelo Canadá, o defensor de 1,80 m de altura, vestiu o uniforme de folha de bordo no final da temporada passada (2020-21) no Campeonato Mundial de Hóquei, onde foi um dos jogadores mais jovens do torneio. Contra alguns jogadores com quase o dobro de sua idade, ele teve um desempenho notável, somando três pontos em 10 jogos, enquanto os canadenses conquistaram sua primeira medalha de ouro desde 2016.

    Equipe EUA – Sasha Pastujov

    foto: reprodução/dobberprospects.com

    A seleção mundial de juniores dos Estados Unidos tem apenas seis jogadores que estavam na disputa de 2021 e apenas três destes são atacantes. Isso os coloca em desvantagem na busca pela segunda medalha de ouro consecutiva; a experiência pode significar a diferença entre ganhar uma medalha e voltar para casa mais cedo. Sem Trevor Zegras e Alex Turcotte, os americanos precisarão encontrar contribuintes ofensivos significativos de seu grupo de recém-chegados. Felizmente, eles têm um dos melhores artilheiros da Ontario Hockey League em sua lista: Sasha Pastujov.

    A equipe dos EUA geralmente não conta com jogadores canadenses, mas principalmente das equipes universitárias e do Programa de Desenvolvimento Nacional dos Estados Unidos (USNDP). No entanto, se Pastujov tivesse seguido seu plano inicial, ele estaria baseado nos Estados Unidos; ele patinou pelo USNDP por duas temporadas e se comprometeu com a Notre Dame. No entanto, tudo mudou quando os Anaheim Ducks o recrutaram na terceira rodada do Draft de 2021 e, surpreendentemente, assinaram com ele um contrato básico menos de um mês depois. Isso o tornou inelegível para jogar hóquei universitário, então ele optou por se juntar ao Guelph Storm da OHL para a temporada 2021-22.

    Apesar das surpresas, Pastujov tem sido um dos melhores jogadores do campeonato. Em 26 jogos da OHL, o lateral tem 20 gols e 35 pontos. Ele tem sido indiscutivelmente o melhor jogador do Storm, ajudando-os a chegar ao primeiro lugar em sua divisão.

    Equipe Suécia – William Eklund

    foto: reprodução/ theplayoffs.com.br

    Nenhum jogador está mais preparado para o Mundial de Juniores de 2022 do que William Eklund. Ele foi um dos vários suecos a perder o torneio de 2021 depois de contrair o COVID-19, roubando-o de sua estreia na categoria sub-20. Sem dúvida desanimado, ele voltou à Liga Sueca de Hóquei (SHL), terminando sua primeira temporada completa no campeonato com 23 pontos em 40 jogos, o segundo maior total para um jogador sub-20. Isso o tornou um favorito entre os cinco primeiros no Draft da NHL, mas acabou sendo a sétima escolha geral, quando o San Jose Sharks o agarrou. Eles não poderiam ter ficado mais felizes com o resultado, já que o talentoso Eklund tirou os Sharks do acampamento, marcando um ponto em cada um dos três primeiros jogos da NHL.

    Com a experiência da NHL em seu currículo e um crescente papel de liderança, Eklund está pronto para deixar sua marca no Mundial de Juniores. Ele é o tipo de jogador que torna aqueles ao seu redor melhores graças à sua inteligência e visão de elite, e ele provavelmente foi a peça que faltava e poderia ter impulsionado o quinto lugar da Suécia.

    Equipe Finlândia – Brad Lambert

    foto: reprodução/thehockeynews.com

    A Finlândia trouxe dois candidatos em potencial altamente elogiados para o projeto de 2022 para Edmonton neste mês. Muitos ficarão ansiosos para ver pela primeira vez Joakim Kemell, que destruiu na Liga Finlandesa nesta temporada aos 17 anos. Outros ficarão curiosos para ver como seu companheiro de equipe Brad Lambert se sairá. Antes considerado uma escolha potencial para a primeira escolha geral, ele despencou no ranking de draft após um desempenho mediano no World Junior de 2021.

    Lambert tem todas as habilidades para ser uma peça-chave para os finlandeses este ano; ele é um dos vários jogadores que retornaram da equipe vencedora da medalha de bronze do ano passado e provavelmente terá um papel maior neste time. Ele também está familiarizado com Kemell, Samuel Helenius – que também voltaram do time de 2021 – e o defensor Ville Ottavainen, todos selecionados do JYP. O mais importante para Lambert são as conexões que ele fez com a equipe finlandesa na bolha do ano passado e terá um papel importante no sucesso dele e de sua equipe em 2022.

    Equipe Rússia – Matvei Michkov

    foto: reprodução/thehockeynews.com

    É sempre emocionante debater os méritos de dois jogadores altamente qualificados que estão concorrendo à primeira escolha do draft. No ano passado, foi Tim Stützle e Quinton Byfield e este ano será Connor Bedard e Matvei Michkov.

    Bedard é o favorito para ficar em primeiro na escolha geral de 2023 para aqueles que o viram na Western Hockey League nesta temporada como um estreante com o Regina Pats. É por isso que Michkov será observado tão de perto no World Junior deste ano; os fãs ouviram o nome e o hype, mas têm pouco em que se basear. Tal como Bedard, Michkov enfrenta adversários muito acima da sua idade, visto que o jovem russo é um dos poucos jogadores Sub-18 da KHL esta temporada. Ele também é um dos melhores, com cinco pontos em 13 jogos, o que o coloca em segundo lugar entre todos os jogadores sub-20 da liga.

    Equipe República Tcheca – Jan Mysak

    foto: reprodução/lastwordonsports.com

    Os tchecos tiveram uma experiência difícil nos torneios mundiais de juniores recentes. Eles não ganham uma medalha desde 2005 e, desde então, terminaram apenas em quarto lugar uma vez.  Mesmo com jogadores talentosos como Martin Necas, David Pastrnak, Tomas Hertl, Vitek Vanecek, Petr Mrazek e Libor Hajek durante esse tempo, sua seca de medalhas seguiu, já que nenhum deles conseguiu impulsionar seu time além de um dos quatro grandes (Canadá, Estados Unidos, Finlândia ou Suécia). Se a equipe deste ano conseguir um avanço, no entanto, provavelmente terá muito a ver com Jan Mysak.

    Mysak está entrando em seu terceiro torneio mundial de juniores, juntando-se a Yaroslav Askarov, Simon Knak, Holtz, Samuel Knazko e Marko Stacha como os únicos jogadores neste ano. Essa experiência por si só dá à República Tcheca uma vantagem na competição no Grupo A, que inclui Canadá, Alemanha e Finlândia, simplesmente porque esses jogadores têm um nível de conforto que só pode ser conquistado por terem jogado em anos anteriores. Mysak deve retornar como capitão, mas mesmo que não volte, ele se certificará de que todos estão adequadamente preparados para lidar com o maior torneio de suas carreiras até agora. Isso o torna um dos jogadores mais importantes de seu time, e se ele puder se manter consistente em seu jogo, então o resto de seu time provavelmente o seguirá.

    Time Alemanha – Florian Elias

    foto: reprodução/eliteprospects.com

    Ninguém poderia ter adivinhado que um dos artilheiros do Campeonato Mundial Júnior de 2021 seria um ala alemão de 1,72 m não convocado, mas foi o que aconteceu. Depois de cinco jogos, Florian Elias tinha nove pontos, o sexto maior total de qualquer jogador no torneio, incluindo Payton Krebs, Arthur Kaliyev e Cole Perfetti, todos os quais já disputaram jogos na NHL. Enquanto ele foi ajudado pelos companheiros de equipe Tim Stutzle e John Peterka, é preciso um talento especial para acompanhar esses jogadores. Isso é o que Elias é, especial.

    Apesar de seu tamanho, Elias é um dos melhores jovens atacantes da Alemanha desde que estreou na Deutsche Eishockey Liga (DEL) em 2020-21. Naquela temporada, ele somou oito pontos em 34 jogos, ficando em quinto lugar entre os jogadores sub-20 e ganhando o prêmio de Estreante do Ano. Ele foi igualmente eficaz em 2021-22, marcando quatro pontos em 21 jogos pelo Adler Mannheim.

    Equipe Suíça – Lorenzo Canonica

    foto: reprodução/eliteprospects.com

    Nações menores, como a Suíça, raramente têm muitos jogadores juniores de primeira linha para escolher e criar seus escalações mundiais de juniores. Isso geralmente significa que os jovens jogadores têm mais oportunidades de desempenhar um papel maior do que em uma nação como a Suécia ou a Finlândia. Esse foi o caso de Lorenzo Canonica, que foi selecionado para a seleção suíça Sub-20 no ano passado, com 17 anos. Depois de somar 19 pontos em 20 jogos no suíço U20-Elit, ele viajou para Edmonton, onde marcou uma única assistência em quatro jogos, um dos nove jogadores a marcar um ponto para sua equipe no torneio de 2021.

     

    Equipe Eslováquia – Simon Nemec

    foto: reprodução/iihf.com

    Pode ser surpreendente que o currículo mais impressionante do torneio não venha do Canadá, Estados Unidos ou Suécia, mas da Eslováquia. Ainda com 18 anos, Simon Nemec já garantiu o título de melhor zagueiro do seu país desde Zdeno Chara e não parece que vai parar tão cedo. Ele fez sua estreia profissional aos 15 anos na liga principal da Eslováquia com o HK Nitra e liderou sua equipe em gols entre os defensores no seu segundo ano. Na mesma temporada, aos 16 anos, estreou no Mundial Júnior, onde liderou os eslovacos marcando quatro pontos em cinco jogos.

    Nesta temporada, Nemec continuou a dominar a Eslováquia, classificada em segundo lugar entre todos os jogadores sub-20 com 13 pontos em 22 jogos, e foi um dos jogadores selecionados para a qualificação olímpica da Eslováquia. Não há dúvida de que ele deve ser uma escolha entre os cinco primeiros no draft da NHL, mas isso pode ser impulsionado por uma forte participação no Mundial de Juniores de 2022.

    Equipe Áustria – Marco Kasper

    foto: reprodução/skysportaustria.at

    Uma das melhores perspectivas para o draft de 2022, o pivô Marco Kasper de 17 anos tem sido presença regular na Liga Sueca de Hóquei nesta temporada pelo Rögle BK. Ele liderou suas seleções sub-20 com o maior ritmo de pontos por jogo, marcando quatro pontos em três jogos. Este é o seu segundo Mundial de Juniores, depois de vestir o uniforme para os austríacos no ano passado aos 16 anos.

    Kasper é um ponta-de-lança prototípico, usa seu corpo para proteger o disco, e não tem medo de cavar para o disco ficar na frente da rede para um gol sujo. Embora alguns olheiros o vejam como uma escolha do meio para o final do primeiro turno, há uma chance de que um torneio forte possa elevar seu status no draft. No entanto, também existe o risco de ele acabar como Marco Rossi, que estava praticamente invisível no ano passado com a Áustria, apesar de liderar a Liga Canadense de Hóquei em pontos. Vale a pena ficar de olho em Kasper, e seu desempenho deve ditar como a Áustria termina.

    Cancelamento do World Junior devido à COVID-19

    Infelizmente ontem (29) tivemos a triste notícia que, após a desistência de uma terceira partida em dois dias devido à casos positivos de COVID-19 em algumas seleções, a Federação Internacional de Hóquei no Gelo (IIHF), o Hockey Canadá e o comitê organizador, com poucas opções para continuar um torneio com uma alta competitividade, optaram por seu cancelamento.

    O torneio começou no domingo (26), mas os jogadores com teste positivo para COVID-19 colocaram o atual campeão Estados Unidos, a Rússia e a República Tcheca em quarentena obrigatória na quarta-feira (29).

    As equipes chegaram a Alberta em 15 de dezembro, ficaram em quarentena por dois dias e foram testadas antes de poderem patinar. Três jogadores e dois oficiais testaram positivo para o vírus antes do início do torneio. O calendário pré-torneio foi reduzido a um jogo por equipe, com checos e suíços impossibilitados de jogar qualquer partida de aquecimento.

    “A propagação contínua do COVID-19 e da variante Omicron nos forçou a reajustar nossos protocolos quase imediatamente após a chegada para tentar ficar à frente de qualquer propagação potencial”, disse o presidente da IIHF Luc Tardif em um comunicado. “Isso incluía testes diários e a exigência de quarentena da equipe quando os casos positivos eram confirmados.

    “Devemos às equipes participantes fazer o nosso melhor para criar as condições necessárias para que este evento funcione. Infelizmente, isso não foi suficiente. Agora temos que dedicar algum tempo e nos concentrar em trazer todos os jogadores e equipe de volta para casa em segurança ”.

    Dois americanos com resultado positivo foram o motivo da desistência do jogo de terça-feira (28) contra os suíços. Um jogador tcheco e um russo com teste positivo significaram a perda dos jogos de quarta-feira (29) envolvendo essas equipes.

    O Canadá estava programado para jogar seu terceiro jogo da rodada preliminar contra a Alemanha na noite de quarta-feira (29). “O Hockey Canada tem trabalhado incansavelmente desde o início da pandemia COVID-19 para garantir que esteja equipado para receber eventos internacionais de classe mundial em um ambiente seguro e saudável”, disse o Hockey Canada em um comunicado atribuído ao presidente Scott Smith e diretor executivo Tom Renney.

    “Apesar de nossos melhores esforços, e continuamente adaptando e fortalecendo os protocolos, infelizmente não alcançamos nossa meta de completar o Campeonato Mundial Júnior de 2022 da IIHF e distribuir medalhas em 5 de janeiro devido aos desafios do cenário atual do COVID-19.”

    “Desde o início da pandemia, sempre priorizamos a saúde e a segurança dos participantes do evento e da comunidade em geral, e devido às notícias de que encontramos casos positivos no ambiente do World Juniors, entendemos e apoiamos a decisão de cancelar o restante do evento. Embora saibamos que essa é a decisão certa, nos solidarizamos com todos os participantes que conquistaram a oportunidade de representar seus países no cenário mundial e que não serão capazes de realizar esse sonho em sua totalidade”.

    Os protocolos para o campeonato mundial de sub-20 de 2022 foram estabelecidos antes que a onda da variante Omicron levasse o IIHF a cancelar seis torneios de janeiro, incluindo o campeonato mundial feminino de sub-18 na Suécia, de acordo com Tardif.

    “Para colocar isso em contexto, havia oito jogos da NHL adiados quando as equipes entraram na quarentena de chegada no dia 15. Quando aceitamos a recomendação de cancelar os eventos de janeiro no dia 23, havia um total de 62 jogos da NHL adiados. É assim que a situação mudou rapidamente ”, disse Tardif em entrevista postada no site do IIHF antes do anúncio do cancelamento.

    O cancelamento interrompe uma série de 44 anos consecutivos do campeonato mundial sub-20 masculino da IIHF. “Em nossa opinião, interromper o Campeonato Mundial é uma decisão razoável”, escreveu Lars Weibel, o diretor de seleções da Federação Suíça de Hóquei no Gelo, em um post no Twitter. “Face à situação atual, infelizmente já não é possível garantir um torneio justo a nível desportivo.”

    Depois que o jogo Tcheca-Finlândia foi cancelado e antes do torneio ser cancelado, a IIHF anunciou que árbitros e bandeirinhas teriam que usar máscaras durante os jogos.

    O cancelamento do Sub-20 é só mais um do IIHF que, no final da semana passada, cancelou o mundial feminino de sub-18, uma decisão que foi fortemente criticada. O campeonato estava programado para acontecer de 8 a 15 de janeiro em Linkoping e Mjolby, na Suécia. É o segundo ano consecutivo em que o torneio foi cancelado depois que o evento de 2021, também programado para Linkoping e Mjolby, foi cancelado devido à pandemia.

    Não sabemos se os protocolos e a vigilância feita pelos organizadores do torneio foi o suficiente, mas com o avanço da variante Omicron, acreditamos que esta tenha sido a melhor decisão da IIHF, para assim não comprometer a saúde de todos os participantes do campeonato. 

    Os tempos continuam sombrios, então vamos lembrar de nos cuidar e garantir que possamos enfrentar mais uma vez estes momentos sombrios.

    Foto: Reprodução / worldjuniorslive.com

  • Tudo sobre a temporada 2021-22 da PHF

    Tudo sobre a temporada 2021-22 da PHF

    A sétima temporada da Premier Hockey Federation (PHF, ex-NWHL) começou ontem (06) e é a primeira temporada regular da liga pós-COVID. Anteriormente tivemos uma temporada 2020-21 remanejada em Lake Placid, com muitos contratempos.

    Este ano está programado para cada equipe ter 20 jogos, ou seja, pelo menos 60 jogos garantidos nesta nova temporada regular.

    O Boston Pride é o atual campeão da Isobel Cup e, com as mudanças ocorridas na offseason, pode muito bem não estar mais uma vez como o primeiro do ranking. Isso porque muitas trocas e aquisições chave ocorreram antes do início do campeonato deste ano.

    Neste texto, incluímos algumas informações importantes que para ajudar você a apreciar melhor esta nova temporada da PHF.

    Impressões da temporada 2020-21

    A temporada de Lake Placid foi irregular, com o número de partidas por equipe bem desequilibrado. As Riveteres, por exemplo, jogaram apenas três jogos antes de ter que encerrar a temporada por causa de um surto de COVID.

    Tivemos o Toronto Six como indiscutivelmente o time mais impressionante em Lake Placid. No entanto, foi o Boston Pride que ergueu a Isobel Cup, quando a liga voltou à ação em Boston. Mesmo assim, Toronto fez uma campanha impressionante para o seu ano de estreia (garantiu o primeiro lugar na tabela antes dos playoffs) e possui altas expectativas para esta nova temporada.

    Preparação para a temporada 2021-22

    Desde agosto a PHF tem soltado notícias sobre mudanças na liga e liberou o calendário para esta nova temporada.

    Tivemos o anúncio da nova comissária Tyler Tumminia, até então interina no cargo, que, mesmo no meio da pandemia, conseguiu fazer da temporada passada, ainda que reduzida, uma conquista de novas parcerias e investidores. Além disso, começou a atrair visibilidade na mídia, o que ajuda e muito a trazer novos fãs e investidores para a modalidade e, principalmente, para a PHF.

    Tivemos algumas mudanças cruciais entre peças-chave de alguns times, como por exemplo Saroya Tinker, que ao que tudo indicava renovaria o contrato com o Metropolitan Riveters, mas foi anunciado em 23 de junho que a jogadora fechou um contrato com o Toronto Six para a disputa desta sétima temporada. Apesar do sucesso de Tinker em New Jersey neste seu primeiro ano de liga, a oportunidade de voltar para casa foi atraente.

    “Eu realmente amei ver o Toronto Six [em Lake Placid] e percebi que essa é minha cidade natal e percebi que posso estar perdendo algumas coisas em termos de fãs e minha família de Toronto”, disse Tinker no comunicado à imprensa do time de Toronto quando anunciou sua contratação.

    “Acho que, só de voltar para casa, posso jogar pelo meu irmão de 11 anos. Ele é definitivamente um grande fã meu e poderá vir a todos os meus jogos”, disse ela.

    Também podemos destacar a aquisição pelo Minnesota Whitecaps da atacante Lexie Laing, que passou toda sua carreira profissional no Boston Pride.

    “Estou muito animada por me juntar ao Whitecaps nesta temporada. As jogadoras são extremamente talentosas e mal posso esperar para jogar com elas e conhecê-las”, disse Laing sobre sua nova equipe. “Será uma grande oportunidade de jogar pelo Estado do Hockey e deixá-los orgulhosos!” 

    Como se não bastasse perder um de seus jovens talentos como Lexie, All-Star em 2020 e que ajudou o Pride na sua conquista de campeonato, Boston também perdeu sua defensora Taylor Turnquist para o mesmo Minnesota Whitecaps. 

    Além das movimentações de jogadoras, tivemos o anúncio de capitãs em alguns times como o Connecticut Whale, que vai com Shannon Turner nesta temporada.

     

    O Toronto Six anunciou Shiann Darkangelo como a sua líder para tentar seguir de forma brilhante nesta segunda temporada da franquia.

    Ainda pudemos conferir o rebrand do Metropolitan Riveters, que atualizou o seu logo para que a icônica Rosie (que é um símbolo para as mulheres trabalhadoras e um marco para a independência das mulheres nos anos 40) se tornasse sem raça e inclusiva para representar todos os atletas e fãs.

    Rebrand de NWHL para PHF

    A National Women’s Hockey League (NWHL) em setembro oficializou uma nova era em sua história, com a mudança de nome e logotipo antes do começo da temporada 2021-22. A mudança para Premier Hockey Federation (PHF) redefiniu a marca da liga focando nas habilidades e talentos de seus atletas, em oposição a seu gênero. Foi uma das grandes marcas que a liga gostaria de comunicar antes de iniciar o seu novo ano.

    Outra mudança importante anunciada em outubro foi a nova política da PHF para tornar a liga mais plural. Assim, a liga atualizou a sua política com vigência imediata nesta temporada 2021-22 para incluir atletas transgêneros e não-binários. Dessa forma, a PHF não é mais uma liga estritamente de hockey feminino. CA PHF não somente incluiu os gêneros, como também criou diretrizes para que quaisquer atletas se sintam à vontade em fazer parte da liga. 

    Por isso, a PHF pretende tornar o ambiente o mais seguro possível para que todes aqueles que desejarem, possam usar a identidade com a qual se identificam.

    Calendário e começo dos jogos

    O anúncio do calendário oficial ocorreu em agosto e o que vale destacar é que todos os times terão 10 jogos dentro de casa e 10 jogos fora de casa. O início da temporada foi no último sábado (06) com o jogo entre Connecticut Whale e Metropolitan Riveters. O time de New Jersey levou a melhor, vencendo por 4×1.

     

    A data final da temporada regular também foi anunciada, e será no domingo dia 13 de março. Os seis times estarão novamente no gelo para juntos finalizarem a temporada regular e darem início aos playoffs, que ainda terão suas datas anunciadas.

    Como assistir 

    Para finalizar este resumão, você deve estar se perguntando como pode acompanhar estes jogos e não perder nada da sétima temporada.

    Eu te respondo que a Premier Hockey Federation anunciou na última sexta feira (05), que a ESPN adquiriu os direitos internacionais para 30 jogos da temporada regular da PHF durante esta temporada 2021-22, além de eventos especiais, como Isobel Cup e playoffs. A ESPN + é a casa exclusiva da PHF nos Estados Unidos. 

    Os jogos da PHF que fazem parte da rede de distribuição da ESPN International podem estar disponíveis na Europa, Oriente Médio e África via ESPN Player, na América Latina via Star+, Caribe via ESPN Player via ESPN App e Oceania via Watch ESPN via ESPN App. O Star+ é um serviço pago da Disney que também abriga todos os jogos da temporada da NHL, e informações sobre como assinar podem ser encontradas em starplus.com.

     

    Na sexta (05) também foi divulgado pela PHF uma programação de transmissão internacional de 30 jogos para a temporada regular de 2021-22 no canal oficial da liga na Twitch.

    Ambas as reprises da Final da Isobel Cup de 2021 iniciam a cobertura da transmissão internacional ao vivo deste ano na Twitch. O atual campeão Boston Pride poderá ser visto 13 vezes nesta temporada na Twitch, a maior frequência da liga. Em seguida, as vice-campeãs do ano passado, o Minnesota Whitecaps em 11 jogos, e o atual campeão da temporada regular, o Toronto Six, que também está presente 11 vezes, incluindo o primeiro jogo da estreia da franquia em casa no dia 20 de novembro, contra Connecticut. 

    Durante a temporada de 2021, a PHF aumentou seu número de seguidores na Twitch em 260% ano, acumulando dois milhões de visualizações. Os fãs assistiram coletivamente a 15,7 milhões de minutos de conteúdo PHF ao vivo e registraram mais de 130 mil mensagens de bate-papo durante os jogos ao vivo. 

     

    Este é o resumo que você precisa saber para acompanhar a PHF nesta temporada 2021-22 e escolher para quem vai sua torcida este ano. Estaremos atentas ao calendário para futuras atualizações sobre os playoffs e notícias sobre as emoções e recordes que são esperados nesta temporada.

     

    Foto: Reprodução / premierhockeyfederation.com

  • Associação de Jogadores também falhou com Kyle Beach

    Associação de Jogadores também falhou com Kyle Beach

    O mundo do hockey está bem atento com as acusações e repercussão do caso de Kyle Beach divulgado na última semana. Na sexta-feira (29) a TSN soltou uma notícia na qual Kyle afirma que o diretor executivo da NHLPA, Don Fehr, não alertou a USA Hockey, órgão nacional responsável pelo esporte, sobre as acusações contra Brad Aldrich.

    Em 2011, durante o Campeonato Mundial Feminino Sub-18, o agente Ross Gurney afirmou que contatou Fehr com uma acusação séria contra o ex-técnico de vídeo do Chicago Blackhawks, Brad Aldrich. Gurney informou que seu cliente Kyle Beach fora abusado sexualmente por Aldrich. Assim, ele esperava que a USA Hockey fosse alertada sobre a ocorrência deste ato violento. 

    “Meu objetivo ao ligar para a PA foi de alertar a USA Hockey”, disse Gurney. “Isso é o que eu fui orientado a fazer pelo Kyle.”

    Com a chance dessa história estourar na mídia, Beach foi encaminhado para o psicólogo e administrador do Programa de Assistência ao Jogador da NHL/NHLPA, Dr. Brian Shaw. Ele teria saído da consulta garantido de que a USA Hockey saberia que Aldrich é um predador sexual, afinal ele trabalhou na equipe dos EUA durante o Campeonato Sub-18 de 2011. O certo, pelo menos, era investigar as acusações de cunho tão sério.

    Aparentemente essa “promessa” de alertar a equipe americana foi somente uma forma de abafar o caso e calar Kyle. Após este ocorrido, o jogador não recebeu mais suporte nenhum da NHLPA. Kyle fez questão de frisar que, se Don Fehr e o Dr. Shaw tivessem feito “o que deveriam fazer, então aquele adolescente de Michigan provavelmente não seria abusado sexualmente”.

    Para quem não sabe, Aldrich foi autorizado a se demitir dos Blackhawks no verão de 2010, e ele passou a ser técnico de Hockey em Houghton, Michigan. Em 2013, ele foi condenado por agredir sexualmente um jogador de 16 anos de seu time e condenado a nove meses de prisão (isso mesmo caro leitor, somente nove meses de prisão) e 60 meses de liberdade condicional.

    Ainda falando sobre a responsabilidade do D.E. Don Fehr, Gurney lembrou em sua entrevista que Fehr respondeu que “conhecia pessoas no USA Hockey, que a NHLPA investigaria a situação e que a NHLPA poderia oferecer todo suporte necessário.”

    Com o assunto explodindo na mídia na quarta-feira passada (27), Dom soltou um comunicado onde afirma que mandou Kyle Beach para o Dr. Shaw em 2010 e que o sistema falhou em dar suporte e apoiar Beach em seu momento vulnerável e de necessidade. Ainda afirmou que como o jogador comunicou o ocorrido a um dos médicos da NHLPA, e mesmo sendo um programa confidencial entre jogador e médico, uma atitude por parte da entidade NHLPA deveria ter existido, mostrando assim que fracassaram em tentar resolver esta situação.

    Esta declaração só expôs como um assunto sério foi deixado de lado em meio a um esporte que já é considerado extremamente machista. Agora que a NHLPA acordou em meio a estas acusações, esperamos que atitudes sejam tomadas e que a Liga desenvolva programas que realmente possam ajudar todas estas vítimas que passam por situações parecidas e ainda não conseguiram fazer com que suas vozes fossem ouvidas.

     

    Ontem (01) no fim do dia a NHLPA soltou uma nota na qual Don Fehr recomendou uma investigação independente. Esta, segundo a nota, seria iniciada por um advogado externo para revisar a resposta da NHLPA ao caso de Beach.

    Para finalizar, depois de contar sua história em rede nacional na semana passada, Kyle pediu para que Don Fehr fosse demitido de seu cargo na NHLPA.

    Nas palavras de Beach, “não sei como ele pôde estar no comando se é isso que ele vai fazer quando um jogador vier até você e lhe contar algo, seja abuso, seja drogas, seja qualquer coisa. Ele deveria proteger os jogadores e eu sei que ele não me protegeu”.

     

    Foto: Reprodução/mystateline.com

  • Prévia 2021-22: Divisão Atlântica

    Prévia 2021-22: Divisão Atlântica

    Uma das divisões mais difíceis, se não a mais difícil da NHL, a Divisão Atlântica tem alguns dos principais candidatos à Stanley Cup da temporada 2021-22, e outros times que procuram provar que são autênticos e estão vivos no campeonato.

    Uma palavra que define o que podemos esperar desta divisão é competitividade. Com o atual campeão, Tampa Bay Lightning, defendendo seu troféu, podemos esperar embates interessantes contra o Montreal Canadiens (vice-campeões), Toronto Maple Leafs, Florida Panthers e Boston Bruins. Estes principais times aproveitaram a offseason e tentaram organizar a casa com contratações pontuais que podem trazer resultados interessantes na temporada regular.

    Vamos descobrir um pouco mais o que podemos esperar destas equipes na temporada 2021-22! Vale lembrar que este é nosso terceiro texto referente às prévias divisionais para a temporada regular da NHL. Não deixe de conferir a prévia da Divisão Central e Divisão Pacífica.

    Boston Bruins

    Os Bruins estiveram presentes em playoffs em cada uma das últimas cinco temporadas e ganharam pelo menos uma rodada em quatro desses anos. Eles terminaram em terceiro na disputada Divisão Leste na última temporada, vecendo o Washington Capitals na primeira rodada antes de perder em seis jogos para o New York Islanders. Grande parte da equipe dos Bruins permanece intacta, com algumas exceções importantes. O atacante David Krejci foi para casa para jogar na República Tcheca, e o goleiro Tuukka Rask está fora de temporada (e sem contrato) enquanto se recupera de uma cirurgia no quadril. Ambos os veteranos tiveram impacto em Boston e, para compensar suas perdas, o time precisará de bom desempenho do recém-contratado Taylor Hall e da nova adição, Nick Foligno, bem como do novo goleiro nº 1 e ex-Sabres Linus Ullmark.

    A defesa de Boston não é a mais eficaz no jogo. No entanto, o técnico Bruce Cassidy encontrou um equilíbrio sólido para este grupo jovem, e seus atacantes são defensivamente responsáveis ​​o suficiente. Eles têm uma unidade capaz e talentosa de atacantes, mas a forma como estes se saírem nesta temporada pode ser a diferença entre ganhar a última vaga da pós-temporada e lutar pelo título da divisão. De qualquer forma, os Bruins são um time praticamente garantido nos playoffs.

    Buffalo Sabres

    Se você quiser ver como um time pode chegar, infelizmente, ao fundo do poço, basta olhar para os resultados dos Sabres na última década. A franquia por várias reinicializações e reconstruções e ainda assim permaneceram em desvantagem contra quase todas as equipes que enfrentarem nesta última temporada. O GM de Buffalo, Kevyn Adams, e o agora técnico principal, Don Granato, não têm uma disponibilidade grande de orçamento para trabalhar. Porém, eles têm algumas peças essenciais, incluindo o defensor Rasmus Dahlin e a primeira escolha do NHL Draft de 2021, Owen Power (Universidade de Michigan). Os dois, um dia, poderiam formar um primeiro par de defesa de elite. Um dia, mas não por ora.

    Por enquanto, a lista dos Sabres é como um acampamento de verão de jovens jogadores em desenvolvimento (como Dylan Cozens, Casey Middlestadt) e veteranos em ação não negociáveis ​​(Jeff Skinner, Kyle Okposo). No gol, eles deixaram o goleiro titular Linus Ullmark partir para um rival de divisão, os Bruins. No seu lugar, um combo de Aaron Dell, de 32 anos, e um veterano Craig Anderson, de 40, que jogou apenas quatro jogos em 2021. Este é apenas o estágio inicial de uma reconstrução longa e difícil. (#dor)

    É triste dizer, especialmente quando se trata de uma cidade esportiva que merece mais, mas Buffalo quase certamente ainda será um péssimo time em 2021-22. Adams pode criar boas expectativas para o futuro do time quando negociar o descontente center estrela Jack Eichel, mas ele não pode agitar uma varinha mágica e transformar limões em limonada. Simplesmente não é tão fácil para organizações bem-sucedidas superarem as dificuldades, muito menos uma franquia como Buffalo e sua pobre história recente de tentar construir algo de valor. Mesmo que você veja a luz no fim do túnel para os Sabres, deve presumir que mais dor está por vir para os fãs desta franquia.

    Detroit Red Wings

    Apenas os Sharks, Sabres, Ducks e Blue Jackets ganharam menos jogos do que Detroit na temporada passada. Dezenove vitórias em 56 jogos foram uma indicação clara de quão longe os Wings ainda precisam ir para se tornarem uma verdadeira ameaça nos playoffs. Mas isso não significa que o GM Steve Yzerman não melhorou sua equipe; ele adquiriu o finalista do Calder Trophy de 2021, Alex Nedeljkovic, dos Hurricanes, e trouxe o veterano blueliner Nick Leddy do New York Islanders. Ainda conta com a sexta escolha geral de 2019, o D-man Moritz Seider. Juntos, Leddy e Nedeljkovic tornam a defesa de Detroit bem melhor, mas ainda não são bons o suficiente para marcar algumas das feras da divisão. Sem contar o desfalque de Tyler Bertuzzi, que se negou a se vacinarcontra a COVID-19. O atacante provavelmente perderá todos os jogos realizados no Canadá, segundo as leis do país, além de parte de seu salário.

    Lenta e conscientemente, Yzerman tornou seu elenco mais jovem – Detroit tem apenas dois atacantes com mais de 28 anos. No entanto, a difícil estrada à frente para os Wings é uma luta que eventualmente todas as grandes equipes enfrentam conforme a geração vencedora se aposenta e um novo ciclo competitivo começa. Detroit pode e deve ganhar mais jogos do que em 2021, mas provavelmente não será o suficiente para colocá-los em uma vaga nos playoffs.

    Florida Panthers

    Os Panthers terminaram em segundo lugar na improvisada Divisão Central no ano passado, e mostraram que possuem fôlego para chegar longe no campeonato. O GM Bill Zito só reafirmou o quão em ascensão está a equipe quando acrescentou ao poder de fogo do time o ala direito de 25 anos, duas vezes artilheiro de 25 gols, Sam Reinhart, de Buffalo. Além dele, o time assinou com o barbudo e imponente Joe Thornton para reforçar sua quarta linha. A Flórida já tinha um dos melhores grupos de produção de gols da liga. Adicionar Reinhart, e também obter uma temporada completa do ex-pivô do Flames, Sam Bennett, só o tornará mais potente.

    A defesa dos Panthers é um tanto subestimada, especialmente considerando que eles disputaram 21 jogos no ano passado sem o astro Aaron Ekblad. Além disso, o goleiro Sergei Bobrovsky não teve uma temporada ideal, embora ele tenha melhorado suas estatísticas em em relação à primeira temporada com Florida

    Apesar de tudo, o time parece uma potência e estão prontos para passar e causar sérios danos nos adversários nos playoffs. Eles enfrentarão seus rivais de estado em Tampa para chegar a esse ponto, mas possuem a habilidade, o equilíbrio e o treinamento para fazer isso. Poderemos ver disputas interessantes chegando ao sul da Flórida este ano.

    Montreal Canadiens

    Os Habs tiveram uma campanha de playoffs memorável na última temporada, vencendo três oponentes antes de perder a final da Stanley Cup para o Lightning. Mas não devemos esquecer que, antes desse grande feito, Montreal não impressionava exatamente na temporada regular. A equipe terminou o ano com apenas 24 vitórias em 56 jogos, duas a menos que o quinto colocado Calgary Flames (que perdeu os playoffs porque tiveram apenas três derrotas na prorrogação/pênaltis, enquanto os Canadiens tiveram 11).

    Os Canadiens passaram por mudanças significativas nesta offseason, perdendo o atacante e terceiro escolhido na classificação geral de 2018, Jesperi Kotkaniemi, para uma offer sheet dos Canes, e o valioso atacante Corey Perry para os Bolts. Eles também precisam enfrentar o ano sem o capitão Shea Weber, que provavelmente perderá toda a temporada regular com uma lesão no tornozelo esquerdo. Além disso, Montreal começa o ano sem o atacante Paul Byron (fora até janeiro de 2022) após uma cirurgia no quadril neste verão, e o goleiro Carey Price que além de estar se recuperando de uma lesão no joelho, estará fora da temporada por motivos pessoais por tempo indeterminado.

    Essas são grandes perdas, e embora o GM Marc Bergevin os tenha substituído pelos atacantes veteranos Christian Dvorak e Mike Hoffman (o último jogador dos quais também começará o ano nos bastidores com uma lesão na parte inferior do corpo fora da temporada). Os desfalques podem se revelar como um grande obstáculo para Montreal se qualificar para os playoffs.

    É possível que os Canadiens continuem com o ímpeto que tiveram na pós-temporada do ano passado. No entanto, eles estão em uma divisão mais difícil desta vez e podem não ter profundidade de elenco suficiente para superar e tentar uma sequência de playoffs mais longa. Pode ser a última semana ou duas do calendário de 82 jogos, mas, em qualquer caso, Montreal provavelmente lutará contra Toronto e Boston pelas duas últimas vagas nos playoffs do Atlântico durante toda a temporada.

    Ottawa Senators

    Após fracassar durante grande parte do início da temporada regular de 2021, os Senators ficaram mais fortes e terminaram o ano com uma campanha 8-2-1. Eles agora têm uma base de jogadores impressionante, com jovens estrelas em desenvolvimento, como o atacante Tim Stützle e o defensor Thomas Chabot, e apenas dois de seus jogadores têm mais de 30 anos. Isso é uma ótima notícia.

    A notícia não tão boa é que Ottawa permitiu a marca de 189 gols sofridos. Apenas três times da liga permitiram mais. O GM de Ottawa, Pierre Dorion, ajudou seus defensores com a adição do ex-Golden Knights Nick Holden. Mas sejamos francos, ele não será o catalisador para melhorias suficientes a ponto de colocar os Senators em uma posição de playoffs. E depois de sua campanha abaixo da média em 2021, o goleiro Matt Murray provavelmente não se recuperará o suficiente para colocá-los na parte de cima da tabela na divisão.

    Ottawa terá um percentual de vitórias melhor do que na temporada passada? É muito provável que sim. Os playoffs são um objetivo longe demais para eles nesta temporada? Também é provável que sim. Mas tudo o que os fãs dos Sens querem ver é um progresso significativo no time e provavelmente o verão nesta temporada. O progresso, entretanto, é lento e nada linear, mas em mais um ou dois anos, os Sens serão uma força a ser enfrentada na NHL.

    Tampa Bay Lightning

    Como todos os campeões da Stanley Cup, o Lightning perdeu parte de suas peças-chaves por motivos de limite de salário. Elevar o teto salarial na temporada passada funcionou bem para o time, mas isso os forçou a se separar de muitos jogadores importantes nesta offseason. Mais especificamente, todos de sua estelar terceira linha. No entanto, o GM Julien BriseBois mais uma vez complementou sua lista com know-how veterano (incluindo o ex-astro do Canadiens/Stars/Ducks, Corey Perry, e o D-man Zach Bogosian, que retorna dos Leafs para outra temporada com os Bolts), e ele ainda tem um dos seis melhores grupos de atacantes da NHL e um tremendo grupo de defensores. Sem contar que possuem um dos melhores goleiros da liga, Andrei Vasilevskiy, que está chegando no seu auge aos 27 anos.

    Não tenha dúvidas, o Lightning será excelente nesta temporada e provavelmente estará entre os favoritos para ganhar sua terceira Stanley Cup consecutiva. Alguma equipe, eventualmente, será capaz de derrotá-los, mas isso pode levar um bom tempo para acontecer.

    Toronto Maple Leafs

    A esta altura, a maioria dos seres conscientes têm conhecimento da forma sombria como a temporada anterior de Toronto terminou. Não poderia ter sido pior e não poderia ter vindo das mãos de um rival mais odiado, neste caso, o Montreal Canadiens. Mas, por pior que fosse, não diminui o fato de que os Leafs foram um dos times mais dominantes da temporada regular no ano passado. Eles tiveram o quinto ataque mais produtivo da NHL (186 gols marcados) e obtiveram um ótimo trabalho no gol com Jack Campbell, a caminho de se tornar a sétima defesa mais eficaz na franquia (148 gols contra).

    Apesar de algumas mudanças notáveis ​​na lista de jogadores, o GM dos Leafs, Kyle Dubas, mais uma vez colocou sua equipe em uma posição para jogar bem nesta temporada. A competição por posições existe principalmente com os wingers, embora a batalha mais importante possa ser entre Campbell e o UFA recém-assinado, Petr Mrazek. Se os dois goleiros continuarem saudáveis, Toronto pode ter um número impressionante nas redes, mesmo que ambos atuem em turnos. O treinador principal, Sheldon Keefe, deve escalar o mais preparado, mas também deve misturar suas vagas de titular em jogos consecutivos, e isso pode deixar Mrazek e Campbell saudáveis ​​e prontos para atuar na pós-temporada.

    Chegar aos playoffs pode ser mais difícil para o Toronto agora que eles estão em uma divisão mais competitiva, mas não há como eles vacilarem e aceitarem estar do lado de fora da pós-temporada levando em consideração o elenco que possuem em casa. Auston Matthews ainda joga lá. Mitch Marner e William Nylander ainda fazem mágica por lá. John Tavares é uma peça crucial e ativa na equipe e e eles ainda possuem uma defesa acima da média trabalhando por lá também. É uma equipe que ficará bem até a chegada dos playoffs, mas haverá uma pressão incrível sobre eles quando chegarem. E se as coisas derem errado na pós-temporada, podem acreditar que olharemos para um elenco muito diferente dos Leafs no próximo ano.

  • Arizona Coyotes anuncia reformulação completa na marca

    Arizona Coyotes anuncia reformulação completa na marca

    Na última segunda-feira (20), a equipe dos Coyotes anunciou uma reformulação completa da marca e transformação do plano de negócios com foco no compromisso do clube com o impacto ambiental e social, inclusão e inovação. Como parte desta reformulação, o clube mudará seu logotipo principal de volta para o coiote Kachina e irá introduzi-lo à camisa branca do uniforme para jogos fora de casa.

    Esta é a primeira vez desde 2003 que o Kachina será a logomarca principal da equipe. Para aumentar a empolgação, a equipe até mudou sua biografia no Twitter para: “Ouvimos dizer que vocês queriam o Kachina branco de volta.”

    https://twitter.com/ArizonaCoyotes/status/1439967648033304582

    A equipe adotou o Kachina em 1996, quando se mudou de Winnipeg. Ele representa o espírito ancestral dos povos Pueblo, e o logo era um dos favoritos dos fãs. Foi substituído na temporada 2003-04, quando a equipe passou a usar o vermelho como sua cor primária e uma cabeça de coiote uivando como logotipo na camisa. Esse uniforme agora se tornará uma alternativa, com os Coyotes usando-o oito vezes em casa na temporada 2021-22.

    A esperança é que o símbolo ajude o time a alcançar o torcedor atípico de hockey. Além disso, a organização visa unir a diversa comunidade do Arizona e cultivar uma nova base de fãs, segundo o presidente e CEO Xavier A. Gutierrez à ESPN.

    “É um motivo de orgulho. É algo que diz: posso não ser o que você pensa ser o fã de esportes tradicional, mas isso fala comigo. Eu posso me identificar nisso”, disse ele. “Em nossa pesquisa, descobrimos que o logotipo ressoa com pessoas que não são fãs radicais dos Coyotes ou fãs radicais de hockey. Isso inclui famílias e mulheres jovens. Inclui diversas comunidades, como comunidades latinas, afro-americanas e asiáticas.”

    “Estamos extremamente entusiasmados com o lançamento de nossa reformulação da marca, que está focada em nossa visão de nos tornarmos uma equipe vencedora a longo prazo no Arizona e em nossa dedicação ao impacto, inclusão e inovação”, disse Gutierrez. “Como sempre, ouvimos nossos fãs incrivelmente leais e apaixonados e ficamos maravilhados com seu amor pela marca Kachina e o desejo de trazer o logotipo e as camisetas de volta em tempo integral. Abraçar o Kachina foi uma decisão fácil para nós, e estamos muito orgulhosos de ter um dos melhores logotipos e uniformes de toda a NHL.”

    Ele ainda acrescentou que a “mudança de marca destacará que os Coyotes são uma organização dinâmica, enérgica e voltada para o futuro e esta campanha demonstra nosso compromisso em ser um líder em nossa comunidade. O Vale e todo o estado fazem parte de Nossa Matilha”.

    Nova casa para o Arizona Coyotes

    Com toda essa movimentação e mudança de imagem na equipe de Arizona, vale lembrar que no mês passado, a cidade de Glendale interrompeu as negociações sobre uma extensão de aluguel de vários anos na Gila River Arena e declarou que a temporada 2021-22 será a última da equipe no prédio.

    De repente, uma franquia que foi perseguida por especulações de realocação na última década estava enfrentando essas questões novamente.

    “É decepcionante. Estávamos buscando algo que fosse benéfico para a cidade, seus cidadãos e contribuintes”, disse Gutierrez. “Temos esperança de que talvez a cidade reconsidere. Não achamos que seja a decisão correta e continuamos muito abertos para ter essa conversa.”

     “Há vários meses exploramos novas opções de arena e acreditamos que existem opções aqui. Mas quero ser muito claro: estamos comprometidos com o Arizona. Queremos estar aqui.”

    Os Coyotes também esperam encontrar novos públicos que querem que eles continuem, e a reformulação da marca é uma tentativa agressiva de cultivá-los. Além das camisas Kachina, a equipe está planejando uma campanha de marketing abrangente na comunidade. Uma campanha para promover a mudança de marca dos Coyotes por meio de implementação de outdoors, publicidade na TV e no rádio, e campanhas digitais e em mídia impressa, serão veiculadas durante toda a temporada 2021-22.

    Por enquanto, essas são as novidades da equipe de Arizona. Quando a temporada terminar, poderemos ter uma história totalmente nova para esta franquia. Por conta dos sofridos fãs dos Coyotes, esperamos que o time não acabe deixando o estado do Arizona, especialmente agora que eles têm uma das marcas que mais está chamando atenção na NHL.

    Foto: Reprodução/nhl.com